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Diário Oficial da União · 02/01/2024 · pág. 54

DOU 02/01/2024 - Diário Oficial da União - Brasil

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152024010200054 54 Nº 1, terça-feira, 2 de janeiro de 2024 ISSN 1677-7042 Seção 1 82 Tabela 48 - Fluxos estimados de depósitos judiciais por exercício Em R$ bilhões Item Valor Estimado Impacto Financeiro (F) Primário (P) 20231 2024 2025 2026 Devolução de Depósitos Judiciais 7,8 9,6 10,2 10,8 P 1 Dado de 2023 foi extraído da publicação da Atualização do ARF LDO 2023. Fonte: RFB/ME. Elaboração: STN/MF. 4.2.5 Haveres Financeiros Não Relacionados a Entes Federativos Os haveres financeiros da União não relacionados a entes federativos, sob a gestão da STN, são atualmente classificados em seis categorias, conforme a norma ou ato que lhes deu origem, sendo elas: I. Haveres Originários de Empréstimos concedidos às Instituições Financeiras Este grupo é composto pelos haveres oriundos da concessão de empréstimos às Instituições Financeiras Federais. O volume de recursos nos contratos aqui incluídos corresponde a grande parte do total dos haveres da União não Relacionados aos Entes Federativos sob a gestão da STN, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aparecendo como a principal contraparte. O restante dos contratos encontra-se pulverizado entre Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CAIXA), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia (BASA). II. Haveres Originários de Operações de Crédito Rural Estão compreendidos neste grupo os haveres oriundos de programas de crédito rural, dentre os quais destacamos: Securitização, Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA), Pronaf, Estoques de produtos agrícolas operacionalizados pela CONAB (Programa de Garantia de Preço Mínimo ao Produtor – PGPM), Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira Baiana – PRLCB e outros. III. Haveres Originários de Operações de Cessões de Créditos São os haveres decorrentes de operações realizadas entre a União e Entidades públicas envolvendo a aquisição de créditos, como a realizada com a empresa Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), e da extinção de empresas públicas, a exemplo da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). IV. Haveres Originários de Operações de Crédito à Exportação Neste grupo encontram-se os haveres decorrentes do crédito à exportação, atualmente aqueles relativos ao Programa de Financiamento às Exportações (Proex). V. Haveres Originários de Empréstimos a Entidades Não Financeiras Este grupo de haveres é composto por operações em que a contraparte é a Administração Nacional de Eletricidade do Paraguai (ANDE). VI. Programa Emergencial de Suporte ao Emprego - PESE/FOPAG 83 Este grupo de haveres se refere à ação orçamentária criada em 2020 para concessão de financiamentos para pagamento de folha salarial no âmbito do Programa Especial de Suporte a Empregos (MP 944/2020, convertida na Lei nº 14.043, de 19 de agosto de 2020), devido à pandemia do COVID-19.

4.2.5.1 Evolução dos haveres e créditos No tocante à evolução dos haveres e créditos, a Tabela 49 apresenta o histórico dos valores do estoque, por exercício, segundo haver financeiro sob gestão da STN. Tabela 49 - Evolução do estoque, segundo haver financeiro sob gestão da STN, por exercício
Em R$ milhões Haver Financeiro Estoque
Valor Realizado ($) Variação 1 (%) 2018 2019 2020 2021 2022 Empréstimos às Instituições Financeiras
361.683,2 -22,2% 241.183,7 -33,3% 235.726,3 -2,3% 171.234,2 -27,4% 89.729,5 -47,6% Operações de Crédito Rural
14.290,4 -38,6% 10.478,5 -26,7% 6.632,3 -36,7% 4.579,1 -31,0% 3.902,3 -14,7% Operações de Cessões de Crédito (ou estruturadas)
15.367,5 -16,0% 11.565,1 -24,7% 10.799,1 -6,6% 7.370,0 -31,8% 5.822,1 -21,0% Operações de Crédito à Exportação
3.701,6 -1,3% 4.029,9 8,9% 5.236,3 29,9% 6.024,8 15,1% 5.775,2 -4,1% Empréstimos a Entidades Não Financeiras
89,7 1,8% 73,9 -17,6% 66,5 -9,9% 42,3 -36,5% 10,6 -74,9% Programa Emergencial de Suporte ao Emprego - PESE/FOPAG - - - - 6.895,3 - 4.774,2 -30,8% 2.343,0 -50,1% Total 395.132,4 -22,5% 267.331,1 -32,3% 265.355,8 -0,73% 194.024,5 -26,8% 107.582,7 -44,5% 1 Variação em relação ao exercício imediatamente anterior.

Fonte e elaboração: STN/MF.

4.2.5.2 Evolução e estimativas dos fluxos Quanto à evolução dos fluxos, a Tabela 50 apresenta uma comparação entre os fluxos, estimados e realizados, por exercício, segundo haver financeiro sob gestão da STN. Tabela 50 - Fluxos estimados e realizados segundo haver financeiro Em R$ milhões
Haver Financeiro Fluxo Valor Estimado (E) Valor Realizado (R) Variação 1 (%)

2018 2019 2020 2021 2022 Empréstimos às Instituições Financeiras
E R % 3.806,0 131.694,0 3.360,2% 25.759,8 136.654,0 430,5% 24.478,4 18.604,5 -24,0% 14.488,3 76.541,5 428,3% 68.928,7 87.241,9 26,6% Operações de Crédito Rural
E R % 1.058,2 6.302,2 495,6% 5.695,1 6.964,8 22,3% 4.420,5 4.593,5 3,9% 2.176,2 2.818,7 29,5% 661,8 456,7 -31,0% Operações de Cessões de Crédito (ou estruturadas)
E R 5.130,9 6.100,4 5.625,8 7.222,0 2.269,4 5.286,6 2.339,0 4.750,7 2.021,4 4.769,9 84 Em R$ milhões
Haver Financeiro Fluxo Valor Estimado (E) Valor Realizado (R) Variação 1 (%)

2018 2019 2020 2021 2022 % 18,9% 28,4% 133,0% 103,1% 136,0% Operações de Crédito à Exportação
E R % 1.278,8 1.523,6 19,1% 1.279,6 1.254,8 -1,9% 882,2 1.328,6 50,6% 734,9 667,5 -9,2% 813,0 798,5 -1,8% Empréstimos a Entidades Não Financeiras
E R % 17,7 23,4 32,2% 21,9 23,1 5,6% 21,9 29,8 36,1% 25,2 30,3 20,4% 32,4 29,2 -9,8% Programa Emergencial de Suporte ao Emprego - PESE/FOPAG
E R % - - - - - - - 22,9 - 0,0 2.344,1 - 2.538,8 2.574,2 1,4% Total
E R % 11.291,6 145.643,6 1.189,8% 38.382,2 152.118,8 296,3% 32.072,4 29.866,0 -6,87% 19.763,6 87.152,9 340,9% 74.996,1 95.870,5 27,8% 1 Variação entre os valores estimados e realizados.
Fonte e elaboração: STN/MF.

No que tange às diferenças percebidas entre os valores previstos e realizados nos empréstimos concedidos às instituições financeiras em 2018 e 2019, essas decorrem das liquidações antecipadas realizadas pelo BNDES em seus contratos junto à STN. As amortizações antecipadas totalizaram em 2018 e 2019, respectivamente, R$ 130 bilhões e R$ 100 bilhões. Em 2019, ainda houve amortizações de contratos do BNB e da CEF que totalizaram R$ 11,6 bilhões. Uma vez que a decisão de amortizar extraordinariamente um empréstimo cabe ao tomador, não é possível à União projetar esses eventos financeiros com uma razoável confiança. Assim, essas liquidações, em geral, não compõem a previsão de receita realizada. Já no caso das Operações de Cessões de Crédito (ou Estruturadas), o § 11º do art. 100 da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional nº 113/2021, facultou aos credores de precatórios a oferta de créditos líquidos e certos, próprios ou adquiridos de terceiros, para quitação de débitos com a União. Com base nesse dispositivo, há concessionárias da RFFSA que têm apresentado reiteradamente requerimentos de quitação das parcelas de arrendamento e concessão por meio de uso de créditos dessa natureza. De acordo com os normativos que regulamentam o tema, caso deferidos os pleitos, tais valores apenas serão recebidos pela União em exercícios subsequentes ao do PLDO. A variação observada, em 2018, nas operações de crédito rural, essa deriva basicamente de dois processos: o primeiro deles foi a regularização da dívida rural securitizada iniciada no final de 2017, mas que obteve seus principais resultados em 2018. Tal procedimento buscou junto aos bancos e cooperativas resgatar valores inadimplidos desde a década de 1990. Com a evolução do processo, houve uma recuperação significativa desses ativos que não estava inicialmente prevista. O segundo deles foi a liquidação de títulos CTNs no montante de R$ 4,5 bilhões. Esses títulos foram emitidos inicialmente pela União como Garantia do principal das operações de PESA e depositados na CETIP em nome das instituições financeiras beneficiadas. Contudo, no caso das operações conduzidas pelo Banco do Brasil, com o advento da MP nº 2.196- 3/2001, elas foram adquiridas pela União. Assim, na medida em que os títulos vencem, esses retornam ao Tesouro em um novo fluxo que não foi inicialmente previsto. 85 Em 2020, se observou uma queda nas receitas referentes a empréstimos concedidos a instituições financeiras quando comparadas ao que havia sido previsto inicialmente, resultante da forte redução das taxas de juros que remuneram os contratos de financiamento do BNDES, bem como das amortizações antecipadas no final do exercício de 2019, as quais reduziram a base sobre a qual as parcelas de principal e juros são calculadas. Em 2021, porém, as receitas referentes a empréstimos concedidos a instituições financeiras voltaram a apresentar valores realizados acima dos valores previstos, por conta, principalmente, do Acórdão TCU nº 56/2021-Plenário, que firmou entendimento de que são irregulares os contratos de concessão de crédito firmados entre a União e suas instituições financeiras controladas realizados por meio da emissão direta de títulos da dívida pública. O referido Acórdão também determinou a definição de um cronograma para a devolução desses valores a União, o que resultou em amortizações antecipadas do BNDES que totalizaram R$ 63 bilhões em 2021. Quanto às diferenças entre as receitas previstas e executadas de operações estruturadas em 2020, 2021 e 2022, as mesmas dizem respeito, em sua maior parte, ao Contrato nº 808/PGFN/CAF, de 28/12/2012, cujas receitas não eram estimadas em razão do grau de incerteza percebido à época em que foram realizadas as projeções. Parte menos significativa da diferença é devida à variação nos índices de correção dos contratos, tais como o IGP-M, IPCA e o câmbio do dólar americano, que tiveram relevante aumento durante o período. Em 2021, ainda pode ser observada diferença entre os valores previstos e realizados referentes ao Programa Emergencial de Suporte ao Emprego – Pese/Fopag, programa que prevê linha de crédito especial para pequenas e médias empresas pagarem salários, bem como algumas verbas trabalhistas, durante o estado de calamidade pública decorrente do novo coronavírus. Essa diferença ocorreu porque se trata de um programa novo, criado em 2020, cujas receitas só foram estimadas após o fim do prazo para contratações – posterior à estimativa inicial de receitas para 2021. Em relação às estimativas de fluxo, a Tabela 51 apresenta os respectivos valores a receber, por exercício, segundo haver financeiro sob gestão da STN, bem como a categorização do impacto gerado em financeiro ou primário.

Tabela 51 - Fluxos estimados, segundo haver financeiro sob gestão da STN, por exercício Em R$ milhões
Haver Financeiro Estoque Valor Realizado Fluxo
Valor Estimado 2 Impacto Financeiro (F) Primário (P) 2022 1 2023 2024 2025 2026 Empréstimos às Instituições Financeiras
89.729,5 35.945,1 2.825,7 8.917,0 9.344,5 F Operações de Crédito Rural
3.902,3 177,4 109,3 127,8 55,3 F Operações de Cessões de Crédito (ou estruturadas)
5.822,1 2.169,8 1.326,7 1.647,2 1.100,0 F Operações de Crédito à Exportação
5.775,2 850,3 837,6 839,2 847,4 P Empréstimos a Entidades Não Financeiras
10,6 12,2 - - - F Programa Emergencial de Suporte ao Emprego - PESE/FOPAG
2.343,0 1.705,9 - - - P Total
107.582,7 40.860,6 5.099,2 11.531,2 11.347,2

1 Posição em 31/12/2022.