DOU 17/09/2024 - Diário Oficial da União - Brasil
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Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152024091700832 832 Nº 180, terça-feira, 17 de setembro de 2024 ISSN 1677-7042 Seção 1 Fase 2: Desenvolvimento de Objetivos Específicos Nesta fase, são estabelecidos objetivos comportamentais e de comunicação específicos. Isso inclui definir as mudanças específicas de comportamento, conhecimento, crenças e atitudes desejadas e as mensagens chave que serão utilizadas para comunicar os riscos e incentivar comportamentos seguros. Fase 3: Elaboração do Plano da Campanha Essa fase consiste na criação de um plano de trabalho detalhado, especificando atividades, cronograma e responsabilidades. Também inclui o planejamento de pesquisa para testar a eficácia das mensagens com o público-alvo, a definição do formato mais adequado para os materiais de comunicação, identificação de potenciais fornecedores e o planejamento da avaliação da campanha, definindo métricas de sucesso e métodos de coleta de dados. Fase 4: Levantamento de recursos Nesta etapa, é feito um levantamento dos recursos necessários para a campanha. Também são buscadas parcerias que possam apoiar a campanha. Garantir recursos financeiros adequados e recursos humanos qualificados é essencial para o sucesso da campanha. Fase 5: Preparação A fase de Preparação envolve a realização de testes de mensagens com uma amostra do público-alvo para garantir sua eficácia para influenciar mudanças no comportamento. O resultado obtido é utilizado para refinar a estratégia da campanha e o estilo de comunicação. Além disso, todos os materiais da campanha, como anúncios, gráficos e conteúdo para mídias sociais, são desenvolvidos nesta etapa. Fase 6: Veiculação da Campanha A veiculação é a fase em que a campanha é lançada em todos os canais de mídia planejados. Isso inclui a coordenação de todas as atividades e comunicações para garantir que estejam alinhadas com os objetivos da campanha. Os canais de comunicação de grande alcance, em particular a televisão, podem conseguir mudanças significativas na consciencialização, conhecimento, atitudes e comportamentos a nível da população. A mídia social pode ser usada para complementar campanhas de mídia de massa e oferece uma maneira de atingir públicos-alvo altamente específicos. É importante monitorar a implementação da campanha para garantir que o plano e cronograma de mídia estejam sendo seguidos, caso necessário o plano e as atividades devem ser revistos, para maior alcance da campanha e promoção da mídia espontânea. O público deve ser engajado através de eventos e outras plataformas para maximizar o impacto. O trabalho de relações públicas, ou mídia ganha, e seu impacto na agenda pública pode favorecer o debate sobre a problemática abordada em uma campanha e mobilizar formadores de opinião em torno do tema. Dessa forma, além de planejar um lançamento que possa maximizar a visibilidade da campanha através da cobertura midiática, problemática que a justifica e seus objetivos, deve garantir que a pauta permaneça em destaque nos meios de comunicação durante o período de veiculação, com especial destaque aos esforços de educação e fiscalização para apoiar a mudança de comportamento, através da dissuasão do comportamento de risco endereçado. Para intensificar o impacto das campanhas de mídia de massa, é essencial integrá-las a operações de educação e fiscalização ostensiva, bem coordenadas. Campanhas bem planejadas desempenham um papel crucial na influência positiva dos comportamentos de risco dos usuários das vias e na mudança gradual das normas sociais relacionadas à segurança no trânsito. Quando veiculadas intensivamente ao longo de pelo menos quatro semanas durante períodos críticos, essas campanhas, em conjunto com ações educativas e fiscalização, contribuem significativamente para aumentar a percepção de vigilância e fiscalização entre os condutores. A ação conjunta de educação e presença efetiva da fiscalização não apenas reforça a conscientização sobre as penalidades, mas também amplifica a mensagem-chave da campanha, incentivando uma adesão mais consciente às regras de trânsito. Fase 7: Avaliação A avaliação envolve medir o impacto da campanha em termos de conhecimento, atitudes, percepções, intenções e comportamentos. Dados são coletados antes, durante e após a campanha, e analisados para avaliar sua eficácia. Relatórios detalhados sobre os resultados da campanha e as lições aprendidas são preparados nesta etapa. Fase 8: Revisão A revisão é a fase final, onde por meio de pesquisas os resultados da campanha são analisados e são identificadas melhorias para futuras iniciativas. Essa avaliação pode ser complementada com outras fontes de dados secundários relevantes (exemplo: dados sobre o número de sinistros nos meses anteriores e posteriores à realização de campanhas). A sustentabilidade dos esforços de mudança de comportamento a longo prazo também é considerada nesta etapa. 4. Melhores Práticas em Campanhas Sobre Excesso de Velocidade A definição de uma mensagem-chave, ou construção dos materiais de comunicação para mudança de comportamento depende de: Objetivos claros: promover a mudança de comportamento dos condutores; Fator de risco: principal causador de fatalidades e colisões na cidade/estado/país; Público-alvo: principal grupo responsável por causar tais fatalidades e colisões; Período: momento do ano em que há maior número de colisões e fatalidades; relação com algum evento ou festividade; Além disso, as mensagens podem ter diferentes abordagens em campanhas com foco em velocidade excessiva. Seguem alguns exemplos: Focadas em Consequências: usualmente é a abordagem que tem melhor resultado para trabalhar com excesso de velocidade. Descrevem os impactos negativos desse comportamento de risco aos condutores, sua família ou usuários vulneráveis. Os impactos aos condutores podem ser o risco à saúde, incluindo a perda da vida ou da qualidade de vida, ou a culpa por tirar a vida de alguém. Já o impacto aos familiares pode ser emocional ou financeiro, causado pelo óbito do condutor. Informativa: explicam como diferentes níveis de excesso de velocidade resultam em diversos desfechos, visando aumentar a percepção do risco e das consequências associadas a esse fator de risco. Testemunhais: usam histórias pessoais para descrever as consequências do excesso de velocidade, com forte abordagem emocional. Fiscalização: focam em aumentar a percepção do risco subjetivo de ser pego e punido, destacando as estratégias de fiscalização utilizadas e consequências legais. A partir da revisão das melhores práticas internacionais em campanhas de mídia de massa para mudança de comportamento e, especificamente, sobre o excesso de velocidade, pode-se afirmar que é importante considerar: Focar nas consequências do excesso de velocidade e gerar uma forte resposta emocional no espectador. Isso pode ser impulsionado pela inocência das vítimas (como crianças) ou pela tristeza dos familiares da vítima, retratados de forma comovente. Evitar abordagem humorística e metafórica, desqualificando a importância do tema e a compreensão da mensagem. Garantir que o público-alvo possa se identificar com o personagem principal da campanha como sendo potencialmente semelhante a eles e evitar a estigmatização do condutor, perdendo-se assim essa identificação. A relevância pessoal do personagem, locação e situação da campanha para conexão com o público-alvo é fundamental. Comunicar um nexo causal claro entre o excesso de velocidade e o sinistro. Deixar evidente que exceder o limite de velocidade em 5 ou 10 km/h já aumenta significativamente a chance e os desfechos de um sinistro de trânsito grave. Consequentemente, evitar representar um motorista que exceda muito o limite de velocidade (estigmatização). Os espectadores podem facilmente descartar a mensagem por não se identificarem à situação de cometer tal excesso de velocidade. Garantir que a representação de um sinistro seja verossímil e não sugira que uma outra vítima, como um pedestre, tenha sido responsável pela ocorrência e sim o excesso de velocidade cometido pelo condutor. Representar a ideia de um sinistro evitável para aumentar a autoeficácia percebida pelo espectador para evitá-lo. Usar um especialista para apresentar informações sobre as consequências do excesso de velocidade (abordagem informativa). Geralmente, especialistas em saúde, como médicos de emergência, especialmente se bem conhecidos na comunidade, são vistos como fontes fidedignas de informações, assim como especialistas em segurança viária, com experiência em ações efetivas. 1_MT_17_001 1_MT_17_002 1_MT_17_003 1_MT_17_004 1_MT_17_005 1_MT_17_006 1_MT_17_007