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Diário Oficial dos Municípios do Paraná · 20/10/2026 · pág. 670

DOMPR 20/10/2026 - Diario Oficial dos Municipios do Parana

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Paraná , 20 de Outubro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Paraná • ANO XV | Nº 3640

Segmento Etário (ECA) População % do Total do Município Foco das Políticas Públicas (Diretrizes do Plano)
0 a 10 anos
(Primeira e Segunda Infância)
556 13,96% Vagas em creches, pré-escola, saúde materno-infantil, aleitamento materno e eixos do Marco Legal da Primeira Infância.
11 a 19 anos
(Adolescência / Juventude)
662 16,62% Ensino fundamental II e médio, evasão escolar, lazer, cultura, prevenção à violência e programas deMenor Aprendiz.
Total de Crianças e Jovens 1.218 30,58% Quase 1/3 do município necessita deproteção integral eprioridade absoluta no orçamento.

4.3 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

A população total teve um crescimento de 34,05% em comparação com 2010, saltando de 3.982 para 5.338 habitantes. Além disso, a estimativa oficial mais recente divulgada pelo instituto aponta que a cidade já conta com 5.777 pessoas Distribuição Percentual da População

Para facilitar a leitura, converti os números absolutos em porcentagens em relação ao total geral (3.982 pessoas):

Tipo de Domicílio Masculina Feminina Totalpor Área
Urbana 44,40% 44,98% 89,38%
Rural 5,93% 4,70% 10,62%
Totalpor Gênero 50,33% 49,67% 100,00%

• Predomínio Urbano: A grande maioria da população 89,38%) vive na área urbana. Apenas cerca de 1 em cada 10 habitantes mora na área rural.

• Equilíbrio de Gênero: A população total altamente equilibrada, com uma leve maioria masculina (50,33% contra 49,67%).

O desenvolvimento econômico de Iguaraçu teve início com o ciclo do café, período que trouxe expressiva riqueza e gerou postos de trabalho para a região. Contudo, a decadência dessa cultura nas décadas de 1960 e 1970 desencadeou sérios problemas sociais, resultando na migração de grande parte da população para outras regiões. Posteriormente, a mão de obra ociosa foi absorvida pelo cultivo do algodão, que sustentou a economia municipal por vários anos. Fatores diversos, no entanto, tornaram essa produção inviável, levando à sua total substituição pela soja — uma cultura altamente mecanizada — e pela pecuária extensiva, que demanda pouca contratação de trabalhadores. Mais recentemente, a introdução da cana-deaçúcar trouxe como reflexo a sazonalidade do emprego no campo, alternando períodos de alta demanda e entressafra.Atualmente, a principal força econômica do município reside na agricultura, caracterizada por grandes extensões de terras com produção automatizada. Historicamente, essa forte mecanização deixou um contingente expressivo de trabalhadores rurais sem ocupação direta no campo.

Diante disso, muitos desses profissionais se qualificaram em novos setores e buscaram emprego em cidades maiores da região. Por outro lado, parte dos trabalhadores locais permanece no campo dedicando-se à agricultura familiar como pequenos produtores, com foco na pecuária leiteira e no cultivo de hortaliças. Outro segmento que apresentou forte expansão nos últimos anos foi a avicultura, tornando-se uma importante fonte de renda e ocupação para as famílias do município.No setor industrial, a realidade de Iguaraçu apresenta um cenário simultaneamente positivo e desafiador devido à sua localização geográfica. Por estar situado próximo a polos urbanos e econômicos importantes, o município possui vantagens estratégicas para atrair investimentos e novas empresas.

No entanto, essa mesma proximidade gera o enfraquecimento do comércio local. Como a população consegue acessar facilmente centros de compras maiores, o comércio interno de Iguaraçu não se especializou, mantendo sua atuação concentrada no atendimento às necessidades essenciais e cotidianas dos moradores, tais como gêneros alimentícios, vestuário, medicamentos, serviços bancários e mobiliário.Para mitigar o desemprego e impulsionar a economia local, o município conta hoje com uma infraestrutura produtiva em consolidação e a presença de importantes marcas, condomínios e complexos industriais estabelecidos em seu território ou entorno estratégico.

Destacam-se empresas e empreendimentos como a Nova Produtiva, a Hidroponia Paraná, a Água Mineral Safira, a Reico-Plast, a Queijos Maranata e Laticínios, além dos complexos imobiliários e logísticos de grande porte como o Alphaville Maringá e o Alpha Empresarial. Essa rede produtiva estende-se e conecta-se diretamente ao polo industrial maringaense, consolidando o potencial de atração de negócios da região.

5. TRAJETÓRIA INSTITUCIONAL DA POLÍTICA DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

A trajetória da Política dos Direitos da Criança e do Adolescente no Município de Iguaraçu é marcada pela construção progressiva de instrumentos legais, administrativos e de participação social voltados à promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Entre os marcos dessa organização encontra-se a Lei Municipal nº 006/2015, que estabelece a organização da política municipal de atendimento aos direitos da criança e do adolescente e dispõe sobre seus mecanismos de garantia de direitos, incluindo o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA, o Conselho Tutelar e o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – FMDCA.

O Município também possui o Atestado de Regularidade do Conselho, Plano e Fundo – ARCPF, instrumento que demonstra a manutenção das condições formais relacionadas à organização da política e ao funcionamento de seus mecanismos institucionais. Soma-se a esse processo a elaboração de instrumentos de planejamento, deliberação e regulamentação, que constituem importantes bases para a atuação municipal na área. Historicamente, as ações relacionadas à criança e ao adolescente foram desenvolvidas no âmbito das estruturas administrativas existentes no Município, inicialmente vinculadas à área da Assistência Social e, posteriormente, integradas à estrutura da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Essa organização administrativa possibilitou a continuidade de serviços, programas, projetos e ações voltados à proteção e à garantia de direitos.

Entretanto, a trajetória institucional também evidencia que essa incorporação ocorreu sem a correspondente constituição de uma estrutura específica de gestão da Política dos Direitos da Criança e do Adolescente, com definição própria de organização funcional, atribuições, recursos humanos, suporte técnico-administrativo e mecanismos permanentes de coordenação, planejamento, monitoramento e avaliação.

Essa característica não representa ausência da política municipal, mas revela um processo de institucionalização que ainda necessita avançar. O Município dispõe de instrumentos formais e de diferentes serviços, órgãos e políticas públicas que atuam na proteção de crianças e adolescentes; contudo, a articulação desses elementos como uma política municipal transversal requer maior organização institucional e definição compartilhada de responsabilidades.

A Política dos Direitos da Criança e do Adolescente possui natureza transversal e intersetorial, uma vez que a garantia integral de direitos envolve diferentes dimensões da vida de crianças e adolescentes e, consequentemente, a atuação articulada das políticas de Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Esporte, Lazer, Segurança e demais áreas pertinentes, além dos órgãos e instituições que integram o Sistema de Garantia dos Direitos.

Nesse sentido, a atuação da Assistência Social constitui parte fundamental da rede de proteção, mas não se confunde com a totalidade da Política dos Direitos da Criança e do Adolescente. A consolidação dessa política pressupõe que cada área assuma suas competências e responsabilidades, estabelecendo mecanismos de planejamento e atuação conjunta.

A experiência municipal demonstra, portanto, a existência de uma base formal já constituída, mas também a necessidade de fortalecer a capacidade de gestão transversal da política. O desafio para o próximo decênio consiste em avançar da manutenção dos instrumentos e procedimentos formais para uma organização institucional capaz de articular planejamento, execução, financiamento, produção de informações, monitoramento e avaliação de resultados.

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