DOU 08/01/2024 - Diário Oficial da União - Brasil
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Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152024010800513 513 Nº 5, segunda-feira, 8 de janeiro de 2024 ISSN 1677-7042 Seção 1 Os tecidos em ponto de gaze estão definidos na Nota 3 deste Capítulo. Nas gazes simples, os fios de volta evoluem alternadamente para a direita e para a esquerda de cada fio fixo, passando cada vez por cima do fio da trama e por debaixo do fio fixo. Os fios fixos encontram-se sempre sob os fios da trama; os fios fixos e os fios da trama, sem se entrecruzarem, ficam assim ligados unicamente pelos fios de volta. Obtêm-se variedades mais complexas de tecidos em ponto de gaze pelo cruzamento de fios de volta entre si (gaze crochetée e, em especial, gaze Marly), por inserção de dois ou mais fios de tramas num único anel, ou utilizando-se vários fios fixos para cada um dos fios de volta ou vice-versa, etc. A presente posição compreende também: 1) Os brocados de gazes, fabricados por meio de um fio suplementar denominado “fio brocheur” que produz, durante a tecelagem, desenhos sobre o tecido de base, em ponto de gaze. 2) Os tecidos que apresentem partes em ponto de gaze e partes tecidas em pontos diferentes, seja qual for a superfície ocupada por cada uma das partes; estes tecidos apresentam geralmente riscas ou listas no sentido da urdidura, quadrados ou desenhos muito variados. Os tecidos em ponto de gaze são geralmente tecidos pouco apertados e por isso leves; utilizam-se principalmente para fazer cortinados e cortinas; alguns destes tecidos, cortados em tiras estreitas no sentido da urdidura, servem para obtenção de fios de froco (chenille). O seu aspecto é muito variado e podem obter-se na tecelagem desenhos de grande diversidade. Por isso, convém não confundir os tecidos em ponto de gaze, em especial, com os tecidos brocados ou outros tecidos dos Capítulos 50 a 55, nem com os bordados, rendas, tules ou mesmo com os tecidos de malhas com nós do presente Capítulo. Convém notar, enfim, que se dá vulgarmente o nome de “gazes” a tecidos lisos e pouco apertados, em ponto de tafetá, utilizados principalmente para fabricação de curativos (pensos) (tipo “gazes para curativos (pensos)”); estes tecidos classificam-se na posição 30.05 (se forem medicamentosos ou acondicionados para venda a retalho para usos medicinais ou cirúrgicos, odontológicos ou veterinários) ou nos Capítulos 50 a 55. Além disso, a presente posição não compreende as gazes para peneirar, da posição 59.11.
58.04 - Tules, filó e tecidos de malhas com nós; rendas em peça, em tiras ou em motivos, para aplicar, exceto os produtos das posições 60.02 a 60.06 (+). 5804.10 - Tules, filó e tecidos de malhas com nós 5804.2 - Rendas de fabricação mecânica: 5804.21 -- De fibras sintéticas ou artificiais 5804.29 -- De outras matérias têxteis 5804.30 - Rendas de fabricação manual
I.- TULES, FILÓ E TECIDOS DE MALHAS COM NÓS Estes produtos, além de se utilizarem como base de bordados, utilizam-se também na confecção de cortinas, colchas e outros artigos para guarnição de interiores, véus, vestuário feminino, etc. Fabricam-se principalmente com fios de seda, de fibras sintéticas ou artificiais, de algodão ou de linho. A) Os tules são constituídos por fios de urdidura, em torno dos quais se enrolam fios de trama que vão obliquamente de uma ourela do tecido à outra, metade num sentido e a outra metade noutro, cruzando-se para formarem, com os fios de urdidura, malhas abertas (Fig. 1); estas malhas, conforme o caso, podem apresentar formas diversas, em particular a forma hexagonal arredondada (tules comuns), a forma quadrada ou a de losango (tules denominados Neuville). Outra variedade do tule de forma hexagonal (tule denominado de Malines) é constituída por fios de urdidura e por um sistema de fios “bobinas” que se enrolam longitudinalmente apenas entre dois fios de urdidura (Fig. 2).
Fig. 1 Fig. 2 TULE. TULE DENOMINADO “DE MALINAS”. A - Fios de urdidura. B e C - Fios de trama oblíquos.
B) O filó (às vezes denominado tulles-bobins ou “renda mecânica”) é um tule especial composto por três séries de fios: os “fios retilíneos” ou “fios de urdidura”, dispostos paralelamente, como nos tules comuns, a certa distância uns dos outros; os “fios de desenho” ou “fios de lavor”; os “fios de volta” ou “fios de ligação”, cuja função é estruturar o tecido ligando os fios de urdidura retilíneos e os fios de desenho. Os fios de desenho são assim denominados por serem eles que provocam, no decurso da tecelagem, a formação dos efeitos; realmente, ora seguem ao longo dos fios retilíneos, ora deles se afastam provisoriamente para se prenderem ao fio de volta do fio retilíneo mais próximo ou de outro fio retilíneo formando assim, nos intervalos desses fios de urdidura, malhas triangulares e, quando as suas passagens são numerosas, as partes cheias do desenho. Além das malhas triangulares, o filó apresenta espaços vazios (intermalhas) de forma trapezoidal, por exemplo (Fig. 3).