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Diário Oficial dos Municípios de Pernambuco · 04/09/2026 · pág. 132

DOMPE 04/09/2026 - Diario Oficial dos Municipios de Pernambuco

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Pernambuco , 04 de Setembro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Estado de Pernambuco • ANO XVII | Nº 4176

Investimentos Gustavo Tenório declara aberta a sessão agradecendo a presença de todos os participantes.

01 - Apresentação dos Resultados até MAIO/2026 e o Acompanhamento da Política de Investimento - 2026

Dando início à pauta, Paulo Beldel, Diretor de Investimentos, realizou a apresentação detalhada do desempenho dos investimentos no exercício de 2026, com a apreciação do Relatório de Investimentos referente ao mês de maio de 2026 e relatório Focus 03/07/2026 destacando, inicialmente, a evolução patrimonial do Instituto. Informa que o patrimônio passou para R$ 296.767.864,78 no fechamento de maio de 2026, representando um crescimento patrimonial absoluto de 27,15% em comparação com maio de 2025 e 1,98% em relação ao mês anterior. Em relação ao cenário econômico, Paulo Beldel destaca que a previsão da SELIC até o final do ano o mercado espera que ficará a 14% onde anteriormente a previsão era de chegar no final do ano com 12,25%. Assim o mercado financeiro prevê que não haverá mais cortes devido a pressão inflacionária que vem ocorrendo e para tentar conter a inflação o COPOM pretende não haver mais cortes de juros até o final do ano ou cortes menores de 0,25% por reunião. Quanto à alocação dos recursos, o Diretor de Investimentos informa que a carteira manteve perfil conservador, com 98,66% dos recursos aplicados em renda fixa e 1,34% em renda variável, garantindo segurança, previsibilidade e aderência à Política Anual de Investimentos (PAI). Outro destaque é que toda a carteira permanece em conformidade com os limites e objetivos estabelecidos na política vigente. No detalhamento da alocação, registrou-se a seguinte composição principal: 44,47% em Títulos Públicos (mercado secundário); 6,59% Títulos Públicos (mercado primário); 26,32% em Fundos 100% Títulos Públicos; 12,26% em Fundos de Renda Fixa (CVM); 9,01% em Letras Financeiras; e 1,34% em Fundos de Ações. Na sequência, Paulo Beldel apresenta a rentabilidade mensal do portfólio de investimentos no com fechamento em maio onde a carteira registrou rentabilidade mensal de 1,04% e rentabilidade acumulada de 5,78% nesse período observado, superando a meta atuarial acumulada do período, que foi de 5,48%. Assim, representando o atingimento de 105,5% da meta atuarial acumulada no período em análise.

02- Apresentação das Últimas Movimentações

O Diretor Paulo Beldel apresentou a tabela detalhada das movimentações de aplicação e resgate realizadas pelo OLINPREV, respaldadas pela deliberação da reunião anterior de 29/05/2026. Foi ratificado que todas as operações foram disponibilizadas ao Comitê e se encontram em total conformidade com o Limite de Alçadas estabelecido no Manual da Diretoria de Investimentos e na Portaria 003/2024 do OLINPREV.

03 - Proposta de Alocação

O Diretor de Investimentos apresenta estudo comparativo entre os fundos de investimento atualmente integrantes da carteira do OLINPREV e os fundos disponibilizados pelo Banco Santander para eventual aplicação dos recursos do Instituto. Foram analisados os seguintes fundos: Santander Títulos Públicos Premium (CNPJ: 09.577.447/0001-00), Santander IRF-M 1 (CNPJ: 10.979.025/000132), Santander TP Hiper Referenciado DI (CNPJ: 34.246.448/000101), Itaú Global Dinâmico (CNPJ: 32.972.942/0001-28), Itaú Soberano Simples (CNPJ: 06.175.696/0001-73), BNB Soberano (CNPJ: 30.568.193/0001-42), BB Previdenciário IRF-M 1 (CNPJ: 11.328.882/0001-35) e Itaú Institucional IRF-M 1 (CNPJ: 08.703.063/0001-16). A análise toma como referência o benchmark CDI e contemplou a avaliação das rentabilidades históricas acumuladas nos períodos de 3, 6, 12, 24, 36, 48 e 60 meses, bem como a consistência dos resultados apresentados por cada fundo. Também foram examinados os indicadores de desempenho ajustado ao risco, incluindo o Índice de Sharpe (apurado para o período de até 24 meses) e a volatilidade (até 24 meses), além da apresentação do gráfico de dispersão entre risco e retorno de cada um dos fundos analisados, possibilitando uma avaliação comparativa mais abrangente entre as alternativas de investimento.

Paulo Beldel apresenta a proposta de alocação dos recursos para o mês de julho de 2026, considerando que ainda haverá ingresso de novos recursos junto ao Banco Itaú. Após análise do cenário econômico e das características dos fundos disponíveis, sugere que os novos recursos do Fundo Capitalizado continuem sendo aplicados no ITAÚ SOBERANO SIMPLES FIC (CNPJ: 06.175.696/0001-73), em conformidade com as deliberações anteriores, tendo em vista que o

fundo apresenta baixa volatilidade, desempenho consistente, rentabilidade próxima ao CDI e reduzida taxa de administração. Em relação aos novos recursos do Fundo Financeiro, propõe que permaneçam sendo aplicados no ITAÚ IRF-M1 (CNPJ: 08.703.063/0001-16), bem como que este fundo continue sendo utilizado para os resgates destinados ao pagamento das despesas administrativas e para a aplicação dos recursos provenientes da compensação previdenciária (COMPREV).

Quanto ao ITAÚ GLOBAL DINÂMICO (CNPJ: 32.972.942/000128), Paulo Beldel informa que, após a alteração de seu regulamento para enquadramento no art. 7º, inciso I, da Resolução CMN nº 4.963/2021, passando a ser classificado como fundo de investimento composto exclusivamente por títulos públicos federais, o fundo vem apresentando redução em sua rentabilidade. Destaca ainda que, por se tratar de um fundo de gestão ativa enquadrado na categoria de 100% Títulos Públicos, o gestor possui menor flexibilidade para implementação de estratégias capazes de agregar desempenho. Somase a isso o fato de o fundo possuir taxa de administração superior à de outras alternativas disponíveis, além da incidência de taxa de performance quando houver rentabilidade superior ao CDI.

Diante desse cenário, o Comitê de Investimentos propõe o resgate total do fundo Itaú Global Dinâmico (CNPJ: 32.972.942/0001-28) que apresenta rentabilidade abaixo das expectativas, seja realizada e redirecionando os recursos para os Fundos do Banco Santander.

Na sequência, informa que, a partir do mês de julho de 2026, o OLINPREV também passará a utilizar as novas contas de investimento junto ao Banco Santander para a aplicação dos novos recursos. Diante disso, propõe ao Comitê de Investimentos que os ingressos do Fundo Capitalizado sejam direcionados ao SANTANDER TÍTULOS PÚBLICOS PREMIUM (CNPJ nº 09.577.447/0001-00), enquanto os recursos do Fundo Financeiro sejam aplicados no SANTANDER IRF-M1 (CNPJ nº 10.979.025/0001-32). Esclarece, ainda, que as novas contas do Banco Santander também serão utilizadas para a realização dos resgates destinados ao pagamento das despesas administrativas, observando a estratégia de alocação definida pelo Comitê. Após análise da proposta, os membros do Comitê de Investimentos deliberaram, por unanimidade, pela aprovação da utilização das novas contas de investimento do Banco Santander, bem como da alocação dos novos recursos nos fundos indicados e da realização, quando necessária, dos respectivos resgates para o pagamento das despesas administrativas. Assim como, a utilização do mesmo fundo para aplicação dos recursos do COMPREV e resgate para pagamento das despesas do Fundo Financeiro.

04 - Documento de Autorização Prévia

Camila de Freitas informa da necessidade de formalizar um documento de autorização prévia para a aplicação automática dos novos recursos do OLINPREV, enquanto não houver uma deliberação específica do Comitê de Investimentos sobre sua destinação e esclarece que essa medida decorre de apontamentos constantes no Relatório de Auditoria do Tribunal de Contas, bem como das orientações apresentadas durante treinamento promovido pelo próprio Tribunal, no qual foi destacado que as Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) devem conter fundamentação mais detalhada, não se limitando apenas à referência à deliberação constatadas ata.

Paulo Beldel esclarece que esse procedimento já foi adotado na APR referente à aquisição de títulos públicos, na qual todo o processo de investimento foi devidamente detalhado, em complemento à deliberação registrada em ata. Em relação às APRs das aplicações automáticas dos novos recursos, ressalta que essas operações possuem caráter operacional e são realizadas em fundos previamente aprovados pelo Comitê de Investimentos, tendo como principal objetivo evitar que os recursos permaneçam sem rentabilidade até a realização de deliberação específica sobre sua alocação definitiva. Ainda assim, concorda que a formalização de um documento de autorização prévia contribuirá para conferir maior transparência, padronização e aderência às recomendações do Tribunal de Contas.

Roberto da Rocha sugere ao Comitê de Investimentos que as Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) disponibilizadas no site do OLINPREV permaneçam sendo aquelas emitidas pelo sistema CADPREV, por atenderem às exigências de divulgação. Contudo, propõe que seja elaborado, previamente, um documento formal de autorização para as aplicações e resgates previstos para cada mês, contendo as respectivas justificativas técnicas e a estratégia de

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