DOU 08/01/2024 - Diário Oficial da União - Brasil
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Aos colorímetros podem associar-se outros aparelhos para exames ópticos: nefelômetros e turbidímetros (que operam por determinação da turvação das soluções), absorciômetros, fluorímetros (que operam por determinação da fluorescência, muito utilizados na dosagem de vitaminas, alcaloides, etc.), alvímetros e opacímetros (especialmente utilizados para medir a brancura, a opacidade e o brilho, das pastas de papel, do papel, etc.), etc. 8) Os analisadores de gás ou de fumaça (fumo), utilizados para análise de gases combustíveis ou de produtos de combustão (gases queimados) em fornos de coque, gasogênios, altos-fornos, etc. e permitem especialmente determinar o seu teor de dióxido de carbono, monóxido de carbono, oxigênio, hidrogênio, nitrogênio (azoto) ou de hidrocarbonetos para uma condução racional do processo de fabricação. Os analisadores elétricos de gás ou de fumaça (fumo) são utilizados em numerosas indústrias, principalmente para determinar e medir o teor dos seguintes gases: dióxido de carbono, monóxido de carbono, oxigênio, hidrogênio, dióxido de enxofre e amoníaco. Alguns destes aparelhos operam por dosagem volumétrica dos gases queimados ou absorvidos por substâncias químicas apropriadas, tais como: 1º) Os aparelhos de Orsat, que compreendem essencialmente um aspirador de gás, um ou mais tubos de absorção e um tubo de medida. 2º) Os aparelhos de combustão ou de explosão, que são providos, ainda, de um tubo de combustão ou de explosão (tubo capilar de platina, tubo de fio de platina ou de paládio, de centelhas de indução, etc.). Estes tipos de aparelhos podem também apresentar-se combinados. Em outros modelos, opera-se em função da densidade ou por condensação e destilação fracionada, ou ainda empregando os seguintes princípios: 1º) Condutibilidade térmica dos gases. 2º) Efeito calorífico dos gases combustíveis sobre um eletrodo (mistura de óxido de carbono e hidrogênio dos gases de combustão, por exemplo). 3º) Absorção seletiva de raios ultravioleta, visíveis, infravermelhos ou de micro-ondas, pelo gás que se analisa. 4º) Diferença de permeabilidade magnética dos gases. 5º) Reações quimiluminescentes, entre o gás e um componente de um gás auxiliar apropriado. 6º) Ionização de hidrocarbonetos por chama de hidrogênio. 7º) Diferença entre a condutividade de um reagente líquido antes e depois da reação com o gás. 8º) Reação eletroquímica em células de eletrólito líquido ou sólido (em especial, óxido de zircônio para análise de oxigênio). Também se classificam aqui os aparelhos desta espécie de uso industrial, concebidos para emprego “a cuba”, isto é, em ligação direta com os fornos, gasogênios, etc. Excluem-se, todavia, desta posição os analisadores de gás que consistam simplesmente em vidros de laboratório, na acepção da posição 70.17. 9) Os detectores eletrônicos de fumaça (fumo), para fornos, fornalhas, etc., especialmente aqueles em que um feixe de raios de luz (ou infravermelhos) é dirigido sobre uma célula fotoelétrica; quando o feixe atravessa a tela (ecrã*) de fumaça (fumo), produzem-se no circuito da célula fotoelétrica, conforme a maior ou menor densidade desta fumaça (fumo) variações de corrente que acionam um indicador graduado ou um sistema registrador e, em alguns casos, uma válvula de regulação. Estes aparelhos podem apresentar-se providos de um sistema de alarme. Os detectores eletrônicos de fumaça (fumo) providos unicamente de um órgão de alarme incluem-se na posição 85.31. 10) Os grisúmetros e outros aparelhos para detecção de gases (CO, CO2, etc.), nas galerias de minas, túneis, canalizações, etc. 11) Os aparelhos para medir poeiras contidas em gases, que operam fazendo-se passar através de um cartucho filtrante uma determinada quantidade de gás e pesando-se o cartucho antes e depois do ensaio. Pertencem também a este grupo os tindalômetros, aparelhos para medir o teor de poeiras no ar, e também para testar máscaras contra poeiras, filtros, etc.; estes aparelhos compõem-se essencialmente de uma câmara de poeira recoberta de vidro preto, de um dispositivo de iluminação, de uma cabeça fotométrica com dispositivo de medida através de prismas e de um círculo graduado para leitura dos ângulos de rotação. 12) Os analisadores de oxigênio para determinação do oxigênio em dissolução num líquido, por meio de uma célula polarimétrica ou da reação de tálio com o oxigênio dissolvido (medida da variação da condutibilidade eletrolítica). 13) Os analisadores polarográficos, para determinação de componentes de líquidos, por exemplo, traços de metais em dissolução em água, através da medida e determinação da relação corrente/tensão de eletrodos mergulhados no líquido. 14) Os analisadores por via química úmida, para determinar componentes orgânicos ou inorgânicos de líquidos, por exemplo, traços de metais, de fosfatos, de nitratos, de cloretos ou de parâmetros globais, tais como “necessidades químicas de oxigênio” ou “conteúdo total de carbono orgânico”. O analisador compõe-se de um dispositivo de preparação de amostra, de um dispositivo de análise como, por exemplo, eletrodos sensíveis aos íons, de um fotômetro ou de um polarógrafo e, no caso de analisadores automáticos, de um regulador. 15) Os viscosímetros e semelhantes (ixômetros, etc.), aparelhos destinados a determinar a viscosidade, isto é, o atrito interno que caracteriza um líquido. Determina-se esta medida, em geral: 1º) Pelo método do tubo capilar (medida do tempo que o líquido, sob pressão constante, leva para escoar-se) - é o caso dos viscosímetros de Ostwald, de Engler, etc. 2º) Pelo método do atrito entre um sólido e um líquido. 3º) Ou ainda pelo método que consiste em medir o tempo da queda de uma esfera através de um meio líquido. 16) Os polariscópios, para verificação das tensões internas no vidro, resultantes da têmpera, do arrefecimento, da soldadura, etc., que predispõem o vidro à fratura. O aparelho é constituído por uma câmara em que se encontram uma lâmpada elétrica, um difusor de luz, um polarizador e uma ocular, que permitem a observação sob luz polarizada. As tensões manifestam-se sob a forma de brilhos irisados do vidro observado no aparelho. 17) Os dilatômetros, para medida de dilatações ou de contrações de materiais, tais como cerâmica, vidro, aço, ligas metálicas, coque, etc., resultantes das variações de temperatura. Estes aparelhos, na maioria das vezes, são registradores, podendo o registro realizar-se mecanicamente num diagrama ou por fotografia. 18) Os aparelhos para determinação da porosidade ou da permeabilidade (à água, ao ar ou a outros gases, etc.), os aparelhos denominados “porosímetros” ou “permeâmetros” (termo que não deve ser confundido com o que se utiliza para designar também os aparelhos para medir a permeabilidade magnética dos corpos) e empregam-se para examinar papéis, fibras têxteis, tecidos, plástico, couros, areias, etc. 19) Os instrumentos para medir a tensão superficial ou interfacial de líquidos (tensiômetros, balanças tensiométricas, etc.), fenômeno que é geralmente determinado por uma das três grandezas seguintes: peso de uma gota que cai de um tubo capilar (ou número de gotas por um dado volume), altura da ascensão livre do líquido num tubo capilar de diâmetro conhecido, força necessária para fazer desprender-se um anel da superfície de um líquido. 20) Os aparelhos (osmômetros) para determinação da pressão osmótica, isto é, da pressão que se manifesta quando dois líquidos miscíveis são separados por uma membrana permeável, parcial e desigualmente, aos dois líquidos. 21) Os aparelhos para ensaios de óleos minerais ou de seus derivados, bem como de alcatrões, betumes ou asfaltos, tais como os aparelhos para determinação do ponto de inflamabilidade, do ponto de solidificação, do ponto de fluidez, do ponto de gotejamento de gorduras minerais, do ponto de fusão da parafina, do teor de água ou de sedimentos, do teor de enxofre, do resíduo de carbono, da consistência de gorduras ou de alcatrões, do ponto de turvação ou do ponto de congelamento, etc. 22) Os aparelhos medidores de pH e os aparelhos de medida do potencial de oxirredução (medidores de rH), os primeiros destinam-se normalmente a medir a grandeza pela qual se avalia o caráter ácido ou básico de um meio (a água pura representando o meio neutro por excelência) e os segundos são utilizados para medir o poder oxidante ou redutor de uma solução. Estes aparelhos utilizam diversos métodos e o mais utilizado é o eletrométrico, baseado no uso de eletrodos que fornecem uma diferença de potencial proporcional ao pH ou ao rH do meio. Estes aparelhos podem não só servir como medidores, mas também como reguladores. 23) Os aparelhos de eletroforese, baseados na variação da concentração produzida numa solução pela passagem de uma corrente contínua, o que resulta numa migração de substâncias ionizadas, em velocidades diferentes, de acordo com a natureza das substâncias. A maioria destes aparelhos comportam um dispositivo fotométrico que se compõe de uma célula fotoelétrica e de um microamperímetro graduado diretamente em unidades de densidade óptica. Estes instrumentos são utilizados especialmente para análise de diversas soluções (proteínas, aminoácidos, etc.), para exame de substâncias fisiológicas (plasmas, hormônios, enzimas, vírus, etc.) ou para estudo de fenômenos de polimerização.