DOMPR 20/10/2026 - Diario Oficial dos Municipios do Parana
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Paraná , 20 de Outubro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Paraná • ANO XV | Nº 3640
Quanto aos serviços de atendimento em casa, como cuidador e fisioterapia, 35,0% avaliaram como ruins, 8,7% como regulares e 7,8% como bons ou muito bons, enquanto 48,5% não souberam avaliar. Em relação às informações sobre serviços locais de saúde, apoio e cuidados, 31,1% avaliaram como boas ou muito boas, 24,3% como regulares e 29,1% como ruins, enquanto 15,5% não souberam avaliar. Já a conservação dos hospitais e postos de saúde e a humanização das equipes para atendimento às pessoas idosas foram avaliadas como boas ou muito boas por 47,6% dos participantes, regulares por 30,1% e ruins por 12,6%, enquanto 9,7% não souberam avaliar. Os resultados devem ser interpretados considerando que parte dos participantes pode não utilizar diretamente determinados serviços ou não possuir informações suficientes para avaliá-los, especialmente no caso dos atendimentos domiciliares e de alguns serviços especializados. As avaliações dos serviços também apontam aspectos que podem ser considerados no planejamento municipal, especialmente quanto ao acesso a profissionais especializados, aos serviços de atendimento domiciliar e à divulgação de informações sobre saúde e cuidados.
Convivência familiar e comunitária
A convivência familiar e comunitária constitui um aspecto importante para o bem-estar das pessoas idosas, contribuindo para a manutenção dos vínculos afetivos, da participação social e do sentimento de pertencimento à comunidade. A escuta realizada buscou compreender a situação domiciliar dos participantes e a frequência de interação com familiares, amigos e vizinhos.
Entre as 103 pessoas idosas participantes, 40 informaram morar sozinhas, correspondendo a 38,8% dos entrevistados. Os demais participantes relataram diferentes formas de composição domiciliar, incluindo a convivência com familiares e outras pessoas. Esses resultados demonstram a diversidade das configurações
domiciliares entre as pessoas idosas entrevistadas e a importância de considerar diferentes necessidades de apoio e convivência.
Em relação à frequência de interação com amigos, familiares ou vizinhos, 46 participantes (44,7%) informaram interagir mais de uma vez por dia e 39 (37,9%) afirmaram realizar essas interações frequentemente. Outros 14 participantes (13,6%) relataram interagir eventualmente e 4 (3,9%) raramente. Dessa forma, 85 participantes (82,5%) relataram manter interações diárias ou frequentes com amigos, familiares ou vizinhos. Gráfico 10 – Frequência de interação com amigos, familiares ou vizinhos
Fonte: Questionário Diagnóstico Municipal – Programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa, 2026. Elaboração própria.
É importante considerar, entretanto, que a pergunta utilizada no questionário considerou como forma de interação o contato realizado presencialmente ou por telefone, e-mail e mídias sociais, como o WhatsApp. Dessa forma, os resultados indicam a frequência de contato e comunicação, mas não permitem afirmar, isoladamente, que essas interações ocorram presencialmente ou que representem uma convivência social próxima. Uma pessoa idosa pode, por exemplo, manter contato diário com familiares por meio do celular e, ainda assim, apresentar pouca convivência presencial ou uma rede de apoio limitada.
Esse aspecto é especialmente relevante para a interpretação dos resultados, pois o acesso às tecnologias de comunicação pode ampliar as possibilidades de contato, mas não substitui necessariamente a convivência presencial, a participação comunitária e a existência de uma rede de apoio disponível no cotidiano. Assim, os dados devem ser analisados em conjunto com as demais informações sobre situação domiciliar, participação em atividades coletivas e vínculos familiares e comunitários.
De modo geral, observa-se que as pessoas idosas entrevistadas apresentam diferentes formas de convivência e comunicação. Embora a maioria relate contatos frequentes com familiares, amigos ou vizinhos, os resultados também demonstram a necessidade de considerar a qualidade e a forma desses vínculos, especialmente entre as pessoas que moram sozinhas. A manutenção e ampliação de espaços de convivência, atividades coletivas e oportunidades de participação comunitária podem contribuir para fortalecer os vínculos sociais e reduzir situações de isolamento.
Moradia, mobilidade e acessibilidade
As condições de moradia, mobilidade e acessibilidade possuem relação direta com a autonomia e a segurança das pessoas idosas, influenciando sua capacidade de permanecer em suas residências, deslocar-se pelo município e acessar serviços, atividades e espaços de convivência. Entre as 103 pessoas idosas participantes, 84 (81,6%) informaram residir em casa própria, 15 (14,6%) em imóvel alugado e 4 (3,9%) em casa de familiares ou amigos. Em relação ao tipo de residência, 102 participantes (99,0%) informaram morar em casa de um só andar, enquanto 1 participante relatou possuir escadas para acessar a lavanderia.
Quando questionados sobre a necessidade de realizar modificações ou melhorias na residência para que fosse possível continuar vivendo nela durante o envelhecimento, 79 participantes (76,7%) indicaram pelo menos uma necessidade de adaptação, enquanto 24 (23,3%) informaram não necessitar de alterações.
Gráfico 11 – Necessidade de adaptações na residência
Fonte: Questionário Diagnóstico Municipal – Programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa, 2026. Elaboração própria.
Entre as adaptações mencionadas, destacaram-se modificações no banheiro, como instalação de barras de apoio, corrimãos, vaso sanitário mais alto ou piso antiderrapante, indicadas por 67 participantes (65,0%). Melhorias relacionadas à segurança foram apontadas por 25 (24,3%), enquanto 29 (28,2%) mencionaram a necessidade de facilitar o acesso dentro da residência ou em seus arredores, como por meio de rampas, portas mais largas ou outros recursos. Melhorias na iluminação foram indicadas por 10 participantes (9,7%) e tecnologias que facilitem a comunicação e o acesso a informações por 7 (6,8%). Como a questão permitia assinalar mais de uma alternativa, os percentuais não são cumulativos e uma mesma pessoa pode ter indicado diferentes necessidades de adaptação.
Os resultados demonstram que, embora a maioria das pessoas entrevistadas resida em imóvel próprio e em casas térreas, existe uma parcela expressiva que identifica a necessidade de adaptações para garantir condições adequadas de permanência no domicílio ao longo do envelhecimento. As modificações relacionadas ao banheiro e à segurança merecem atenção, considerando sua relação com a autonomia e a prevenção de acidentes no ambiente doméstico.
Em relação às condições urbanas, as percepções dos participantes foram diferentes entre os aspectos avaliados. As calçadas foram classificadas como regulares ou ruins por 70,9% dos participantes, enquanto 27,2% as avaliaram como
boas ou muito boas. As ruas e cruzamentos foram avaliados como regulares ou ruins por 64,1%, enquanto 34,0% os classificaram como bons ou muito bons.
Os parques e praças apresentaram avaliação mais positiva: 56,3% dos participantes os classificaram como bons ou muito bons, enquanto 41,7% avaliaram como regulares ou ruins. Já os banheiros públicos apresentaram avaliação predominantemente negativa, com 66,0% dos participantes classificando-os como ruins. A quantidade de bancos para descanso também foi avaliada como ruim por 50,5% dos entrevistados.
Em relação aos edifícios públicos, como postos de saúde e repartições, 70,9% dos participantes os classificaram como bons ou muito bons, enquanto 27,2% avaliaram como regulares ou ruins. Esses resultados indicam uma percepção mais favorável quanto aos edifícios públicos em comparação com alguns elementos da infraestrutura urbana, especialmente calçadas, banheiros públicos e locais de descanso.
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