DOU 08/01/2024 - Diário Oficial da União - Brasil
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Utilizada em substituição da morfina, como calmante. 6) Di-hidrocodeína (DCI), hidrocodona (DCI) (di-hidrocodeinona) e oxicodona (DCI) (di-hidroidroxicodeinona). 7) Narceína. Alcaloide secundário do ópio. Cristais. Utiliza-se como hipnótico ou analgésico. 8) Noscapina (DCI) (narcotina). Alcaloide secundário do ópio. Cristais. Menos ativa que a morfina e pouco tóxica. 9) Cotarnina e hidrocotarnina, derivadas da narcotina. 10) Papaverina. Alcaloide secundário do ópio. Cristais. Tem ação narcótica e sedativa, mas menos intensa do que a da morfina. 11) Cloridrato de etaverina (DCIM) (cloridrato de 1-(3,4-dietoxibenzil)-6,7-dietoxiisoquinoleína). 12) Tebaína. Alcaloide secundário do ópio. Cristais inodoros. Muito tóxico. 13) Concentrados de palha de dormideira (papoula). Mistura natural de alcaloides obtida a partir de partes da planta da dormideira (papoula) (Papaver somniferum), por extração seguida de uma purificação, que contenha pelo menos 50 %, em peso, de alcaloides. Os derivados dos alcaloides do ópio classificam-se nesta posição, desde que apresentem a estrutura da morfina de ponte epoxi, hidrogenada ou não. B.- ALCALOIDES DA QUINA E SEUS DERIVADOS; SAIS DESTES PRODUTOS 1) Quinina. Alcaloide que se encontra na casca de diversas espécies do gênero Cinchona e especialmente na Cinchona officinalis, na Cinchona calisaya ou na Cinchona succirubra. Pó branco, cristalino. A quinina e seus sais têm ação paralisante sobre o protoplasma dos protozoários que se encontram no sangue. É por isso que se emprega principalmente como antipirético (febrífugo) e antimalárico (antipalúdico). 2) Quinidina. Alcaloide existente na casca de plantas do gênero Cinchona. Cristais. Extrai-se das águas-mães do sulfato de quinina. 3) Cinchonina. Depois da quinina, é o alcaloide mais importante contido nas cascas de diversas espécies de Cinchona. Cristais. 4) Cinchonidina. Também se encontra na casca de diversas espécies de Cinchona. Cristais. 5) Tanato de quinina. C.- CAFEÍNA E SEUS SAIS Extraem-se do café ou de diversas plantas do gênero Thea, do mate, da noz-de-cola, etc. Também se produzem por síntese. Cristais sedosos. Utilizadas em medicina. D.- ALCALOIDES DA ÉFEDRA E SEUS DERIVADOS; SAIS DESTES PRODUTOS Os alcaloides da éfedra compreendem os alcaloides que se encontram nas espécies da éfedra ou obtidos por síntese. 1) Efedrina. Encontra-se na Ephedra vulgaris. Também se pode obter por síntese. Cristais incolores. Utiliza-se em medicina. 2) Pseudoefedrina (DCI). 3) Catina (DCI) (norpseudoefedrina). 4) Norefedrina. 5) Metilefedrina. 6) Metilpseudoefedrina. 7) Derivados dos alcaloides da éfedra, por exemplo, levometanfetamina, metanfetamina (DCI), racemato de metanfetamina, etafedrina (DCI). E.- TEOFILINA E AMINOFILINA (TEOFILINA-ETILENODIAMINA) E SEUS DERIVADOS; SAIS DESTES PRODUTOS Teofilina. Encontra-se no chá, mas também se pode obter por síntese. Cristais. Utiliza-se como diurético. A aminofilina (teofilina-etilenodiamina) é diurética. F.- ALCALOIDE DA CRAVAGEM DO CENTEIO (CENTEIO-ESPIGADO) E SEUS DERIVADOS; SAIS DESTES PRODUTOS 1) Ergometrina (DCI) (9,10-dideídro-N-[(S)-2-hidroxi-1-metiletil]-6-metilergolina-8β-carboxamida) (ergonovina). Cristais tetraédricos ou sob a forma de agulhas finas. Utilizada como oxitócico e como precursor na fabricação da lisérgida (DCI) (ver a lista dos precursores que se encontram no fim do Capítulo 29). Um derivado importante é o maleato de ergometrina; é também conhecido como maleato de ergonovina. 2) Ergotamina (DCI) (12’-hidroxi-2’-metil-5’α-(fenilmetil)ergotaman-3’,6’,18-triona). Utilizada como vasoconstritor e como precursor na fabricação da lisérgida (DCI) (ver a lista dos precursores que se encontra no fim do Capítulo 29). Os seus principais derivados incluem o succinato de ergotamina e o tartarato de ergotamina. 3) Ácido lisérgico (ácido 9,10-dideídro-6-metilergolina-8-carboxílico). Obtido a partir da hidrólise alcalina dos alcaloides da cravagem do centeio (centeio-espigado). Também fabricado a partir do Claviceps paspali. Os seus cristais apresentam-se sob a forma de plaquetas hexagonais ou de escamas. Utilizado como psicomimético e como precursor na fabricação da lisérgida (DCI) (ver a lista dos precursores que se encontra no fim do Capítulo 29). 4) Outros alcaloides da cravagem do centeio (centeio-espigado) (por exemplo, ergosina, ergocristina, ergocriptina, ergocornina metilergometrina). G.- NICOTINA E SEUS SAIS Nicotina*. Alcaloide que se encontra na folha do tabaco. Também se pode obter por síntese. Líquido incolor, que se torna castanho em contato com o ar, de cheiro característico e penetrante. É uma base forte, tóxica. Forma sais cristalinos. Utiliza-se vantajosamente no combate contra os parasitas das plantas. H.- OUTROS ALCALOIDES DE ORIGEM VEGETAL, SEUS DERIVADOS E SEUS SAIS 1) Arecolina. Alcaloide que se encontra na noz-de-areca (noz de bétele). 2) Aconitina. Veneno dos mais violentos. Extrai-se das raízes secas do Aconitus napellus. Sedativo poderoso. 3) Fisostigmina (eserina). Alcaloide contido nas sementes das favas-de-calabar. Cristais incolores, que, em contato com o ar, tornam-se amarelo-avermelhados. Utilizado em medicina. 4) Pilocarpina. Principal alcaloide do Pilocarpus jaborandi. Massa incolor, que se acastanha em contato com o ar. A pilocarpina e seus sais têm aplicações medicinais, como estimulantes do suor e da salivação, e em oftalmologia; também se utiliza na fabricação de loções contra a queda do cabelo. 5) Esparteína. Alcaloide que se encontra nas giestas. Líquido incolor. O sulfato de esparteína tem aplicações medicinais como tônico cardíaco. 6) Atropina. Encontra-se principalmente na Datura stramonium. Também se obtém por síntese. Cristaliza-se em pequenas agulhas brilhantes. É um veneno violento. Produz a dilatação da pupila dos olhos. 7) Homatropina. Cristais incolores. Tem a mesma ação química e fisiológica que a atropina. 8) Hiosciamina. Principal alcaloide encontrado na Atropa belladona e em muitas plantas do gênero Hyoscyamus. Cristais incolores. Ação fortemente tóxica. Os seus sais (por exemplo, o sulfato e o bromidrato) têm aplicações em medicina. 9) Escopolamina (hioscina). Encontra-se em muitas plantas do gênero Datura. Líquido xaroposo ou cristais incolores. Seus sais (por exemplo, o bromidrato e o sulfato) apresentam-se cristalizados; utiliza-se em medicina.