Dia Oficial

Diário Oficial da Cidade de São Paulo · 22/09/2026 · pág. 649

DOCSP 22/09/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 241

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

terça-feira, 22 de setembro de 2026

649 – São Paulo, 71 (241)

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governo de São Paulo, do prefeito de São Paulo, da falta de alimentação em São Paulo, da falta de acolhimento em São Paulo e do fechamento de serviços em São Paulo. O problema está aqui; o governo de São Paulo é o nosso problema aqui. O Brasil... cada um tem seus representantes. Me desculpa, viu, Rô?

dois homens. A composição era de cinco. Então, o respeito pelas mulheres sempre existiu por parte de nós, inclusive na rua, onde elas são vulneráveis, entendeu? Na minha frente, quero ver alguém mexer com alguém. Mas quem está no dia a dia, quem está andando pela rua, quem é que está fazendo o trabalho mesmo? Quem é mais do que alguém aqui? O respeito mútuo tem que existir entre nós, não dá para trabalhar dessa maneira.

dinheiro? Porque a articulação é de cada um de nós. Se nós estamos aqui, é porque cada um de nós sabe se articular, porque cada um de nós sabe o que está fazendo aqui. Mas você sabe o que acontece? Nós ficamos de fora, você está entendendo?

E uma das coisas que eu não posso deixar de falar... Muitas pessoas aqui podem ser novas, mas o Dentinho... quem conheceu o Dentinho lá no começo sabe quem ele era. O Dentinho era isso aqui, ó! Agora vocês o viam fortinho, mas só Deus sabe o que ele passou. Para a população em situação de rua hoje, foi uma vergonha — desculpa eu estar falando, entendeu? Para quem conhece o Dentinho, sabe o trajeto dele. É isso que eu tenho para falar nesta tarde. Muito obrigado."

5. Sra. Roseli

Imagina, fica à vontade! A gente tem que se vingar é nas urnas, porque este ano também é de eleição, não é?

E eu concordei plenamente porque tem que haver uma maneira de ter controle sobre as posturas das pessoas. Questão de ética, sabe? Você vê aqui o quanto falta ética, não há postura. O que querem dizer? 'Aí, eu fui eleito, eu faço o que eu quero'? Não é assim, não! Fui eleito, mas o outro também foi eleito, e houve muitos outros. Então, tem que haver um respeito mútuo, não é o 'eu mesmo', falar 'eu sou isso, eu sou aquilo, eu sou estrela lá'. Eu nunca falei isso e nunca vou falar. Então, o que estou pedindo, de fato, é uma questão de ética, postura ética. É isso que estou pedindo. Muito obrigado."

Bom, eu gostaria de falar: Dentinho presente, que vai estar sempre na nossa luta! Eu queria que constasse nesta ata o nome de um casal que foi proibido de entrar aqui na reunião por falta de documento: Marcos Henrique Souza Menezes e Aline Peros Luiz. Eles foram impedidos de participar da reunião aqui na Casa do Povo por falta de documento, e eles fazem parte da Rede Rua aqui, do espaço do ponto de encontro na Liberdade.

8. Sr. André Luiz

"Muito boa tarde a todos, todes e todos. Eh, eu sou sobrevivente do cotidiano. Sou vítima de violência doméstica praticada pelo meu pai. Meu pai... por isso que eu apoio muito os Alcoólicos Anônimos, porque, se meu pai tivesse conhecido antes, ele não seria tão violento. Às vezes, ele ameaçava a gente com uma faca: 'Vou ensanguentar todo mundo!'. Às vezes, queria botar fogo na casa. Mas, graças a Deus, estou aqui por um grande objetivo.

7. Sr. William

Eu gostaria de falar também sobre o Dia de Luta, né? Gostaria de saber o que os Direitos Humanos vão fazer para participar do Dia de Luta que a gente está se organizando para fazer, porque todo ano eles participam, né, com material,

"Primeiramente, boa tarde a todos e a todas. Mais um dia eu agradeço a Deus por estar aqui e quero dizer a todos que aqui nós somos iguais, não tem ninguém diferente. A cor do sangue de todo mundo aqui é de uma cor só. Aí eu fico impressionado, sabe com o quê, gente? Todos nós estamos no mesmo barco, nas mesmas situações, de onde viemos para um ambiente em que discutimos a nossa necessidade e a verdadeira realidade que se encontra lá na rua. Porque, enquanto a gente está aqui discutindo nossos interesses próprios, uma briga, uma palavrinha... gente, a gente não está aqui para isso, não.

Sou conselheiro do CAPS Adulto III e apoio todas as famílias vítimas de violência doméstica, além das pessoas com problemas mentais na rua — com esquizofrenia, com autismo, com retardo mental; todos precisam de ajuda. E deveria haver centro de acolhida para PCDs. Deveria haver um centro de acolhida para PCDs! Eu desejo a todos a paz. Vim para resolver, não para confundir. Desejo a todos uma boa tarde. Muito obrigado pelo espaço."

com tudo, com estrutura. Gostaria de saber se tem alguma coisa prevista para este ano, para não chocar com o que a gente está organizando. E gostaria também de cobrar os Direitos Humanos porque tem um marco do Dia de Luta que, desde a última gestão, foi prometido ser feito e entregue na Praça da Sé

— o nosso marco que foi roubado, né? Gostaria de cobrar os Direitos Humanos porque essa verba veio, o artista foi procurado, tudo, e até agora a gente não ouve falar sobre o marco de luta da população em situação de rua. Obrigada."

9. Sr. Ricardo

Sabe por quê? Porque nós somos uma família, querendo ou não. Afinal, todo dia nós vamos estar aqui na reunião, vamos estar procurando saber como cada um está, para que hoje possamos estar fortes e firmes pelos interesses da população em situação de rua. Gente, enquanto nós estamos aqui, há famílias lá fora. Enquanto nós estamos aqui, há pessoas tentando uma vaga. E os conselheiros têm que ser exemplo para nós. Será que na próxima eleição nós vamos querer os mesmos conselheiros, com a mesma situação que estamos vendo agora?

"Boa tarde a todos. Eu quero falar para vocês que, muitas vezes, o pessoal olha para o outro e vê a roupa bem vestida e tal, a pessoa bem colocada, né? O cara não está na calçada ali, mas só Deus e a própria pessoa sabem o que ela passa. Muitas vezes ela foi surrupiada, né? Em tudo o que tinha... Ela é um doutor, é um juiz, um advogado, e está na rua se ocultando. Só Deus sabe quem dá um passo. Mas é duro, porque meus inimigos não ficam de pé, eles morrem. Todos falaram para mim... eu estou confessando a vocês, é um segredo: meus inimigos morrem todos.

Josoé respondeu : “Muito obrigado, Roseli. Os preparativos para o Dia 19 de Luta já estão em andamento e estão bem encaminhados. No entanto, a data e o local do evento ainda não foram divulgados oficialmente. Precisamos realizar essa divulgação e, posteriormente, daremos continuidade à mobilização. Agradeço pelas palavras, Roseli.”

Porque nós vemos a situação da Secretaria de Desenvolvimento Social, gente: está muito delicada. O funcionamento está lento — não vamos dizer que está ruim, mas a secretária Eliana tem que se envolver, tem que estar perto de nós. Você liga para a secretária e nós não conseguimos uma reunião, não conseguimos nos comunicar, não conseguimos nos expressar com ela. É ruim a gente ter uma comunicação com a Eliana. Ou ela prefere que a gente pegue 50 pessoas, coloque 50 barracas e faça uma baderna? Gente, nós estamos em situação de calçada, mas a educação vem de berço. Na rua nós sobrevivemos, mas não vamos aceitar bater na porta querendo falar com a Eliana e ela não querer nos ouvir. Nós querendo passar para ela aquele pouco que a gente sabe, porque a gente vive na rua! Muitos aqui não vieram da rua. Agora, a gente pode falar porque sentiu na pele, e continua sentindo.

6. Sr. Renato

Um homem parou no caminho e falou um dia em Goiânia assim: 'Não mate como seu avô matava. Seu avô matava demais'. Eu nunca matei ninguém, sou proibido. Todas as mulheres que namorei disseram que queriam namorar de novo, queriam casar e voltar. E perguntei para a mulher o porquê, e ela falou assim: 'Não, porque você trata bem, respeita. Não sou GLBT — já pensaram? Não sou — mas respeito os caras. Os caras sofrem muito. Eles sofrem muito'.

"Boa tarde a todos e todas. Olha, sinceramente, tem que ter estômago — e não vou nem falar a palavra que gostaria de falar — para vir a reuniões. Eu estou desde a primeira gestão; nem por isso sou mais ou sou menos. Eu nunca me coloquei como mais do que ninguém, muito menos. Agora, a experiência que nós temos... nem todos têm essa vivência que nós temos de rua, porque tem gente que está chegando agora, tem gente que chegou depois. Para mim, não importa quando chegou. A situação de rua é uma realidade que a gente vive, tá? Então, tem hora que haja saco para aturar isso! Muitas das vezes, eu fico uns 7, 8 meses sem tentar voltar para uma reunião. Aí você volta para uma reunião e é uma baixaria: é o 'euísmo', é o 'estrelismo', é 'eu sou isso', 'eu sou aquilo'. Ninguém é mais do que ninguém, tem que ter o respeito mútuo.

E a fala dela ali... ela está de preto falando porque luta com as garras dela. Ela exagerou, mas a gente tem que considerar. Quer marcar, pode marcar, mas ela é líder, é uma líder natural, essa mulher de preto. Como é o nome dela? Gisela. É líder. Dá para o senhor apagar um líder? Você pode mudála de posição, mas um líder como ela você não pode apagar. Você quer gerar milhões de Mandelas? Toque em mim! Já fizeram isso. Todos os caras como ele... é difícil, é difícil um cara como você, é muito difícil.

E nós não vamos aceitar isso aí da secretária Eliana, não. Não vamos aceitar isso! Se for preciso, nós vamos levar a imprensa lá; se for preciso, nós vamos levar a população de rua lá. Sabe por quê? Porque esses dias aconteceu um caso comigo e com a minha esposa, eu fui pedir uma atenção a eles, e o assessor falou que não poderia fazer nada. Se o assessor falou que não poderia fazer nada, o que ele está fazendo lá como assessor? Ganhando o nosso

E eu, inclusive com isso que escutei na reunião... 'Ah, mas vocês se acham, vocês são poderosos'. Ninguém é poderoso! Inclusive, a questão que foi colocada aqui de que as mulheres... desde a primeira gestão foram três homens e duas mulheres; depois mudou, foram três mulheres e

Eu fui para o POP, peguei aí, fiz um documento, cheguei lá e falei... fiquei no do seu Robson.

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