DOU 25/09/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
Seção 1
Nº 183, segunda-feira, 25 de setembro de 2023
ISSN 1677-7042
- o Oficial de Quarto, Observadores e Operadores Radar devem possuir um diagrama da carta náutica para auxiliá-los, entre outras coisas, na identificação dos pontos marcados. Tal croqui deve ser uma réplica da carta utilizada, contendo as informações necessárias para cada uma daquelas funções. Qualidade da Posição
Os procedimentos para a navegação, durante a aproximação ao ponto de fundeio, são os mesmos para a navegação em águas restritas, exceto os mencionados abaixo:
- quando o navio entrar no círculo de 1000 jardas de distância do ponto de fundeio, o Navegador deve passar a obter posições, pelo menos, a cada minuto; e - no instante em que for dada a ordem de largar o ferro, deve ser obtida uma posição e marcada a proa do navio, a fim de se conhecer o exato ponto onde o ferro foi largado (ponto de fundeio real).
A fim de possibilitar ao Comandante e ao Oficial de Quarto saber se está sendo realizada uma navegação segura, toda vez que forem transmitidas as informações padrões, para ambos, deve ser informada a qualidade das posições. Deve-se atribuir a seguinte qualidade para as posições:
- boa - quando, pelo menos, três LDP cruzam em um ponto e cujo erro é menor do que 50 jardas; e - satisfatória - quando, pelo menos, três LDP se cruzam em um ponto, mas cujo erro é maior do que 50 jardas; contudo, o Navegador considera a posição razoável. Quando são obtidas somente duas linhas de posição, a posição não deve ser considerada.
Não se pode especificar as velocidades a serem utilizadas na aproximação para o fundeio, tendo em vista que cada navio possui características diferentes e que as velocidades são funções das condições ambientais (vento e corrente). De uma maneira geral, contudo, os navios devem estar com velocidade de 5 nós a 1000 jardas, parar máquinas a 200 jardas e dar máquinas atrás a 100 jardas do ponto de fundeio.
Pode haver situações em que o Navegador não consiga obter posição; neste caso, deve ser informado: NAVEGAÇÃO SEM POSIÇÃO. Quando não for obtida posição, deve ser plotada a posição estimada para
Ações após o FundeioApós o término da faina de fundeio, o Navegador deve traçar o círculo de giro do navio, para verificar se o navio fundeou em águas seguras e o círculo de giro do passadiço, para permitir analisar se o navio está garrando. Além disso, deve marcar, na superfície da VRC da repetidora radar, o contorno da costa, com lápis cera, a fim de servir como auxílio a esta análise.
aquele instante.
Caso o Navegador informe estar sem posição, devem ser paradas as máquinas e, caso necessário, fundear o navio. Informações transmitidas pelo Navegador ao Comandante
Quando o navio estiver navegando em águas restritas, o Navegador deve passar as seguintes informações para o Comandante, assim que for obtida uma posição: A - qualidade da posição obtida; B - hora; C - navio dentro ou fora do canal (margem esquerda/direita)__jardas; D - navegação sugere rumo __; E - _ jardas para a próxima guinada; F - às navegação sugere rumo ___; G - perigo mais próximo __ (nome, marcação e distância); H - ecobatímetro indica __, de acordo/em desacordo com a carta; e I - corrente ___. Exemplo: A - baseado em uma boa posição; B - às 1302 (ou no minuto 02); C - navio fora do canal junto à margem direita 50 jardas; D - navegação sugere rumo 355; E - 500 jardas para a próxima guinada; F - às 1316 (ou minuto 16) navegação sugere rumo 010; G - perigo mais próximo casco soçobrado pela bochecha de BE, 800 jardas; H - ecobatímetro indica 25 metros, de acordo com a carta; e I - corrente no rumo 340, velocidade 1 nó. 2.4. FUNDEIO
A Equipe de Navegação deve determinar uma posição precisa com, pelo menos, quatro LDP, para permitir, posteriormente, ao Oficial de Quarto verificar se o navio está garrando.
Além do mencionado anteriormente, deve ser verificado o erro do fundeio, para permitir uma avaliação do fundeio realizado. Deve ser considerada a seguinte tabela, no tocante à avaliação da precisão do fundeio, para navios menores do que 600 pés:
Fundeio de precisão é a manobra realizada com a finalidade de largar o ferro (ancorar) o navio em um ponto predeterminado com o mínimo de erro, no instante determinado. Como o navio se aproximando para realizar fundeio está realizando navegação em águas restritas, todas as regras que se aplicam a este tipo de navegação devem ser adotadas na aproximação ao fundeio, exceto quando dito em contrário. Muitas vezes, a área destinada para o fundeio é limitada e muito congestionada, exigindo que cada navio ocupe uma posição precisa de modo a permitir, a um maior número de navios, a utilização do fundeadouro, de maneira segura. Preparação para o Fundeio Muitos aspectos devem ser observados antes do fundeio. Dentre estes, os principais são:
principais são:
- área disponível para a manobra devido à conformação da costa e relevo
submarino;
- existência de pontos notáveis (atenção especial deve ser dada se o
suspender/fundear for realizado à noite);
- efeitos de corrente e/ou maré esperados;
- efeitos do vento;
- existência de áreas proibidas ou inconvenientes para o fundeio (cabos
submarinos, oleodutos, meio de canal, etc.);
- baseado no seu conhecimento sobre a Equipe de Navegação, o Navegador
deve estimar qual é o tempo de atraso e informar ao Comandante;
- escolha de ponto alternativo para o fundeio, tendo em vista a possibilidade
do ponto escolhido estar ocupado;
- tença;
- se for prevista a movimentação de lanchas do navio para terra, o ponto de
fundeio escolhido deve estar o mais próximo possível do local de atracação das
lanchas;
- se o ponto de fundeio for escolhido por autoridade superior e o Navegador,
após analisar os fatores a serem considerados na sua seleção, julgar que a posição não
é segura para o fundeio, deve sugerir ao Comandante que solicite novo ponto;
- a partir da linha de perigo, construir uma série de arcos de raios iguais ao
comprimento do navio mais o filame a ser utilizado. A área externa a esses arcos será,
então, uma área segura na qual pode-se fundear;
- transmitir, com a antecedência necessária, as informações de tença,
profundidade, filame e hora prevista do fundeio ao Mestre e ao Encarregado do Convés;
e
- traçar o círculo de giro do navio em torno do ponto de fundeio, amarrando
os limites do círculo a pontos notáveis por meio de marcações (peloro) e distância radar
e verificar se passa sobre o círculo de giro de outros navios. Para tal, o Navegador deve
conhecer o ponto de fundeio dos outros navios, bem como o filame utilizado por eles.
Para facilitar a verificação da posição do navio, pode-se confeccionar uma tabela com os
valores esperados de marcação e distância dos pontos escolhidos.
Uma vez escolhido o ponto de fundeio, passa-se ao traçado da derrota, na
carta náutica.
Neste traçado, deve-se:
- traçar o rumo final com um ponto notável pela proa ou pela popa e de
modo que haja outro ponto notável próximo ao través, quando o navio alcançar o ponto
de fundeio;
- definir os pontos notáveis a serem utilizados;
- traçar o círculo de largar o ferro;
- traçar círculos concêntricos, a partir do círculo de largar o ferro, de modo
a poder, a qualquer instante, monitorar a distância que falta navegar até o ponto de
fundeio. Estes círculos devem ser traçados a cada 100 jardas, até a distância de 1000
jardas, e, então, a 1200, 1500 e 2000 jardas;
- a partir do ponto de fundeio, traçar linhas de marcação a cada 10º, a partir
da direção da aproximação. Estas linhas e arcos permitem ao Navegador fazer sugestões
sem interferir nas posições que estão sendo plotadas;
- escolher as velocidades e os ângulos de leme a serem utilizados nos
diversos trechos da derrota; e
- traçar a marcação para largar o ferro, em relação a um ponto notável e,
a partir deste mesmo ponto, traçar marcações para as distâncias de 300, 200 e 100
jardas do ponto de fundeio.
Na navegação paralela indexada deve-se indicar as distâncias correspondentes
ao círculo de largar o ferro e demais círculos concêntricos citados anteriormente.
O comprimento da derrota sobre o rumo final varia de acordo com o
tamanho do navio, mas não deve ser menor que 600-1000 jardas. Quanto maior for esta
distância, maiores serão as chances de se realizar um bom fundeio.
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