DOE 04/05/2026 - Diario Oficial do Estado do Ceara - Caderno 2
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO | SÉRIE 3 | ANO XVIII Nº078 | FORTALEZA, 04 DE MAIO DE 2026
72
| PRIVACIDADE | TEMPO OPORTUNIDADES |
|
|---|---|---|
| - escolhe o diagnós - oferecer para expr - usar ling - valoriza |
r um local tranquilo, reservado para comunicar tico. apoio, escuta sensível, dando atenção e liberdade essar seus sentimentos. uagem clara, compreensiva e verificar o entendimento. r e respeitar as decisões. |
- disponibilizar tempo para que os pais absorvam as informações e reflitam sobre suas dúvidas. - reconhecer que os pais possuem diferentes níveis de conhecimento e que alguns podem precisar de explicações detalhadas, enquanto outros, podem preferir apenas a informação principal. - verificar a necessidade de apoio ou suporte para facilitar a comunicação. - identificar as demandas assistenciais, de acordo com as necessidades das famílias. - respeitar as crenças, os sentimentos e os desejos de ambos. - documentar a decisão dos pais nos prontuários médicos e disponibilizar uma cópia dos termos de consentimento que assinaram. - fornecer informações escritas, para que possam consultar quando precisar, de forma protocolar. |
| Nº | RECOMENDAÇÃO OQUE DEVE SER EVITADO NA COMUNICAÇÃO |
|
| 1 | Escutar com atenção e sensibilidade sobre como o independentemente do tempo da gestação. |
s pais se referem ao bebê, a terminologia as quais eles se sentem confortáveis, Usar termos inadequados para se referir ao filho, como: “produtos da concepção”, “restos fetais”, “embrião” ou “feto”, mesmo se estiverem clinicamente corretos. |
| 2 | Nenhum filho substitui o outro. Considerar a p oficialmente registrado, o que contribui para a v |
referência dos pais de tratar o bebê pelo nome, mesmo que não tenha sido alidação da perda. Reconheça o bebê como importante para a família. “Não chore, você é nova, logo terá outro filho” |
| 3 | Considerar as diferentes circunstâncias inserida não existe quem sofre menos ou mais. |
s no óbito perinatal. Circunstâncias diferentes exigem manejos diferentes, “Não se preocupe com isso, tem gente passando por coisa pior” |
| 4 | É importante validar o sofrimento pela perda do apego desde o momento do diagnóstico da gravi |
filho, independente de tempo e idade. Geralmente, os pais desenvolvem o dez.. “Ainda bem que não deu tempo de se apegar” |
| 5 | É importante reconhecer a maternidade/paternid se consideram como pais. |
ade, embora, nem todas as pessoas que experimentam uma perda perinatal “Como assim você quer ver e pegar o filho morto?” |
| 6 | Se não sabe o que dizer, um abraço tem um efei | to terapêutico importante. Alguns comentários religiosos, tais como: "Deus quis assim", "Deus sabe o que é melhor", "Se aconteceu é porque você é forte" |
| 7 | A mulher e seuparceiro(a)sofrempelaperda do f | ilho,cada um a seu modo e tem uma forma individual de expressar a sua dor. Dizer aopai “você temque ser forte, para apoiar sua esposa” |
| 6.1.3 Pr | ivacidade | |
| Cuidad | os essenciais: |
-
Acomodar as gestantes e parturientes em sala separada das demais parturientes.
-
Garantir privacidade aos pais que desejam permanecer com o bebê por determinado período de tempo. ● Providenciar ambiente seguro, reservado da enfermaria do pós-parto, evitando o contato dos pais com outros bebês.
● Acomodar o acompanhante em cadeira confortável na mesma sala. Lei Federal N° 15.139/2025
Art. 9, Cap. IV – ofertar acomodação em ala separada das demais parturientes para:
- a) parturientes cujo feto ou bebê tenha sido diagnosticado com síndrome ou anomalia grave e possivelmente fatal;
| b) parturientes que tenham sofrido perda gestacional, óbito fetal ou óbito neonatal. |
|---|
- 6.1.4 Registros e Notificação
Cuidados essenciais: ● Identificação das mães enlutadas: Utilizar o adesivo recomendado nos prontuários hospitalares, em cartões de consultas pré-natais, pulseiras de identificação, entre outras. ● Informações escritas: disponibilizar folders com informações sobre as opções de cuidados: rituais de despedida, registro de óbito e certidões do bebê, contatos de organizações que oferecem apoio psicossocial, exames post-mortem e arranjos funerários (Hunter, 2015). ● Documento de registro: garantir que todos os documentos (Declaração de Óbito, Prontuários, Fichas de Investigação) possuam informações relevantes e completas sobre o tipo de óbito de acordo com o período da gestação. Na existência de Declaração de Nascido Vivo (DNV), registrar todas as anomalias, quando detectadas. ● Investigação: informar aos pais que serão contactados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para adquirir informações sobre a morte do bebê, explicando a finalidade e a importância da colaboração para fins epidemiológicos.
| ● Investigação: informar aos pais que serão contactados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para adquirir informações sobre a morte do bebê, explicando a finalidade e a importância da colaboração para fins epidemiológicos. 6.1.5 Nomeação e registro do bebê |
|---|
| A decisão dos pais, se desejam registrar ou nomear o bebê, deve ser respeitada. Alguns pais desejam afirmar sua história, mesmo que breve, aos familiares |
| e irmãos, existentes e futuros. |
| Cuidados essenciais: |
| ● Garantir o direito aos pais de nomear o bebê, se assim desejarem. |
| ● Alguns pais desejam nomear o filho, mesmo que não seja possível identificar o sexo. Eles podem escolher um nome neutro ou com um significado especial para eles. |
| ● Considerar que nem todos os pais desejam nomear seu bebê. |
| ● Emitir certidão, constando a data e local do parto, o nome escolhido pelos pais ao bebê natimorto, ou de perda gestacional, bem como o carimbo da mão e do pé. |
| 6.1.6 Possibilidade de criar memórias do bebê |
| Cuidados essenciais: |
| ● Discutir com os pais sobre as opções de registros de memórias, importante para a elaboração do luto. |
| ● Garantir a livre escolha conforme o desejo de cada pai/mãe. |
| ● Ouvir os pais individualmente sobre suas preferências. |
| ● Registrar as escolhas para que estejam disponíveis ao conhecimento da equipe de cuidados. |
6.1.7 Despedida do bebê |
Cuidados essenciais: |
| ● Respeitar as escolhas dos pais no que se refere a nomear, ver e/ou segurar o bebê, criar registros fotográficos, batizar de acordo com sua religião, sepultá-lo, etc. |
| ● Flexibilizar o horário de visita para promover este momento. |
● Permitir aos pais decidir a duração do tempo para se dedicar ao seu bebê e determinar como usar esse tempo. ● Permitir a realização de cerimônias religiosas e/ou de nomeação. |
● Respeitar o desejo de alguns pais de ficar sozinhos neste momento. Eles podem precisar de pessoal para restringir visitantes. ● Perguntar aos pais sobre o desejo de higienizar e/ou vestir o bebê. |
| ● Informar aos pais sobre a aparência do bebê em casos de anomalia visível ou maceração, antes da decisão de vê-lo. |
6.1.8 Cuidados com a produção/inibição do leite materno |
| É importante que os profissionais de saúde estejam aptos a oferecer orientações sobre todas as medidas necessárias às mulheres que perderam seus filhos. Cuidados essenciais: |
| ● Informar à mulher sobre as dificuldades que poderá sentir, como o ingurgitamento mamário, mesmo em casos de perdas em períodos gestacionais precoces. ● Orientar sobre a prevenção da mastite. |
| ● Ofertar atenção também às mães que perderam bebês que permaneceram em UTIN, as quais estavam mantendo a rotina de ordenha do leite. ● Informar sobre a opção de supressão da lactação por meios farmacológicos ou não farmacológicos, e a opção de realizar a doação aos Bancos de Leite Humano (BLH). |
| ● Orientar sobre os critérios para a doação, os procedimentos de extração e armazenamento do leite materno, caso a opção seja a doação ao BLH. ● Em qualquer opção de escolha da mulher, é essencial que haja acompanhamento multiprofissional. |
● Sinais de mastite devem ser identificados e o tratamento medicamentoso deve ser instituído. |
Lei Federal Nº 15.139/2025. Art. 10. A perda gestacional, o óbito fetal e o óbito neonatal não motivam a recusa do recebimento da doação de leite, desde que avaliada pelo responsável pelo banco de leite humano ou posto de coleta de leite humano e atendidos os requisitos sanitários.
6.1.9 Cuidados na abordagem ao Planejamento Reprodutivo
O aconselhamento sobre a prevenção de outra gravidez pode parecer extremamente insensível e inadequado, e alguns pais em luto, podem ficar ofendidos e angustiados ao serem abordados sobre esse assunto.