DOU 29/12/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 247, sexta-feira, 29 de dezembro de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
Uma mão de luva.
4. Modelo de certificação
4.1 A certificação de luvas cirúrgicas e luvas para procedimentos não cirúrgicos deve ser realizada nos modelos de certificação 1b ou 5, definidos no RGCEPI, de acordo com a opção do
fabricante ou importador do EPI.
4.1.1 Independente do modelo de certificação escolhido, é vedada a importação a granel.
5. Disposições complementares para o processo de certificação de luvas cirúrgicas e luvas para procedimentos não cirúrgicos
5.1 Avaliação inicial
5.1.1 Aplicam-se à avaliação inicial para a certificação de luvas cirúrgicas e luvas para procedimentos não cirúrgicos os procedimentos estabelecidos no RGCEPI, acrescidos das
especificidades definidas neste item.
5.1.2 Documentação
Modelo de certificação 5
5.1.2.1 Além das informações constantes no RGCEPI, a solicitação para certificação de luvas cirúrgicas e luvas para procedimentos não cirúrgicos a ser apresentada pelo fabricante ou
importador do EPI ao OCP, deve conter:
a) denominação e características do produto; e
b) modelo da embalagem com os respectivos dizeres de rotulagem e instruções de uso.
Modelo de certificação 1b.
5.1.2.2 A documentação para a avaliação inicial do modelo de certificação 1b deve seguir o definido no subitem 5.1.2.1 deste Anexo, acrescida das especificidades definidas neste
subitem.
5.1.2.2.1 Identificação do modelo de produto a que se refere o lote a ser certificado.
5.1.2.2.2 No caso da importação de lote fracionado, a coleta de amostras e a certificação somente devem ser realizadas após o recebimento de todas as frações constituinte do lote.
5.1.3 Avaliação inicial do SGQ e do processo produtivo
5.1.3.1 Os critérios de avaliação inicial do SGQ devem seguir conforme descrito no RGCEPI, devendo ser avaliados os seguintes requisitos:
a) controle de documentos;
b) controle de registros;
c) comunicação;
d) processo de aquisição;
e) verificação do produto adquirido;
f) controle de produção e fornecimento de serviço;
g) identificação;
h) rastreabilidade;
i) preservação do produto;
j) controle de equipamento de monitoramento e medição;
k) realimentação (feedback);
l) monitoramento e medição de produto;
m) controle de produto não conforme;
n) ação corretiva;
o) ação preventiva.
5.1.4 Ensaios iniciais
5.1.4.1 Definição dos ensaios a serem realizados
Normas internacionais (ISO)
5.1.4.1.1 Os ensaios de avaliação inicial a serem realizados segundo norma internacional (ISO), nos modelos de certificação 1b e 5, são os relacionados na Tabela 1.
5.1.4.1.1.1 Nas amostras coletadas pelo OCP, os ensaios devem ser realizados de acordo com a ABNT NBR ISO 11193-1, ABNT NBR ISO 10282, ABNT NBR ISO 11193-2, ABNT NBR ISO 37 e
Apêndice 1 (Metodologia de Ensaio Microbiológicos).
5.1.4.1.1.2 Os requisitos de embalagem e de rotulagem devem estar de acordo com o estabelecido na ABNT NBR ISO 10282, ABNT NBR ISO 11193-1, ABNT NBR ISO 11193-2 e no
Apêndice 2.
Tabela 1 – Requisitos a serem avaliados em luvas cirúrgicas e de procedimentos não cirúrgicos segundo as normas internacionais (ISO)
Luvas cirúrgicas e luvas para procedimentos não cirúrgicos
Ensaios
Base normativa
Luvas cirúrgicas
Luvas para procedimentos não cirúrgicos
Luvas para procedimentos não cirúrgicos de
policloreto de vinila
Dimensões físicas (comprimento,
largura e espessura)
ABNT NBR ISO 10282
ABNT NBR ISO 11193-1
ABNT NBR ISO 11193-2
Mecânicos (antes e após o
envelhecimento
ABNT NBR ISO 10282
ABNT NBR ISO 11193-1
ABNT NBR ISO 11193-2
Impermeabilidade
ABNT NBR ISO 10282
ABNT NBR ISO 11193-1
ABNT NBR ISO 11193-2
Microbiológicos
Apêndice 1 - Requisitos microbiológicos e metodologia de ensaio
Verificação da embalagem e rotulagem
ABNT NBR ISO 10282, ABNT NBR ISO 11193-1, ABNT NBR ISO 11193-2
Apêndice 2 - Requisitos de rotulagem para embalagem
Normas estrangeiras (ASTM) 5.1.4.1.2 Os ensaios de avaliação inicial a serem realizados segundo norma estrangeira (ASTM), nos modelos de certificação 1b e 5, são os relacionados na Tabela 2.