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Diário Oficial da União · 24/02/2023 · pág. 161

DOU 24/02/2023 - Diário Oficial da União - Brasil

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05302023022400161 161 Nº 38, sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023 ISSN 1677-7069 Seção 3 BANCO COOPERATIVO SICOOB S/A - BANCO SICOOB E EMPRESAS COlIgAdAS CNPJ: 02.038.232/0001-64 SIg - Qd 6 - lOTE 2080 - BRASílIA - dF Composição dos órgãos da Administração do Banco Sicoob Conselho de Administração Miguel Ferreira de Oliveira - Presidente Rui Schneider da Silva - Vice-Presidente Aifa Naomi Uehara de Paula Bento Venturim Clidenor Gomes Filho Felipe Magalhães Bastos Hudson Tabajara Camilli Ivan Capra Ivo Azevedo de Brito João Batista Bartoli de Noronha José Evaldo Campos Luiz Antônio Ferreira de Araújo Luiz Gonzaga Viana Lage Marcelo Baiocchi Carneiro Marcelo Martins Wilson Geraldo Cavina Diretoria Marco Aurélio Borges de Almada Abreu - Diretor-presidente Antônio Cândido Vilaça Junior - Diretor Ênio Meinen - Diretor Fernando Vicente Netto - Diretor Francisco Silvio Reposse Junior - Diretor Marcos Vinicius Viana Borges - Diretor Rubens Rodrigues Filho - Diretor Contador Primo João Cracco CRC-SP 149.703/O-2 Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis individuais e consolidadas e o relatório do auditor A administração da Instituição é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração. Nossa opinião sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis individuais e consolidadas, nossa res- ponsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações contábeis ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito. Porque é um PAA

Provisões para perdas esperadas associadas ao risco de crédito (Notas 3(h) e 9) A estimativa das provisões para perdas espe- radas associadas ao risco de crédito envolve julgamento por parte da Administração. As provisões para perdas esperadas asso- ciadas ao risco de crédito são constituídas levando-se em consideração as normas regu- lamentares do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (Bacen), notadamente a Resolução CMN nº 2.682, e é fundamentada nas análises das operações de crédito em aberto. Dessa forma, essa área se manteve como foco em nossa auditoria.

Provisões para passivos contingentes (Notas 3(q) e 19)

O Banco Sicoob e suas controladas são parte em processos judiciais e administrativos de natureza tributária, trabalhista, cível, decor- rente do curso normal de suas atividades. Normalmente os referidos processos são encerrados após um longo tempo e envolvem não só discussões acerca do mérito, mas também aspectos processuais complexos, de acordo com a legislação vigente. A decisão de reconhecimento de um passivo contingente e as bases de mensuração con- sideram exercício de julgamento feito pela Administração o qual é reavaliado periodi- camente, inclusive quando da elaboração das demonstrações contábeis, considerando novos eventos ocorridos. Nessas circunstân- cias, essa área mantém-se como foco em nossa auditoria. Ambiente de tecnologia da informação O Banco Sicoob tem um ambiente de negócio altamente dependente da tecnologia reque- rendo uma infraestrutura complexa para suportar o elevado número de transações processadas diariamente em seus diversos sistemas. Os riscos inerentes à tecnologia da informa- ção, associado aos processos e controles que suportam o processamento dos sistemas de tecnologia, considerando os sistemas legados e os ambientes de tecnologia existentes, podem, eventualmente, ocasionar proces- samento incorreto de informações críticas, inclusive aquelas utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis. Por essa razão, essa permanece uma área de foco em nossa auditoria. Como o assunto foi conduzido em nossa auditoria Atualizamos nosso entendimento e reali- zamos testes sobre os controles internos relevantes na apuração e reconhecimento das provisões para perdas esperadas associadas ao risco de crédito, contemplando substan- cialmente os seguintes principais processos: (i) aprovação da política de crédito; (ii) análise de crédito; (iii) concessão de crédito e ope- rações renegociadas; (iv) atribuição de rating considerando o risco do valor recuperável das operações; (v) processamento e contabi- lização das provisões; (vi) reconciliação dos saldos contábeis com a posição analítica; e (vii) elaboração das notas explicativas. Efetuamos testes a fim de observar a in- tegridade da base de dados utilizada para cálculo das provisões para perdas esperadas associadas ao risco de crédito, além de testes para observar a aplicação da metodologia de cálculo dessa provisão em relação aos ratings atribuídos, as premissas adotadas, bem como confronto dos saldos contábeis com os rela- tórios analíticos. Consideramos que os critérios e premissas adotados pela Administração para a apuração e registro contábil das provisões para perdas esperadas associadas ao risco de crédito são razoáveis em todos os aspectos relevantes no contexto das demonstrações contábeis. Nossos procedimentos de auditoria conside- raram, entre outros, a atualização de nosso entendimento e testes relacionados a identifi- cação e constituição de passivos contingentes e as divulgações em notas explicativas. Adicionalmente, efetuamos procedimentos de confirmação com os escritórios de advo- cacia que patrocinam os processos judiciais e administrativos para confirmar a avaliação do prognóstico, inclusive considerando os novos eventos ocorridos no exercício, a to- talidade das informações e o valor correto das provisões. Consideramos que os critérios e premissas adotados pela Administração para a apura- ção e registro contábil das provisões para contingências passivas são razoáveis em todos os aspectos relevantes no contexto das demonstrações contábeis. Com o auxílio de nossos especialistas, atuali- zamos nossa avaliação do desenho e realiza- mos testes quanto a efetividade operacional dos controles internos relacionados à gestão do ambiente de tecnologia da informação. Os procedimentos executados envolveram a combinação de testes de controles sobre processos-chaves relacionados à segurança da informação, desenvolvimento e manuten- ção de sistemas e operação de computadores relacionados com a infraestrutura que supor- ta o negócio da Instituição. Com o resultado desses trabalhos, considera- mos que os processos e controles do ambien- te de tecnologia nos proporcionam uma base razoável para determinarmos a natureza, pe- ríodo e extensão de nossos procedimentos de auditoria sobre as demonstrações contábeis. Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações contábeis indivi- duais e consolidadas A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação das de- monstrações contábeis individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (Bacen), e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstra- ções contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações contábeis individuais e consolidadas, a administração é res- ponsável pela avaliação da capacidade de a Instituição continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis, a não ser que a administração pretenda liquidar a Instituição ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança da Instituição e suas controladas são aqueles com responsabi- lidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis individuais e con- solidadas Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações contábeis. Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: • Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou represen- tações falsas intencionais. • Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expres- sarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Instituição e suas controladas. • Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração. • Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capaci- dade de continuidade operacional da Instituição. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Instituição a não mais se manter em continuidade operacional. • Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis individuais e consolidadas, inclusive as divulgações e se essas demonstrações contábeis representam as corres- pondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada. • Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance e da época dos trabalhos de auditoria planejados e das constatações significativas de auditoria, inclusive as deficiências significativas nos controles internos que, eventualmente, tenham sido identificadas durante nossos trabalhos. Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determi- namos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações contábeis do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de audito- ria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as conse- quências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público. Brasília, 15 de fevereiro de 2023 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes Ltda Carlos Augusto da Silva CRC 2SP000160/O-5 Contador CRC 1SP197007/O-2