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Diário Oficial dos Municípios do Paraná · 20/10/2026 · pág. 711

DOMPR 20/10/2026 - Diario Oficial dos Municipios do Parana

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Paraná , 20 de Outubro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Paraná • ANO XV | Nº 3640

Quanto à mobilidade, 42 participantes (40,8%) informaram que normalmente se deslocam de carro dirigindo o próprio veículo. Os demais 61 participantes (59,2%) utilizam outras formas de deslocamento, incluindo caminhada, bicicleta ou deslocamento de carro conduzido por outra pessoa. Gráfico 12 – Forma de deslocamento das pessoas idosas participantes

Fonte: Questionário Diagnóstico Municipal – Programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa, 2026. Elaboração própria.

A questão do transporte público merece destaque na análise, uma vez que o município não dispõe atualmente de transporte público coletivo regular. Isso também se refletiu nas respostas dos participantes: 83,5% assinalaram que o transporte público acessível e com horários convenientes não existe ou não se aplica sua realidade. Em relação ao preço do transporte público, 84,5% tamb m indicaram a opção ―não existe/não se aplica‖. Quanto existência de transporte especial para pessoas idosas ou pessoas com deficiência, 67,0% assinalaram ―não existe/não se aplica‖ e 16,5% responderam não saber avaliar.

Embora 40,8% dos participantes tenham informado que dirigem o próprio veículo como principal forma de deslocamento, 59,2% utilizam outras formas de mobilidade. Esse resultado merece atenção no planejamento da mobilidade municipal, especialmente para as pessoas idosas que não dirigem ou que dependem de terceiros para seus deslocamentos. A ausência de transporte público coletivo pode representar uma dificuldade adicional para o acesso a serviços, atividades e espaços de convivência.

De modo geral, a escuta demonstra que as pessoas idosas entrevistadas apresentam condições de moradia predominantemente estáveis, mas identificam necessidades de adaptações em suas residências e dificuldades relacionadas a determinados elementos da acessibilidade urbana. As avaliações sobre calçadas, banheiros públicos e espaços para descanso indicam aspectos que podem ser considerados no planejamento municipal. A mobilidade também se apresenta como uma dimensão relevante, especialmente diante da inexistência de transporte público coletivo regular e da parcela de pessoas idosas que dependem de deslocamentos a pé ou da disponibilidade de terceiros. Esses fatores devem ser considerados conjuntamente, uma vez que as condições de moradia, acessibilidade e mobilidade interferem diretamente na autonomia, na segurança e na possibilidade de participação das pessoas idosas nas atividades e serviços existentes no município.

Trabalho e renda

A participação no trabalho constitui um aspecto relacionado à autonomia e à independência financeira das pessoas idosas. A escuta realizada buscou compreender a situação de trabalho dos participantes, sua permanência no mercado de trabalho após a aposentadoria e a percepção sobre as oportunidades existentes no município.

Em relação à situação atual de trabalho, os participantes foram agrupados em duas categorias, considerando aqueles que estavam aposentados e sem ocupação e aqueles que apresentavam outras situações relacionadas ao trabalho ou à inserção no mercado de trabalho. Gráfico 13 – Situação de trabalho das pessoas idosas participantes

Fonte: Questionário Diagnóstico Municipal – Programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa, 2026. Elaboração própria.

Os resultados demonstram que 64 participantes (62,1%) são aposentados e não exercem atividade profissional, enquanto 39 participantes (37,9%) se encontram em outras situações relacionadas ao trabalho, incluindo pessoas aposentadas que continuam trabalhando, trabalhadores autônomos em período parcial, pessoas fora da força de trabalho e uma pessoa desempregada.

A permanência no trabalho após a aposentadoria pode estar relacionada a diferentes fatores, como desejo de continuidade da participação social, manutenção da autonomia, complementação de renda ou outras circunstâncias individuais. Entre as demais situações identificadas no levantamento estão pessoas aposentadas que continuam trabalhando, pessoas que atuam como autônomas em meio período, pessoas que estão fora do mercado de trabalho por outros motivos e uma pessoa que informou estar desempregada e procurando trabalho. No caso das pessoas que estão fora do mercado de trabalho, o questionário não permite identificar os motivos específicos dessa condição, sendo necessário considerar que podem existir diferentes trajetórias e necessidades.

Em relação às oportunidades de trabalho flexível para pessoas idosas, como atividades de meio período ou horários adaptados, 39,8% dos participantes avaliaram essas oportunidades como ruins, enquanto 8,7% as classificaram como regulares e 8,7% como boas ou muito boas. Outros 42,7% não identificaram uma oferta existente ou não souberam avaliar esse aspecto.

Quanto às oportunidades de treinamento para aquisição de novas habilidades ou mudança de área, 34,0% avaliaram como ruins, 7,8% como regulares e 4,9% como boas ou muito boas. Já 53,4% não identificaram uma oferta existente ou não souberam avaliar.

Em relação à existência de empregos adaptados às necessidades de pessoas com deficiência, 22,3% dos participantes avaliaram as oportunidades como ruins, 10,7% como regulares e 3,9% como boas ou muito boas, enquanto 63,1% não identificaram uma oferta existente ou não souberam avaliar.

Quanto às políticas que garantem igualdade de oportunidades de trabalho independentemente da idade, 24,3% avaliaram como ruins, 6,8% como regulares e 4,9% como boas ou muito boas. Nesse aspecto, 64,1% não identificaram uma oferta existente ou não souberam avaliar.

Os resultados da escuta indicam que as oportunidades de trabalho para pessoas idosas constituem um aspecto que pode ser fortalecido no município, especialmente no que se refere à oferta de atividades flexíveis, possibilidades de capacitação e oportunidades compatíveis com diferentes condições e necessidades. As respostas também demonstram que uma parcela significativa dos participantes não soube avaliar algumas das questões apresentadas ou não identificou a existência dessas oportunidades, aspecto que deve ser considerado na interpretação dos resultados.

Quanto à renda, o questionário também buscou identificar a renda líquida anual do domicílio dos participantes. Entre os entrevistados, 69,9% informaram renda domiciliar líquida anual entre R$ 10.000,00 e R$ 50.000,00, 17,5% declararam renda inferior a R$ 10.000,00, 9,7% informaram renda entre R$ 50.000,00 e R$ 100.000,00 e 2,9% declararam renda superior a R$ 100.000,00.

Essas informações devem ser compreendidas como dados declarados pelos participantes sobre a renda líquida anual de seus domicílios e complementam os dados censitários apresentados anteriormente neste diagnóstico. A renda domiciliar

também está relacionada às condições de autonomia, acesso a bens e serviços e capacidade de atender às necessidades cotidianas.

De modo geral, a escuta demonstra que o envelhecimento não representa necessariamente o afastamento completo do trabalho, uma vez que uma parcela dos participantes permanece em atividades remuneradas mesmo após a aposentadoria. Entretanto, também se observa uma oferta percebida como limitada de oportunidades de trabalho adaptadas às necessidades das pessoas idosas. O fortalecimento de iniciativas de qualificação profissional, inclusão digital e possibilidades de trabalho compatíveis com as condições e interesses das pessoas idosas pode contribuir para ampliar sua autonomia, participação social e capacidade de geração ou complementação de renda.

Participação social, cultura e lazer

A participação em atividades de lazer, cultura, esporte e convivência constitui importante dimensão do envelhecimento ativo, contribuindo para a manutenção dos vínculos sociais, do bem-estar e do sentimento de pertencimento à comunidade. A escuta das pessoas idosas buscou identificar

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