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Diário Oficial dos Municípios do Paraná · 05/10/2026 · pág. 264

DOMPR 05/10/2026 - Diario Oficial dos Municipios do Parana

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Paraná , 05 de Outubro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Paraná • ANO XV | Nº 3630

Referência: agosto de 2026

Fundamentação: Resolução CMN nº 5.272/2025 e Portaria MTP nº 1.467/2022

Fontes: Atas das reuniões do Comitê de Investimentos realizadas em agosto de 2026; Panorama Econômico – agosto/2026; Relatório de Análise, Enquadramentos, Rentabilidade e Risco Crédito & Mercado, data-base 31/08/2026; Relatório de Retornos dos Investimentos – agosto/2026.

1. CONTEXTO ECONÔMICO E FINANCEIRO – AGOSTO DE 2026

O cenário econômico de agosto de 2026 apresentou aumento das incertezas no ambiente internacional, especialmente em razão da retomada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A elevação dos riscos relacionados ao conflito entre Estados Unidos e Irã provocou pressão sobre os preços do petróleo, com o Brent encerrando o mês em US$ 90,49 por barril.

No mercado financeiro brasileiro, o mês foi marcado por maior volatilidade. O Ibovespa encerrou agosto em 177.418,78 pontos, com queda de 0,32%. Durante o mês, foram registrados onze pregões consecutivos de queda entre os dias 4 e 18 de agosto, acompanhados de saída relevante de recursos estrangeiros, posteriormente parcialmente revertida. O dólar encerrou o mês cotado a R$ 5,1814, com média de R$ 5,16.

No cenário doméstico, o Copom realizou reunião nos dias 4 e 5 de agosto e reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14,00% ao ano. A inflação medida pelo IPCA apresentou deflação de 0,32% em agosto, acumulando 4,22% nos últimos doze meses.

A economia brasileira apresentou crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior e de 2,0% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. A taxa de desemprego ficou em 5,3%, enquanto o mercado formal de trabalho registrou saldo positivo de 58,5 mil empregos em julho.

No mercado de renda fixa, os principais índices apresentaram desempenho positivo durante agosto, com destaque para o IMA-B, que apresentou alta de 1,58%, o IMA-B 5, com alta de 1,18%, o IMAS, com 1,17%, e o IRF-M, que apresentou variações positivas entre aproximadamente 1,04% e 1,24%.

Diante desse cenário, permanece necessária uma estratégia voltada à preservação do patrimônio, manutenção da liquidez, diversificação dos investimentos e acompanhamento dos riscos de mercado, crédito, liquidez e concentração, especialmente diante das incertezas relacionadas ao ambiente externo e ao comportamento das taxas de juros.

2. ORIENTAÇÃO DE INVESTIMENTOS PARA O PERÍODO

Conforme as recomendações apresentadas no Panorama Econômico de agosto de 2026, a orientação permanece pela manutenção de uma estratégia equilibrada, com participação relevante em renda fixa de curto prazo, especialmente em estratégias vinculadas ao IMA-S e IRFM 1, considerando o nível ainda elevado das taxas de juros.

Também permanece a possibilidade de manutenção de posições em títulos indexados à inflação, especialmente em estratégias de menor duration, como o IMA-B 5, considerando a volatilidade observada nas taxas de juros de maior prazo.

Para a renda variável, o cenário de agosto recomenda maior acompanhamento das oscilações do mercado, diante das incertezas externas, da trajetória dos juros e dos fatores geopolíticos. A estratégia deve permanecer compatível com a Política de Investimentos e com as necessidades de liquidez do RPPS.

A orientação também contempla a diversificação dos investimentos, o acompanhamento das oportunidades em crédito privado, observados os critérios de qualidade dos emissores, e a utilização de investimentos internacionais, quando compatíveis com a Política de Investimentos e com o enquadramento regulatório.

Assim, a estratégia do RPPS deve permanecer baseada na gestão ativa, preservação do patrimônio, liquidez adequada às obrigações previdenciárias e aproveitamento gradual de oportunidades, sempre observando os limites estabelecidos pela regulamentação vigente.

3. ANÁLISE DA RENTABILIDADE E DESEMPENHO DA CARTEIRA

Conforme o Relatório de Retornos dos Investimentos, com data-base de 31/08/2026, a carteira apresentou saldo anterior de R$ 55.359.010,54, aplicações de R$ 9.321.680,96 e resgates de R$ 8.984.227,32, encerrando o período com saldo de R$ 56.230.709,39. O retorno financeiro registrado no mês foi de R$ 534.245,21, correspondente a uma rentabilidade de 0,96%. No acumulado do exercício, a rentabilidade alcançou 7,48%, enquanto a meta acumulada atingiu 6,79%, resultando em desempenho correspondente a 110,04% da meta.

A renda fixa apresentou rentabilidade de 1,00% no mês, com retorno financeiro de R$ 474.512,63, permanecendo como principal responsável pelo resultado positivo da carteira.

Os investimentos classificados em renda variável, estruturados e fundos imobiliários apresentaram, em conjunto, retorno de 0,79%, correspondente a R$ 83.063,83.

Entre os resultados positivos observados no período, destacaram-se o investimento denominado Brazilian Graveyard, com retorno de 11,82%, a Caixa Institucional Ações BDR, com 5,59%, o Guepardo Valor, com 5,23%, o Arbor II FIC Ações, com 3,36%, e o CXRI11, com 2,87%.

Por outro lado, alguns investimentos apresentaram resultados negativos no mês, destacando-se o SPTW11, com retorno de -26,42%, o FP2 FIP, com -3,78%, o TVRI11, com -2,77%, o Meta 11 Small Cap, com -2,02%, o Finacap Mauritsstad, com -1,42% e o Daycoval Ibovespa Ativo, com -1,33%.

Também merece acompanhamento específico o Monte Carlo Institucional IMA-B 5, que apresentou retorno de -1,86% no período. O resultado acumulado da carteira permanece acima da meta estabelecida para o exercício, embora seja necessário manter o acompanhamento individual dos investimentos que apresentaram desempenho negativo e daqueles que possuem maior exposição a riscos de mercado, liquidez ou enquadramento.

4. ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO E DO ENQUADRAMENTO DA CARTEIRA

Na posição de 31 de agosto de 2026, o patrimônio líquido total da carteira alcançou R$ 59.286.561,14, sendo R$ 58.311.697,46 considerados para cálculo dos limites e R$ 974.863,68 correspondentes às disponibilidades financeiras.

A carteira permaneceu concentrada principalmente em renda fixa. Conforme o relatório de enquadramento, a renda fixa representava 81,81% da carteira considerada, distribuída entre as classificações previstas no artigo 7º da Resolução CMN nº 5.272/2025.

Dentro da renda fixa, os investimentos enquadrados no artigo 7º, inciso I, correspondiam a R$ 28.279.052,29, equivalentes a 48,50%. Os investimentos enquadrados no artigo 7º, inciso III, representavam R$ 5.417.799,52, equivalentes a 9,29%, enquanto aqueles enquadrados no artigo 7º, inciso V, correspondiam a R$ 12.164.634,25, equivalentes a 20,86%.

Também estavam registrados investimentos enquadrados no artigo 7º, inciso VII, no montante de R$ 1.297.282,42, correspondentes a 2,22%, e no artigo 7º, inciso IX, no valor de R$ 82.569,11, correspondentes a 0,14%.

O relatório de enquadramento identificou ainda R$ 464.357,25, equivalentes a 0,80% da carteira, classificados como ―Desenquadrado – RF‖, cuja classificação apresentava limite indicado de 0%.

Na parcela de renda variável, investimentos estruturados e fundos imobiliários, os recursos estavam distribuídos entre as classificações previstas nos artigos 8º, 10 e 11, totalizando 17,99% da carteira considerada.

Entre as posições relevantes, destacam-se o Bradesco Federal Extra, com R$ 5.666.931,35, o Caixa Brasil IRF-M 1, com R$ 9.331.096,21, e o Sicredi Liquidez Empresarial DI, com R$ 6.598.059,56. Também permaneciam posições relevantes no Daycoval Multiestratégia, no Daycoval Ibovespa Ativo e na Caixa Institucional Ações BDR. Permanece, ainda, a posição no SPTW11, no valor de R$ 27.510,00, além do TVRI11 e do ATCR11.

O investimento Monte Carlo Institucional IMA-B 5 apresentava saldo de R$ 464.357,25, com liquidez indicada como D+1800, devendo permanecer sob acompanhamento específico em razão da classificação de desenquadramento registrada no relatório.

5. MOVIMENTAÇÕES, DELIBERAÇÕES E GOVERNANÇA

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