DOESP 15/09/2026 - Diario Oficial do Estado de Sao Paulo - Executivo Atos de Gestão e Despesas
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
135/181 - Diário Oficial do Estado de São Paulo
Volume 136, nº 176, Caderno Executivo, Atos de Gestão e Despesas, terça-feira, 15 de setembro de 2026
§ 4º - Serão preservadas as provas finalizadas antes da ocorrência de problemas técnicos no sistema de videoconferência ou outro meio eletrônico.
- § 5º - Todas as ocorrências deverão ser registradas no relatório final.
§ 6º - Deverá ser utilizado sistema eletrônico seguro adotado pela Universidade nas atividades do concurso que exijam a reunião da Comissão Julgadora em sessão secreta.
- Na defesa pública de tese ou de texto serão obedecidas as seguintes normas:
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I – a tese ou texto será enviado a cada membro da Comissão
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Julgadora, pelo menos trinta dias antes da realização da prova;
II – a duração da arguição não excederá de trinta minutos por examinador, cabendo ao candidato igual prazo para a resposta;
III – havendo concordância entre o examinador e o candidato, poderá ser estabelecido o diálogo entre ambos, observado o prazo global de sessenta minutos.
Parágrafo único - Na defesa pública de tese ou de texto elaborado, os examinadores levarão em conta o valor intrínseco do trabalho, o domínio do assunto abordado, bem como a contribuição original do candidato na área de conhecimento pertinente.
- O julgamento do memorial e a avaliação da prova pública de arguição serão expressos mediante nota global, atribuída após a arguição de todos os candidatos, devendo refletir o desempenho na arguição, bem como o mérito dos candidatos.
§ 1º – O mérito dos candidatos será julgado com base no conjunto de suas atividades que poderão compreender: I – produção científica, literária, filosófica ou artística; II – atividade didática;
III – atividades de formação e orientação de discípulos; IV – atividades relacionadas à prestação de serviços à comunidade; V – atividades profissionais, ou outras, quando for o caso; VI – diplomas e outras dignidades universitárias.
§ 2º – A Comissão Julgadora considerará, de preferência, os títulos obtidos, os trabalhos e demais atividades realizadas após a obtenção do título de doutor.
- A prova de avaliação didática destina-se a verificar a capacidade de organização, a produção ou o desempenho didático do candidato.
Parágrafo único - A prova consistirá na elaboração, por escrito, de plano de aula, conjunto de aulas ou programa de uma disciplina e será realizada de acordo com as seguintes normas:
I – a Comissão Julgadora organizará uma lista de dez temas, com base no programa do concurso;
II – a Comissão Julgadora dará conhecimento dessa lista ao candidato;
III – o candidato escolherá o ponto uma hora antes da realização da prova, podendo utilizar esse tempo para consultas;
IV – findo o prazo mencionado no inciso III, o candidato terá duas horas para elaborar o texto;
V – cada membro da Comissão Julgadora poderá formular perguntas sobre o plano ou programa, não podendo ultrapassar o prazo de quinze minutos, assegurado ao candidato igual tempo para resposta.
- O julgamento do concurso de livre-docência será feito de acordo com as seguintes normas:
I – a nota da prova de avaliação didática será atribuída imediatamente após o término das provas de todos os candidatos;
II – o julgamento do memorial e a avaliação da prova pública de arguição serão expressos mediante nota global nos termos do item 6 deste edital;
III – concluída a defesa de tese ou de texto, de todos os candidatos, proceder-se-á ao julgamento da prova com atribuição da nota correspondente;
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As notas das provas variarão de zero a dez, podendo ser aproximadas até a primeira casa decimal.
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Ao término da apreciação das provas, cada examinador atribuirá, a cada candidato, uma nota final que será a média ponderada das notas parciais por ele conferidas.
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Findo o julgamento, a Comissão Julgadora elaborará relatório circunstanciado sobre o desempenho dos candidatos, justificando as notas.
Parágrafo único - Poderão ser anexados ao relatório da Comissão Julgadora relatórios individuais de seus membros.
- O resultado será proclamado imediatamente pela Comissão Julgadora em sessão pública.
Parágrafo único – Serão considerados habilitados os candidatos que alcançarem, da maioria dos examinadores, nota final mínima 7 (sete).
- O relatório da Comissão Julgadora deverá ser apreciado pela Congregação, para fins de homologação, após exame formal, no prazo máximo de 90 (noventa) dias.
Parágrafo único – A decisão da Congregação e os relatórios da Comissão Julgadora deverão ser publicados no prazo de 5 (cinco) dias úteis.
- Caberá recurso, no prazo de 10 (dez) dias, contados da data da publicação do respectivo ato no Diário Oficial, sob pena de preclusão, nas seguintes hipóteses:
I – decisão da Congregação que constituir a Comissão Julgadora; II – apreciação das inscrições pela Congregação, no que tange aos requisitos formais;
III – homologação do relatório final da Comissão Julgadora pela Congregação.
§ 1º – A avaliação de mérito dos candidatos é atribuição exclusiva e indelegável da Comissão Julgadora, não cabendo às instâncias recursais sua reanálise, mas tão somente a verificação da legalidade e regularidade do processo avaliativo.
§ 2º – Os recursos interpostos com fundamento no inciso I deste item, após apreciação da Congregação, somente terão prosseguimento para as instâncias superiores após eventual homologação pela Congregação do relatório final do certame.
§ 3º – No processamento dos recursos interpostos com fundamento no inciso III deste artigo, será garantida ao candidato indicado a faculdade de manifestação, em sede de contrarrazões, no prazo de 10 (dez) dias contados de sua intimação para tanto.
Esclarecimentos sobre o presente edital poderão ser fornecidos pela Seção de Apoio Acadêmico da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, no e-mail [email protected]
ABERTURA - CONCURSO - EDITAL EERP/DVACAD Nº 043/2026, DE 14 DE SETEMBRO DE 2026ABERTURA DE INSCRIÇÃO AO CONCURSO DE TÍTULOS E PROVAS
VISANDO A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE LIVRE DOCENTE, JUNTO AO
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA E CIÊNCIAS HUMANAS DA
ESCOLA DE ENFERMAGEM E RIBEIRÃO PRETO DA UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO
A Diretora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo torna público a todos os interessados que, de acordo com o decidido pela Congregação em sessão ordinária realizada em 03/09/2026, estarão abertas, pelo prazo de 30 (trinta) dias, com início às 8 horas (horário de Brasília) do dia 24/09/2026 e término às 17 horas (horário de Brasília) do dia 23/10/2026, as inscrições ao concurso público de títulos e provas para concessão do título de Livre Docente junto ao Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas, nas áreas de conhecimento abaixo relacionadas, nos termos do art. 125 do Regimento Geral da USP, e o respectivo programa que segue:
Os cuidados de enfermagem à pessoa com transtorno mental.
A inclusão da família no planejamento da assistência de enfermagem em saúde mental. Cuidados em saúde mental para adolescentes e a promoção da saúde mental no contexto escolar. Promoção da saúde mental entre idosos. Comunicação de más notícias em setores de urgência e emergência.
A Saúde mental e mídias digitais.
Os cuidados de enfermagem à pessoa com autolesão. A prevenção do comportamento suicida.
A assistência de enfermagem na posvenção do suicídio. Assistência de enfermagem à pessoa com estresse agudo e estresse pós-traumático.
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Avaliação e abordagem inicial do risco iminente de suicídio Cuidados de enfermagem em saúde mental em pandemias e desastres O Relacionamento Interpessoal como ferramenta para as ações da Enfermagem Psiquiátrica. A prática da Reabilitação Psicossocial no contexto da Enfermagem Psiquiátrica. Cuidados de Enfermagem a pessoas dependentes de álcool e outras drogas.
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Dinâmica das Relações em Grupo na Enfermagem.
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ÁREA: ENFERMAGEM, SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO BÁSICA Organização dos serviços de saúde na perspectiva do SUS. A organização dos serviços e determinações sobre as práticas em Saúde Mental. A visita domiciliaria no contexto da saúde da família: conceito e finalidades.
Necessidades de saúde no âmbito da atenção básica.
O vínculo terapêutico enfermeiro-paciente-família.
- O impacto dos transtornos mentais na saúde das populações. O estresse como determinante de adoecimento humano.
A intervenção em crise e atuação do enfermeiro. Promoção e prevenção da saúde mental no cuidado a pessoas com doenças crônicas não psiquiátricas.
Cuidado de enfermagem nas manifestações de sofrimento psíquico no âmbito da atenção básica. Intervenção do enfermeiro frente à vulnerabilidade familiar. Fundamentos teóricos para o cuidado de enfermagem em saúde mental.
Princípios básicos em farmacologia e a aplicação da farmacologia na prática de enfermagem.
Vias de administração e absorção de fármacos. Biotransformação de fármacos.
Fármacos utilizados no tratamento da úlcera péptica: assistência de enfermagem ao paciente com úlcera péptica.
- Broncodilatadores: assistência de enfermagem ao paciente asmático.
Anti-hipertensivos que afetam o sistema renina-angiotensina: assistência de enfermagem ao paciente hipertenso. Insulinoterapia: assistência de enfermagem ao paciente diabético.
Salicilatos e paracetamol: assistência de enfermagem na administração de anti-inflamatórios não esferoidais. Antidepressivos: assistência de enfermagem ao paciente depressivo Antianginosos: assistência de enfermagem ao paciente portador de angina
A função da história: a importância da História da Enfermagem. Historiografia do Ensino de História da Enfermagem: avanços e desafios
Precursores da enfermagem moderna. Primórdios da enfermagem no Brasil
Primeiras escolas de enfermagem no Brasil 1890 a 1923: a influência francesa, inglesa e norte americana no modelo de enfermagem brasileiro. Influência da Fundação Rockefeller na Enfermagem da USP (1938 a 1944).
Criação e organização da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto-USP (1952 a 1963) Profissionalização da enfermagem no Brasil após 1950. A imagem social do enfermeiro sob a ótica da história da enfermagem.
A pesquisa em História da Enfermagem no Brasil.
História Oral como metodologia para construção de fontes e pesquisa em História da Enfermagem.
Direito Internacional e a Proteção dos Direitos Humanos. Evolução Histórica e dimensões dos Direitos Humanos. O Estado e a garantia dos direitos humanos fundamentais. O Direito Humano à Saúde: evolução internacional. O Direito Humano à Saúde no Brasil. O Direito Humano à Educação: evolução internacional.
O Direito Humano à Educação no Brasil. Direitos dos portadores de transtornos mentais no Brasil. Responsabilidade ética, administrativa, civil e penal dos profissionais e dos serviços de saúde. Responsabilidade ética, administrativa, civil e penal dos enfermeiros. ÁREA: PSICOLOGIA DA SAÚDE, DO DESENVOLVIMENTO E DA EDUCAÇÃO Psicologia da Saúde: abordagens contemporâneas e seu diálogo com a Enfermagem Etnopsicologia e cuidado em saúde mental Psicologia Positiva aplicada à saúde e à Enfermagem Abordagem Centrada na Pessoa: contribuições para a Psicologia da Saúde e para a Enfermagem Modelo Bioecológico e suas implicações para a Psicologia do Desenvolvimento e para a Enfermagem Família e a sua interface com a saúde e a educação Religiosidade/Espiritualidade no cuidado em saúde Religiosidade/Espiritualidade na formação em saúde: limites e potencialidades Psicologia Positiva e suas contribuições à educação Teorias da Aprendizagem e suas implicações pedagógicas Teorias da Psicologia do Desenvolvimento e suas implicações para o cuidado em Enfermagem ÁREA: FILOSOFIA EM SAÚDE Ética: conceituação; o normativo e o factual. Fundamentos teóricos para a ética em saúde. O campo ético: o ato moral (aspectos do ato moral); o agente moral; os valores éticos; elementos da avaliação moral. A dimensão ética da prática profissional em saúde e educação. Teorias do desenvolvimento moral e suas implicações para a prática docente em saúde. Correntes ou Modelos de Pensamento em Bioética. Contribuições da filosofia para a teoria e a prática na saúde e na educação. A natureza e a tarefa da Filosofia da Educação. Cidadania, saúde e educação. Pensamento crítico na enfermagem.
O enfermeiro na escola: práticas educativas na promoção da saúde de escolares; Políticas públicas de saúde e educação no Brasil e a promoção da saúde no contexto da educação básica; Ensino de saúde no contexto da organização do sistema escolar brasileiro; O projeto político pedagógico na educação básica e sua articulação com as ações de Promoção da Saúde; Tendências pedagógicas: tradicional, não-diretiva, tecnicista, libertadora, crítico-social dos conteúdos. Implicações dos modelos teóricos nas práticas da educação e da saúde do docente enfermeiro; Metodologias de ensino na promoção da saúde no contexto da educação básica; Ensino e aprendizagem na educação básica à luz da abordagem histórico-cultural; Planejamento na educação em saúde; Abordagem histórico-cultural na pesquisa qualitativa em saúde. O espaço escolar como território de promoção da saúde da criança e do adolescente e sua interface com a Atenção Primária à Saúde Articulação entre práticas educativas e de saúde. ÁREA: EDUCAÇÃO APLICADA À SAÚDE E ENFERMAGEM Quadros conceituais sobre: educação, saúde, educação para saúde, pedagogia, processos pedagógicos, didática, currículo e PPP, processo de ensino-aprendizagem, função educativa do enfermeiro nos diversos cenários de atuação. A Lei 9394/1996 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a área da saúde e da enfermagem. Identificação de problemas relacionados com as práticas educativas nas escolas de ensino básico. Interatividade/Socialização (trabalhos individuais e em grupos), buscando articulações dos conceitos e fatos estudados com a realidade da prática (estágio).
Identificação e reflexões sobre as posturas didático-pedagógicas, entre outros aspectos, relacionados à função educativa do enfermeiro. Conceitos sobre didática, diferentes abordagens pedagógicas e suas finalidades, liderança educativa (perfil do enfermeiro professor). Conceito de planejamento: educacional, curricular, didático (curso, disciplina, unidade, aula), com seus elementos fundamentais. Identificação de problemas relacionados com o exercício da docência em enfermagem na educação profissional e busca de possíveis soluções. Planejamento e execução de micro aulas com temáticas advindas do estágio na educação profissional. Identificação, reflexões e primeiras experiências em sala de aula sobre o processo ensino-aprendizagem, necessárias para a construção do papel didático-pedagógico do enfermeiro professor na educação profissional em enfermagem.
A saúde-doença como processo social. Estigma e doença. Diferenças sociais, poder e processo saúde-doença. Raça, classe social e gênero na produção de iniquidades sociais em saúde. Adoecimentos e sofrimentos de longa duração: perspectivas das ciências sociais em saúde. Corpo, cultura e sociedade. Políticas, subjetividades e ativismos em saúde. Práticas de cuidado e cura: perspectivas decoloniais e ecologias de saberes. Saúde e doença como realidades bioculturais.
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