DOCSP 06/11/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 285
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
sexta-feira, 06 de novembro de 2026
186 – São Paulo, 71 (285)
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Paulo. Mas não depende só da educação ambiental; eu tenho que ter os meios. Se, até o ano passado, a gente não tinha o caminhão passando em todas as ruas, como é que a gente vai começar a fazer uma discussão com as pessoas de que elas têm que separar corretamente, se o caminhão nem passa na rua delas? Então, Flavio, pergunta super pertinente, mas zero de impacto; é completamente de esforço.
vão olhar o que foi feito nos outros planos antes de decidir qual vai ser a metodologia adotada no processo de elaboração. Mas ainda não tem um órgão que centralize diretrizes sobre como devem ser feitos os planos municipais.
Paulo Saldiva, reconhecido e conhecido por todos nas questões de poluição ambiental, poluição atmosférica. E a gente trouxe agora, recentemente, o professor Ricardo [inaudível], que fala especialmente sobre as doenças respiratórias. Eu tenho conversado muito com o professor Ricardo justamente para a gente implementar isso no território regional desses CADES. Junto, em parceria — inclusive a gente conversou na época também, na UMAPAZ, com o representante da Secretaria de Educação —, a gente implementar nas escolas. Até porque, quando foi feito esse projeto, chamado Cabuçu, tinha participação de alunos de mestrado e doutorado, e a gente foi justamente no campo que você adora, nas crianças: elas participaram da identificação de plantas bioindicadoras. Então teve uma participação da escola, dos professores. Então eu me comprometo a conversar com a associação, da gente procurar e conversar sobre essa parceria. A gente deu uma entrada inicial com o Ricardo, para apresentar para vocês, até porque tem aí uma universidade [inaudível] com interesse, com os acadêmicos de gestão ambiental, para que a gente possa provocar isso. Parabéns pelo trabalho, pela sua luta nesse momento, e por estar aqui ouvindo todos nós nesse período.
LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): Flavio, só complementando a Gabriela: no plano de ação da primeira conferência — que nós, aqui da CGC, também estamos apoiando, junto com a UMAPAZ —, foi direcionado fazer nas cinco regiões da cidade de São Paulo, tá? Nós vamos estar fazendo como nós fizemos também nos Planos Verdes: pegar toda a população, e também os CADES Regionais, os conselhos de parques e o CADES Municipal, ouvindo e pegando as ideias e trazendo para essa conferência, tá bom? Então vai chegar aí na Leste, na sua parte também. Essa data nós vamos estar divulgando no ano que vem, com todo esse trâmite para fazer essa primeira conferência com a Gabriela, e pedimos apoio, tá? Então vai chegar nas cinco regionais de vocês.
A gente está em outro momento do trabalho da educação ambiental na cidade de São Paulo. Um dia, quem sabe, a gente passe a mensurar de fato o impacto desse trabalho na mudança do comportamento das pessoas, na melhoria da qualidade de vida na cidade. Mas, neste momento, os indicadores são todos de esforço: é tudo sobre o que a gente acha que é importante fazer para chegar lá. Agora, o quanto a gente está chegando lá, a gente não sabe. Mesmo sobre uma coisa que o Alessandro sempre me provoca, que é: a UMAPAZ tem que formar multiplicadores — e o que os multiplicadores estão fazendo? Porque eu estou contando para vocês quantas pessoas eu estou atendendo na UMAPAZ, como Coordenação de Educação Ambiental, mas a UMAPAZ não serve só para isso. O objetivo é que a UMAPAZ forme multiplicadores. Então a gente forma os agentes do PAVS.
FLAVIO LUIS JARDIM VITAL: Quando eu comentei de usar o território dos CADES, não é o próprio CADES, né? Assim: se ela planejar as ações usando o mapa dos territórios, acaba cobrindo. Você não vai fazer em todos os CADES, mas, por exemplo, pode juntar mais de um — aí vai depender da estrutura. Mas já que eu tenho o município mapeado e já direcionado em cima dos CADES, ter a mesma atuação no território. E obrigado pelo retorno sobre a norma de implementação. Acho que a SEPLAN está mais ou menos com essa carinha, mas é aquela carinha da gestão do orçamento, não do plano efetivo. Mas seria a secretaria que mais teria condições de implementar alguma norma ou método, sei lá, para que a gente tenha uma padronização ou uma melhoria contínua na elaboração dos planos. Aí fica mais fácil fazer a atualização dos planos de ação. Projeto tem manual, não é? Projeto tem manual, mas o planejamento não.
A gente tem formações periódicas com os agentes do PAVS, que não são servidores — são agentes que estão atuando lá pelas organizações sociais de saúde. Mas a gente forma eles anualmente; a gente tem um cronograma de formação, porque tem uma rotatividade grande também desses profissionais. E a gente faz esse esforço porque entende que eles vão estar em contato com as pessoas e vão promover outras ações de educação ambiental. Mas eu não estou contabilizando ainda nem o meu atendimento indireto, ou seja: a pessoa que foi formada na UMAPAZ e está atendendo outras pessoas — esse atendimento é da UMAPAZ também, porque aquela pessoa está atendendo graças ao conhecimento que ela adquiriu na UMAPAZ. Mas, se nem esse atendimento indireto eu estou monitorando — a gente ainda não tem mecanismos para monitorar —, o impacto, então, estamos muito longe, Flavio.
Eu gostei muito da fala do Alex Bender, quando ele fala que nós precisamos motivar as crianças de cinco anos. Sabe por quê? E aí você vai entender esse processo: no último dado que nós tivemos da Secretaria de Saúde, na nossa região especificamente, Gabriela, nós tivemos 3.800 crianças acolhidas com problemas respiratórios. Os meus netos, de cinco e oito anos, ambos têm dificuldades respiratórias. Então vai ser um prazer imenso nosso apresentar isso. Quem sabe, em 2027, a gente começa com essa história bacana — e você com seu filho novinho —, e a gente poder desfrutar e trabalhar isso nessa parceria, junto com o PlanClima e todas as pessoas. Porque eu acho que, quando as crianças identificaram a horta... elas nem alface comiam. E ainda hoje a gente recebe, pelas diretorias de educação, histórias de crianças que mudaram a história dentro de casa. É aquela história da água: o pai fecha a torneira. É a mesma coisa que foi com a segurança alimentar. E eu acho que esse impacto, sim, nós podemos produzir.
LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): Seu Ramos.
JOSÉ RAMOS DE CARVALHO: Olá, bom dia. Parabéns, Gabriela, pela luta, e também nesse momento especial como pessoa. Parabéns aí pela saúde. Adorei a sua fala com relação ao PAVS. O PAVS, dentro desse território dos CADES Regionais, está fazendo um trabalho excelente, parabéns. Eu acho que hoje o CADES representa o meio ambiente lá na ponta, lá no território. Por outro lado, sim, a gente vai disponibilizar para vocês: a Associação Paulista de Gestão Ambiental fez o primeiro projeto de hortas no município de São Paulo, em parceria com a Secretaria de Educação, naquele período que começou em 2017 e terminou em 2019. Foram 150 escolas do ensino básico, e, para nós, foi a questão de multiplicar por 50 mil alunos e as famílias. E o resultado em termos de segurança ambiental, de segurança alimentar das crianças, foi sensacional. A gente tem um resultado excelente.
FLAVIO LUIS JARDIM VITAL: Uma outra questão, só como indicação. O CADES tem os CADES Regionais. Você pretende fazer um encontro, um congresso; poderia usar a questão do território dos CADES para organizar essa questão do congresso. Você tem uma sinergia melhor; é o mesmo desenho regional, já começa a ajudar na questão estatística, consegue mobilização, consegue alinhamento com isso.
E vou te dar uma última dica. Quando eu estava fotografando a fonte da Praça Milão, chegou uma escola particular lá, apresentando a fonte. E olha que tristeza: a fonte estava desligada, não estava funcionando. E aquilo foi uma parceria da cidade de São Paulo com a cidade de Milão. Se você passar lá — está de frente para o Ibirapuera —, você vai observar que aquelas estátuas são maravilhosas; se você olhar à noite, parece que elas vão sair das fontes. E fiquei muito feliz, por conta do trabalho da comissão, quando eu vi funcionando — e coloquei inclusive no grupo — as fontes do Túnel Nove de Julho, que vão compor aquele espaço turístico ali do MASP, muito interessante. Parabéns, parabéns e parabéns para você. E a gente vai lutar muito em 2027.
GABRIELA PINHEIRO LIMA CHABBOUH: O que a gente previu, Flavio, para o ano que vem, foi realizar uma série de oficinas preparatórias para a conferência, já começando no início do ano. Então, já esquentando o diálogo sobre educação ambiental nas diversas regiões da cidade, para a gente chegar lá em setembro com esse diálogo bem aquecido nos territórios. A gente já previu isso: a realização de uma série de oficinas para engajar a população nessa discussão antes da nossa conferência, em setembro. A Ludmila está me lembrando que você perguntou se tem uma diretriz norteadora dos planos, e eu desconheço. Eu acho que tem um movimento de melhoria do processo de elaboração dos planos, que está fazendo com que eles estejam cada vez mais parecidos em termos de estrutura, porque a gente tem feito mais o dever de casa. Então, a equipe do Programa de Metas acaba pautando muito, mas as outras equipes — a equipe que vai elaborar o plano de educação ambiental —
Sim, como você falou, precisa de orçamento. Agora tem esse orçamento climático, que é importante. E, nessa linha educacional, como você falou agora das questões de impacto: na nossa região, nos territórios dos CADES Santana e Vila Maria, estamos dentro do Vale do Rio Cabuçu. Nós temos uma interferência muito grande da aviação de Cumbica e também das rodovias. Em 2014, nós tivemos o prazer de fazer um trabalho junto com a Faculdade de Medicina de São Paulo — se você quiser, eu te apresento as pessoas, os professores —, no caso, a doutora [inaudível] e o próprio doutor
LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): Vai falar, Maria do Carmo.
MARIA DO CARMO FERREIRA LOTFI:Parabéns, Gabriela. Eu coloquei até no chat, para não ficar repetitiva, mas: uma vez que as empresas que fazem a limpeza nas escolas são obrigadas a oferecer esses coletores, como é que a gente cobra dessas empresas? Mas, antes de você me responder, quero dizer ao Flavio que, no próximo dia 7 de novembro, na UMAPAZ, a Rute está organizando
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