DOCSP 06/11/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 285
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
sexta-feira, 06 de novembro de 2026
185 – São Paulo, 71 (285)
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Ambiente. Então, apoiar a estruturação dessa rede é um compromisso que não está só no PMEA, mas também está no Plano de Ação em Governo Aberto. E a ideia é que a gente consiga fazer isso na primeira Conferência Municipal de Educação Ambiental, que está prevista para setembro do ano que vem — combinamos aqui o prazo com a equipe da CGC, para a gente potencializar a participação dos conselheiros, tanto os conselheiros do CADES quanto os conselheiros de parques.
que, no tema de gestão de resíduos, a educação ambiental é um pilar fundamental, necessário, super importante. Então o PMEA vai entrar na temática de resíduos — até porque a gente já tinha um plano de gestão integrada de resíduos que previa educação ambiental, e porque a gente está num processo de revisão desse plano integrado de gestão de resíduos. Então eu realmente acredito que vai melhorar a nossa comunicação com a população na temática de resíduos, a partir desse movimento da Comissão de Gestão Integrada de Resíduos.
PMEA e o trabalho de educação ambiental nas empresas da cidade de São Paulo.
E qual era a outra pergunta? Era empresa e sociedade civil. Acho que a gente tem tentado fortalecer — eu tenho tentado fortalecer muito — abrindo a UMAPAZ para que as organizações da sociedade civil possam ocupar o espaço da UMAPAZ. Então a gente tem liberado o uso das salas para essas organizações da sociedade civil, para que elas possam se reunir ou promover ações de educação ambiental. Porque, se a gente está falando de organizações que não têm interesse de lucro, que têm interesse em fomentar o trabalho de educação ambiental, por que não a gente estar mais próximo, no sentido até de dar os meios necessários para o desenvolvimento das atividades? Então, vocês da sociedade civil, ocupem os espaços da UMAPAZ — não só na UMAPAZ do Ibirapuera, mas em todas as suas unidades. É espaço de vocês.
Então, prevista para setembro, a ideia é que seja realmente uma conferência para e pela sociedade civil. Por isso, para mim, é tão importante trazer isso para vocês. O mais importante é: preciso de vocês, sociedade civil, nos ajudando a pensar como vai funcionar essa conferência. Vai ser um dia só? Vão ser dois dias? Vai ser um final de semana? Como a gente vai se preparar para esse momento de troca e discussão, para que ele seja o mais proveitoso possível? Era isso que eu tinha para compartilhar com vocês. Obrigada. Fico aberta a sugestões, para que a gente consiga construir os próximos passos juntos. Obrigada.
Acho que o que dói mais é que tem tanta informação, tem tanta gente fazendo tanta coisa legal, e a informação não chega nas pessoas. Ela está fragmentada. Cada secretaria está fazendo sozinha, sem conversar com a outra. Então tem pátio de compostagem, mas às vezes nem os órgãos públicos sabem que tem pátio de compostagem em que você pode ir lá retirar o composto. Aí tem o Sampa+Rural fazendo horta, mas às vezes a pessoa está no Sampa+Rural e não sabe que a Prefeitura tem o pátio de compostagem de onde ela pode tirar o composto, e não sabe que tem curso de horta na UMAPAZ, que ela pode fazer para implementar a horta na comunidade dela, na casa dela, no bairro dela, com o composto do pátio de compostagem. Sabe? É muita informação e, ao mesmo tempo, ela não chega nas pessoas. Mas eu realmente acredito que a Comissão Integrada de Gestão de Resíduos Sólidos, por meio do trabalho de integração das secretarias, vai melhorar a comunicação da Prefeitura com a população nessa temática. Eu realmente acredito nisso.
LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): Pode falar. Flavio.
FLAVIO LUIS JARDIM VITAL: Boa tarde, pessoal. Já é boa tarde. Parabéns pela apresentação. O que eu tinha notado aqui — eu ia te fazer uma pergunta parecida com a de outro plano também, é mais uma curiosidade —: se o município tem alguma norma sobre como elaborar o plano, para que a gente consiga planos mais uniformes, para que os agentes que forem fazer a consolidação já consigam perceber onde apresentar, onde pegar informação, para conseguir fazer as ações. As ações são baseadas nos planos, e essa consolidação ficaria sendo uma coisa mais fácil. Mas não vou direcionar essa pergunta; na verdade, é uma curiosidade, porque pelo jeito não tem.
LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): E já fica aqui o convite para o CADES Municipal também participar da primeira conferência, né, Gabriela? Não só os conselheiros de parques e os gestores de parques. [...] Tem mãos levantadas já.
GABRIELA PINHEIRO LIMA CHABBOUH: Então vamos lá: Ana, do CADES M’Boi Mirim.ANA MARIA RODRIGUES: Oi, bom dia a todos. É a Gabi? Parabéns pelo que você passou aí. A minha única dúvida, Gabi, é quanto a essas ações que você colocou, quando elas são colocadas em prática. É muito difícil. Você falou que quer colocar uma rede, falou do PAVS — a gente trabalha muito com o PAVS aqui nessas ações. Mas, para essas ações darem certo, a gente tem que ter a interlocução. Que nem quando a gente vai fazer ações aqui de revitalização, para incentivar as pessoas a cuidarem dos espaços: é muito difícil a gente ter a comunicação com os serviços. Então, é ter essa comunicação do PAVS com a empresa, para que a gente consiga colocar isso em prática — não só passar a informação, mas sim fazer acontecer. Então isso também é muito importante.
LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): Na parte presencial, a Ludmila, da SECLIMA, por favor.
O que eu queria comentar com você é, das ações: como é que você vê essa questão de demonstração dos impactos? Porque a gente tem muito indicador — por exemplo, indicador de quantidade de pessoas que foram mobilizadas —, mas a gente não consegue identificar se essa mobilização trouxe um resultado mais efetivo. Por exemplo: as pessoas sabem da necessidade da reciclagem, foram mobilizadas, mas efetivamente estão reciclando mais? Porque, em essência, é isso que se quer, através das pessoas ou não: que tenha uma reciclagem melhor. Qual o nível de dificuldade que você percebeu, quando elaborou o plano, em conseguir trazer tanto a questão dos impactos quanto a questão da demonstração financeira? Como é que eu tenho os recursos financeiros — estou dizendo recursos gerais —, como é que eu posso demonstrar que eu tenho recursos para implementar isso? Tem a questão da transparência. Essas duas vertentes: quais foram as dificuldades que você enfrentou?
LUDMILA MELLO DE AMORIM (SECLIMA):Parabéns pelo trabalho também. Dá trabalho, mas o resultado é muito bom. Muito obrigada, porque eu achei muito interessante que, nas estratégias dos objetivos, consideraram atores externos, não só a competência municipal. Eu me pergunto mais no sentido de se já teve algum diálogo com instituições externas que se relacionam com cada um desses objetivos — tanto outros níveis de governo, se vocês já tiveram esse diálogo em relação à implementação do plano, e também da parte da sociedade —, se teve também esse diálogo com outros atores externos, como escolas privadas, ou até mesmo outras instituições que atuam na área de educação ambiental e não fazem parte da Prefeitura.
Eu senti falta de uma coisa: um dos maiores problemas aqui da periferia são as benditas caçambas. A gente tem uma dificuldade imensa de fazer essa comunicação: para que servem, o que colocar. Você vê que, em todo lugar onde você tem essas caçambas, você tem aquele amontoado de lixo, aquela desova, aquele descarte de materiais que não eram para estar ali — resíduos de madeira, resíduos que não são para aquilo. Então, a gente tem essa dificuldade de passar essa informação, e eu sinto muita falta de ter isso, sabe? Para a comunicação com as pessoas. Porque não adianta a gente ficar falando quando você não tem, da própria Prefeitura, uma comunicação sobre isso — para que serve —, e passar isso para essa rede de comunicação. Porque, muitas vezes, até eles têm dificuldade de poder passar essa informação para a população. Então é mais isso a minha fala. Obrigada.
GABRIELA PINHEIRO LIMA CHABBOUH:Lud, estamos nesse super mega desafio de furar a bolha do setor público. A gente conseguiu, nesse processo, firmar uma parceria com a SEMIL. Então a gente tem uma parceria para educação ambiental com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, o que já foi um ganho no âmbito do plano de educação ambiental. A gente conseguiu firmar uma parceria internacional com a UNITAR, que é um braço da ONU, e essa parceria internacional tem como objetivo usar — no bom sentido — o nome da ONU para engajar a iniciativa privada em ações de educação ambiental. Ainda não saiu do papel, no sentido de que a gente fez uma formação em parceria com a UNITAR, que se chama Capacetes Verdes, lá na UMAPAZ do Carmo, na zona leste, voltada para preparar as pessoas para reagirem à emergência climática, mas a gente ainda não chegou na iniciativa privada, que foi o objetivo de firmar essa parceria internacional. Então, com outras esferas, estamos aí na parceria com o estado; com a iniciativa privada, estamos nessa missão de usar o trabalho da UNITAR para fazer chegar o
GABRIELA PINHEIRO LIMA CHABBOUH:Flavio, 100% de dificuldade em mensuração do impacto. O plano não mensura impacto. Essa é uma discussão super relevante para a educação ambiental, e a gente não mensura impacto; a gente mensura o nosso esforço. Os indicadores são indicadores de esforço. Então eu tenho como dizer quantas pessoas passaram pela formação na UMAPAZ; eu não tenho como dizer quantas pessoas mudaram o seu comportamento em função de terem passado por essa formação na UMAPAZ. A gente não mensura essa mudança de comportamento, que é o que a gente gostaria de ver. A gente espera que, aumentando as formações na temática de gestão de resíduos, as pessoas passem a direcionar corretamente os resíduos e que, com isso, em algum momento, a gente melhore os indicadores de reciclagem na cidade de São
GABRIELA PINHEIRO LIMA CHABBOUH:Ana, super importante a sua fala, porque a temática de resíduos é uma das temáticas que mais aparecem no diagnóstico do Plano de Educação Ambiental. Então é um tema muito importante. E a Comissão de Gestão de Resíduos da cidade de São Paulo previu a criação específica de um grupo de trabalho para educação ambiental, porque a gente entende
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