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Diário Oficial da União · 09/05/2025 · pág. 260

DOU 09/05/2025 - Diário Oficial da União - Brasil

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05302025050900260 260 Nº 86, sexta-feira, 9 de maio de 2025 ISSN 1677-7069 Seção 3 Ineditoriais XILOLITE S/A 3_INED_9_001 3_INED_9_002 3_INED_9_003 CNPJ: 62.477.088/0001-94 XILOLITE S.A. Balanços patrimoniais 31 de dezembro de 2024, 2023 e 2022 (Em milhares de reais (R$), exceto quando mencionado de outra forma) Relatório da Administração Notas 31/12/2024 31/12/2023 01/01/2023 Ativo (Reapresentado) (Reapresentado) Circulante Caixa e equivalente de caixa 7 17.630 7.838 13.615 Contas a receber 8 29.836 24.060 24.859 Estoques 9 30.419 29.476 27.053 Tributos a recuperar 771 3.842 4.804 Outros ativos 1.314 947 585 79.970 66.163 70.916 Não Circulante Outros ativos 9 18 18 Empréstimos a partes relacionadas 10 1.000 - - Imobilizado 11 42.707 41.200 39.299 Intangível 40 40 - 43.756 41.258 39.317 Total do ativo 123.726 107.421 110.233 Notas 31/12/2024 31/12/2023 01/01/2023 Passivo (Reapresentado) (Reapresentado) Circulante Fornecedores 12 9.125 8.001 5.988 Empréstimos e financiamentos 13 17.544 19.430 33.699 Impostos e contribuições a recolher 14 2.706 5.895 3.286 Salários e obrigações sociais 15 4.114 3.570 3.268 Dividendos a pagar 17 3.488 2.131 2.267 Outros passivos 408 511 341 37.385 39.538 48.849 Não Circulante Empréstimos e financiamentos 13 5.519 1.271 3.555 Provisão para perdas com processos judiciais 16 - 2.942 3.212 Impostos e contribuições a recolher 14 3.358 - - 8.877 4.213 6.767 Patrimônio líquido 17 Capital Social 38.286 38.286 38.286 Reserva legal 2.854 1.990 1.407 Reserva de incentivos fiscais 13.244 9.913 7.371 Ajustes de avaliação patrimonial 8.668 8.668 8.668 Reserva de Lucros 14.412 4.813 (1.115) 77.464 63.670 54.617 Total do Passivo e Patrimônio Líquido 123.726 107.421 110.233 Atendendo às disposições legais e estatutárias, a Administração da Xilolite S/A (“Companhia”), submete à apreciação de V.Sas., as demonstrações financeiras da Companhia referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2024. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Demonstrações das mutações do patrimônio líquido - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2024 e 2023 (Em milhares de reais (R$), exceto quando mencionado de outra forma) Capital subscrito Reserva legal Reserva
de lucros Reserva de
incentivos fiscais Ajuste valor patrimonial Lucros (prejuízos) acumulados Total 1º/01/2023 reapresentado 38.286 1.407 - 7.371 8.668 (1.115) 54.617 Lucro líquido do exercício - - - - - 11.184 11.184 Constituição da reserva legal - 583 - - - (583) - Constituição da reserva de incentivos – Lei nº 11.638/07 - - - 2.542 - (2.542) - Dividendos mínimos propostos - - - - - (2.131) (2.131) Constituição de reservas de investimentos - - 4.813 - - (4.813) - 31 de dezembro de 2023 38.286 1.990 4.813 9.913 8.668 - 63.670 Lucro líquido do exercício - - - - - 17.281 17.281 Constituição da reserva legal - 864 - - - (864) - Constituição da reserva de incentivos – Lei nº 11.638/07 - - - 3.331 - (3.331) - Dividendos mínimos propostos - - - - - (3.487) (3.487) Constituição de reservas de investimentos - - 9.599 - - (9.599) - 31 de dezembro de 2024 38.286 2.854 14.412 13.244 8.668 - 77.464 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Notas explicativas às demonstrações financeiras individuais e consolidadas - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2024 e 2023 (Em milhares de Reais (R$), exceto quando mencionado de outra forma) Demonstrações do resultado - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2024 e 2023 (Em milhares de reais (R$), exceto quando mencionado de outra forma) Demonstrações do resultado abrangente - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2024 e 2023 (Em milhares de reais (R$), exceto quando mencionado de outra forma) Demonstrações dos fluxos de caixa - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2024 e 2023 (Em milhares de reais (R$), exceto quando mencionado de outra forma) Notas 2024 2023 Receita operacional líquida 18 155.658 126.604 Custo 19 (81.523) (71.141) Lucro bruto 74.135 55.463 Despesas gerais e administrativas 19 (50.025) (39.646) Outras receitas e despesas líquidas 19 1.217 584 Resultado operacional 25.327 16.401 Despesas financeiras 20 (8.029) (3.996) Receitas financeiras 20 3.973 773 Resultado financeiro (4.056) (3.223) Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 21.271 13.178 Contribuição social (1.877) (1.229) Imposto de renda – Incentivo fiscal 3.331 2.542 Imposto de renda (5.444) (3.307) Imposto de renda e contribuição social 22 (3.990) (1.994) Lucro líquido do exercício 17.281 11.184 Lucro por ação – Básico e diluído R$ 17 0,0314 0,0203 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 2024 2023 Lucro líquido do exercício 17.281 11.184 Outros resultados abrangentes - - Total do resultado abrangente do exercício 17.281 11.184 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 1. Informações gerais. 1.1. Contexto operacional. 1.1.1. Objeto social. Xilolite S.A. (“Compa- nhia”) é sociedade anônima de capital fechado, estabelecida no Brasil com sede na Fazenda Olho d´Água dos Coqueiros, Rodovia BA 148 KM11,5, no bairro de Lagoa Funda, no Município de Bru- mado, no Estado da Bahia e tem por objetivo a pesquisa, exploração, mineração e aproveitamen- to de jazidas minerais no território nacional, a industrialização de produtos minerais, químicos e pisos industriais e a sua comercialização e demais atos compatíveis com exploração de minas, terras, direitos de prospecção, inclusive para empreendimentos interligados e participações em sociedades congêneres. Sua principal atividade tem sido a exploração de talco para fins indus- triais. Seus processos produtivos têm gerado, também, substancial produção de Magnesita. 1.1.2. Implantação ISO 9001:2008. A renovação da certificação do ISO 9001:2015 tem validade até 12 de novembro de 2025. 1.1.3. Incentivo Fiscal. A Companhia goza de incentivo fiscal de IRPJ, e os referidos valores são lançados em resultado e transferidos ao final do exercício, quando pertinente, para Reserva de Incentivos Fiscais no Patrimônio Líquido. 1.2. Apresentação das de- monstrações financeiras. As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, tendo atendido aos conceitos introduzidos pelas Leis nos 11.638/2007 e 11.941/2009, bem como as normas emitidas pela Comissão de Valores Mobiliá- rios CVM. A emissão dessas demonstrações financeiras foi autorizada pela administração da Companhia, em 06 de maio de 2025. Todas as informações relevantes próprias das demonstra- ções financeiras, e somente elas, estão sendo evidenciadas, e correspondem àquelas utilizadas pela Administração na sua gestão. 2. Resumo das políticas contábeis materiais. As políticas con- tábeis materiais aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas a se- guir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios e estão apresentadas em milhares de reais, salvo disposição em contrário. 2.1. Moeda funcional de apresentação. As de- monstrações financeiras são apresentadas em reais (R$), que é a moeda funcional da Companhia. 2.2. Caixa e equivalentes de caixa. Caixa e equivalente de caixa incluem a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo e compõem-se do saldo de caixa, depósitos bancários à vista e aplicações financeiras com liquidez imediata, com prazo de vencimento de até três meses e com resgate em montante sujeito a um insignificante risco de mudança de valor justo. 2.3. Ins- trumentos financeiros - Reconhecimento e mensuração subsequente. Um instrumento finan- ceiro é um contrato que dá origem a um ativo financeiro de uma entidade e a um passivo finan- ceiro ou instrumento patrimonial de outra entidade. 2.3.1. Ativos financeiros. Reconhecimento inicial e mensuração. Ativos financeiros são classificados, no reconhecimento inicial, como subse- quentemente mensurados ao custo amortizado, ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes e ao valor justo por meio do resultado. A classificação dos ativos financeiros no reco- nhecimento inicial depende das características dos fluxos de caixa contratuais do ativo financeiro e do modelo de negócios da Companhia para a gestão destes ativos financeiros. Com exceção das contas a receber de clientes que não contenham um componente de financiamento significativo, a Companhia inicialmente mensura um ativo financeiro ao seu valor justo acrescido dos custos de transação, no caso de um ativo financeiro não mensurado ao valor justo por meio do resultado. As contas a receber de clientes que não contenham um componente de financiamento significa- tivo são mensuradas pelo preço de transação determinado de acordo com o CPC 47. Para que um ativo financeiro seja classificado e mensurado pelo custo amortizado ou pelo valor justo por meio de outros resultados abrangentes, ele precisa gerar fluxos de caixa que sejam “exclusivamente pagamentos de principal e de juros” (também referido como teste de “SPPI”) sobre o valor do principal em aberto. Esta avaliação é executada em nível de instrumento. O modelo de negócios da Companhia para administrar ativos financeiros se refere a como ele gerencia seus ativos finan- ceiros para gerar fluxos de caixa. O modelo de negócios determina se os fluxos de caixa resultarão da cobrança de fluxos de caixa contratuais, da venda dos ativos financeiros ou de ambos. As compras ou vendas de ativos financeiros que exigem a entrega de ativos dentro de um prazo es- tabelecido por regulamento ou convenção no mercado (negociações regulares) são reconhecidas na data da negociação, ou seja, a data em que a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Mensuração subsequente. Para fins de mensuração subsequente, os ativos financeiros são classificados nas seguintes categorias: • Ativos financeiros ao custo amortizado (instrumen- tos de dívida). • Ativos financeiros designados ao valor justo por meio de outros resultados abran- gentes, sem reclassificação de ganhos e perdas acumulados no momento de seu reconhecimento (instrumentos patrimoniais). • Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado. Ativos fi- nanceiros ao custo amortizado (instrumento de dívida). A Companhia mensura os ativos financei- ros ao custo amortizado se ambas as seguintes condições forem atendidas: • O ativo financeiro for mantido dentro de modelo de negócios cujo objetivo seja manter ativos financeiros com o fim de receber fluxos de caixa contratuais. • Os termos contratuais do ativo financeiro derem origem, em datas especificadas, a fluxos de caixa que constituam, exclusivamente, pagamentos de princi- pal e juros sobre o valor do principal em aberto. Os ativos financeiros ao custo amortizado são subsequentemente mensurados usando o método de juros efetivos e estão sujeitos a redução ao valor recuperável. Ganhos e perdas são reconhecidos no resultado quando o ativo é baixado, modificado ou apresenta redução ao valor recuperável. Os ativos financeiros da Companhia ao custo amortizado incluem contas a receber de clientes e empréstimos a partes relacionadas. Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado. Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado compreendem ativos financeiros mantidos para negociação, ativos financeiros de- signados no reconhecimento inicial ao valor justo por meio do resultado ou ativos financeiros a serem obrigatoriamente mensurados ao valor justo. Ativos financeiros são classificados como mantidos para negociação se forem adquiridos com o objetivo de venda ou recompra no curto prazo. Desreconhecimento. Um ativo financeiro (ou, quando aplicável, uma parte de um ativo fi- nanceiro ou parte de um grupo de ativos financeiros semelhantes) é desreconhecido quando: • Os direitos de receber fluxos de caixa do ativo expiraram. • A Companhia transferiu seus direitos de receber fluxos de caixa do ativo ou assumiu uma obrigação de pagar integralmente os fluxos de caixa recebidos sem atraso significativo a um terceiro nos termos de um contrato de repasse e (a) A Companhia transferiu substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo, ou (b) a Com- panhia nem transferiu nem reteve substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo, mas transferiu o controle do ativo. Quando a Companhia transfere seus direitos de receber fluxos de caixa de um ativo ou celebra um acordo de repasse, ele avalia se, e em que medida, reteve os riscos e benefícios da propriedade. Quando não transferiu nem reteve substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo, nem transferiu o controle do ativo, a Companhia continua a reconhe- cer o ativo transferido na medida de seu envolvimento continuado. Neste caso, a Companhia também reconhece um passivo associado. O ativo transferido e o passivo associado são mensu- rados em uma base que reflita os direitos e as obrigações retidos pela Companhia. O envolvimen- to contínuo sob a forma de garantia sobre o ativo transferido é mensurado pelo menor valor entre (i) o valor do ativo, e (ii) o valor máximo da contraprestação recebida que a entidade pode ser obrigada a restituir (valor da garantia). Redução ao valor recuperável de ativos financeiros. A Companhia reconhece uma provisão para perdas de crédito esperadas para todos os instrumen- tos de dívida não detidos pelo valor justo por meio do resultado. As perdas de crédito esperadas baseiam-se na diferença entre os fluxos de caixa contratuais devidos de acordo com o contrato e todos os fluxos de caixa que a Companhia espera receber, descontados a uma taxa de juros efeti- va que se aproxime da taxa original da transação. Os fluxos de caixa esperados incluirão fluxos de caixa da venda de garantias detidas ou outras melhorias de crédito que sejam integrantes dos termos contratuais. As perdas de crédito esperadas são reconhecidas em duas etapas. Para as exposições de crédito para as quais não houve aumento significativo no risco de crédito desde o reconhecimento inicial, as perdas de crédito esperadas são provisionadas para perdas de crédito resultantes de eventos de inadimplência possíveis nos próximos 12 meses (perda de crédito es- perada de 12 meses). Para as exposições de crédito para as quais houve um aumento significativo no risco de crédito desde o reconhecimento inicial, é necessária uma provisão para perdas de crédito esperadas durante a vida remanescente da exposição, independentemente do momento da inadimplência (uma perda de crédito esperada vitalícia). Para contas a receber de clientes, a Companhia aplica uma abordagem simplificada no cálculo das perdas de crédito esperadas. Por- tanto, a Companhia não acompanha as alterações no risco de crédito, mas reconhece uma provi- são para perdas com base em perdas de crédito esperadas vitalícias em cada data-base. A Com- panhia estabeleceu uma matriz de provisões que se baseia em sua experiência histórica de perdas de crédito, ajustada para fatores prospectivos específicos para os devedores e para o ambiente econômico. 2.3.2. Passivos financeiros. Reconhecimento inicial e mensuração. Os pas- sivos financeiros são classificados, no reconhecimento inicial, como passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado, passivos financeiros ao custo amortizado, contas a pagar, ou como derivativos designados como instrumentos de hedge em um hedge efetivo, conforme apropria- do. Todos os passivos financeiros são mensurados inicialmente ao seu valor justo, mais ou menos, no caso de passivo financeiro que não seja ao valor justo por meio do resultado, os custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à emissão do passivo financeiro. Os passivos finan- ceiros da Companhia incluem fornecedores, outras contas a pagar e arrendamento. Mensuração subsequente. A mensuração de passivos financeiros depende de sua classificação, conforme des- crito a seguir: Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado. Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado incluem passivos financeiros para negociação e passivos finan- ceiros designados no reconhecimento inicial ao valor justo por meio do resultado. Passivos finan- ceiros são classificados como mantidos para negociação se forem incorridos para fins de recom- pra no curto prazo. Esta categoria também inclui instrumentos financeiros derivativos contratados pela Companhia que não são designados como instrumentos de hedge nas relações de hedge definidas pelo CPC 48. Ganhos ou perdas em passivos para negociação são reconheci- dos na demonstração do resultado. Os passivos financeiros designados no reconhecimento inicial ao valor justo por meio do resultado são designados na data inicial de reconhecimento, e somen- te se os critérios do CPC 48 forem atendidos. A Companhia não designou nenhum passivo finan- ceiro ao valor justo por meio do resultado. 2.4. Contas a receber de clientes. As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de mercadorias no curso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou me- nos (ou outro que atenda o ciclo normal da Companhia), as contas a receber são classificadas no ativo circulante. As contas a receber de clientes são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, ajustados pela Perda de Crédito Esperada “PCE” (impairment). Na prática são normalmente reconhecidas ao valor faturado, ajustado pela provisão para impairment, se necessária. A provisão para perdas esperadas (impairment) é reconhecida de acordo com as nor- mas do CPC 48/IFRS9, pelo conceito de perda incorrida e perda esperada, levando em conta eventos de inadimplência que tem probabilidade de ocorrência nos doze meses após a data da divulgação das Demonstrações Financeiras, apurada com base nos percentuais históricos de per- da e impactos macroeconômicos no comportamento da inadimplência da carteira de clientes, segregados por categoria de clientes e de acordo com o aging da carteira e correlação desses fa- tores para apuração da perda esperada no contas a receber. Além disso, a Companhia efetua a avaliação individual para clientes específicos na qual as garantias reais ou renegociações já apro- vadas pela Administração são analisadas. 2.5. Estoques. Os estoques são mensurados ao custo ou valor realizável líquido, dos dois, o menor. Os custos incorridos para levar cada produto à sua atual localização e condição são contabilizados da seguinte forma: Mercadorias para revenda - Custo de aquisição segundo o custo médio. O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda no curso normal dos negócios, menos os custos estimados de conclusão e os custos esti- mados necessários para a realização da venda. 2.6. Ativos intangíveis - softwares. As licenças de software adquiridas são capitalizadas com base nos custos incorridos para adquirir os softwares da forma que estejam prontos para ser utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimável de cinco anos. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. 2.7. Imobilizado. O imobilizado é mensurado pelo seu custo histórico, menos depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuí- veis à aquisição dos itens. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou re- conhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensu- rado com segurança. Os valores contábeis de itens ou peças substituídas são baixados. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos. A depreciação de outros ativos é calculada usando o método linear para alocar seus custos aos seus valores residuais durante a vida útil estimada, como segue: Anos Edificações 25 Máquinas e equipamentos 10 e 7 Móveis e utensílios 10 Veículos 5 Equipamentos de informática 5 O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contá- bil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado (Nota 11). 2.8. Impairment de ativos não financeiros. Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existem fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC). Os ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sofrido impairment, são revisados subsequentemente para a análise de uma possível reversão do impairment na data de apresentação do relatório. 2.9. Contas a pagar aos fornece- dores. As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. 2.10. Provisões. As provisões para ações judiciais (trabalhista, civil e tributário) são reconhecidas quando: a Companhia tem uma obrigação presente como resultado de eventos passados; é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor tiver sido estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às per- das operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares a exemplo de ações judiciais relacionadas à garantia dos produtos, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. 2.11. Depósitos judiciais. Os depósitos são corrigidos e, quando aplicável, apresentados como dedução do valor de um correspondente passivo cons- tituído quando não houver possibilidade de resgate dos depósitos, a menos que ocorra desfecho favorável da questão para a Companhia. 2.12. Imposto de renda e contribuição social. O imposto de renda e a contribuição social do exercício corrente são calculados com base no regime de “Lucro Real”. Neste regime, a tributação incide sobre o lucro efetivamente apurado pela empre- sa. A alíquota do imposto de renda é de 15%, com um adicional de 10% sobre a parcela do lucro que excede R$ 20.000,00 mensais. A contribuição social, por sua vez, é tributada à alíquota de 9% sobre o lucro apurado”. O imposto de renda e contribuição social corrente são apresentados líquidos, no passivo quando houver montantes a pagar, ou no ativo quando os montantes anteci- padamente pagos excedem o total devido na data do balanço patrimonial. 2.13. Reconhecimen- to da receita. A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e descontos. A Companhia reconhece a receita quando o valor da receita pode ser mensurado com segurança, é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e quando critérios específicos tive- rem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia, conforme descrição a seguir. a) Venda de mercadorias. A receita de venda de mercadorias (minérios, essencialmente Talco e Magnesita) é reconhecida quando do atendimento das obrigações de performance previstas nestes tipos de operações (no caso, substancialmente celebração do pedido, a identificação do contrato entre as partes, a identificação das obrigações de performance do contrato, a determi- nação do preço da transação, a alocação do preço da transação às obrigações de performance e o reconhecimento da receita quanto da satisfação da obrigação de performance, quando da entre- ga do produto). A Companhia considera se há outras promessas no contrato que são obrigações de desempenho distintas, às quais uma parcela do preço da transação precisa ser alocada (por exemplo, garantias). Ao determinar o preço de transação para a venda de minérios, a Companhia considera os efeitos da contraprestação variável, a existência de componentes de financiamento significativos, a contraprestação não monetária e a contraprestação devida ao cliente (se houver). A Companhia aplica os requisitos do CPC 46 – Mensuração do valor justo na apuração do valor justo da contraprestação não monetária. Se o valor justo não puder ser razoavelmente estimado, a contrapartida não monetária é mensurada indiretamente com base no preço de venda indivi- dual dos produtos. 2.14. Normas emitidas, mas ainda não vigentes. As normas e interpretações novas e alteradas emitidas, mas não ainda em vigor até a data de emissão das demonstrações financeiras da Companhia, estão descritas a seguir. A Companhia pretende adotar estas normas e interpretações novas e alteradas, se cabível, quando entrarem em vigor. Norma 2024 CPC 02 (R2) – Efeitos nas mudanças nas taxas de câmbio e conversão das demonstrações contábeis (i) 1º janeiro de 2025 IFRS S1 e IFRS S2 Requisitos gerais para divulgação de informações financeiras relacionadas a sustentabilidade e ao clima(i) 1º janeiro de 2026 IFRS 18 Apresentação e divulgação das demonstrações financeiras (ii) 1º janeiro de 2027 (i) Não se espera que as alterações tenham impacto material nas demonstrações financeiras da Companhia. (ii) IFRS 18 Apresentação e divulgação das demonstrações contábeis. O IFRS 18 substituirá o CPC 26/IAS 1 Apresentação das Demonstrações Contábeis e se aplica a períodos de relatórios anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027. O novo padrão introduz os seguintes novos requisitos principais. • As entidades são obrigadas a classificar todas as receitas e despesas em cinco categorias na demonstração de lucros e perdas, a saber, as categorias operacional, de investimento, de financiamento, de operações descontinuadas e de imposto de renda. As enti- dades também são obrigadas a apresentar um subtotal de lucro operacional recém-definido. O lucro líquido das entidades não mudará. • As medidas de desempenho definidas pela adminis- tração (MPMs) são divulgadas em uma única nota nas demonstrações financeiras. • Orientações aprimoradas são fornecidas sobre como agrupar informações nas demonstrações financeiras. Além disso, todas as entidades são obrigadas a usar o subtotal do lucro operacional como ponto de partida para a demonstração dos fluxos de caixa ao apresentar fluxos de caixa operacionais pelo método indireto. A Empresa ainda está no processo de avaliação do impacto do novo pa- drão, particularmente com relação à estrutura da demonstração de lucros e perdas da Empresa, a demonstração dos fluxos de caixa e as divulgações adicionais exigidas para MPMs. A Empresa também está avaliando o impacto sobre como as informações são agrupadas nas demonstrações financeiras, incluindo itens atualmente rotulados como “outros”. 3. Estimativas e julgamentos contábeis críticos. A preparação das demonstrações financeiras da Companhia requer que a ad- ministração faça julgamentos, estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de despesas, ativos e passivos, e as respectivas divulgações, bem como as divulgações de passivos contingentes. No processo de aplicação das políticas contábeis da Companhia, a administração fez os seguintes julgamentos que têm efeito mais significativo sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras: Provisão para perdas de crédito esperadas para contas a receber e ativos de contrato. A Companhia utiliza uma matriz de provisão para calcular a perda de crédito esperada para contas a receber e ativos de contrato. As taxas de provisão aplicadas são baseadas em dias de atraso para agrupamentos de vários segmentos de clientes que apresentam padrões de perda semelhantes (como, por exemplo, por região geográfica, tipo de produto ou tipo de cliente e risco de crédito, entre outras). A avaliação da correlação entre as taxas de perda histó- rica observadas, as condições econômicas previstas e as perdas de crédito esperadas são uma estimativa significativa. A quantidade de perdas de crédito esperadas é sensível a mudanças nas circunstâncias e nas condições econômicas previstas. A experiência histórica de perda de crédito da Companhia e a previsão das condições econômicas também podem não representar o padrão real do cliente no futuro. As informações sobre as perdas de crédito esperadas sobre as contas a receber e ativos de contrato da Companhia estão divulgadas na Nota Explicativa no 8. Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas. A Companhia reconhece provisão para causas cíveis e trabalhistas. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provi- sões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. 4. Reapresentação das demonstrações contábeis e dos valores correspondentes. A Administração da Companhia, após reavaliação de determinados temas e objetivando corrigir erros decorrentes de ajustes indevidos no patrimônio líquido, divergências de conciliação, contabilização indevida de saldos diversos e ausência de evidência de auditoria apropriada, em conformidade com o CPC 23 – Políticas contábeis, mu- dança de estimativa e retificação de erro, procedeu aos ajustes e reclassificações em seu balanço patrimonial para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 1º de janeiro de 2023. 4.1 Re- apresentação dos balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2023 e 01 de janeiro de 2023. Notas 31/12/2023 Ajustes 31/12/2023 (Original) (Reapresentado) Ativo Circulante Contas a receber (a) 26.290 (2.230) 24.060 Estoques (b) 35.734 (6.258) 29.476 Impostos a recuperar (c) 3.997 (155) 3.842 Adiantamentos (d) 946 (946) - Outros ativos (d) 1 946 947 Demais ativos circulantes 7.838 - 7.838 74.806 (8.643) 66.163 Não circulante Imobilizado (e) 47.083 (5.883) 41.200 Intangível (f) 73 (33) 40 Demais ativos não circulantes 18 - 18 47.174 (5.916) 41.258 Total do ativo 121.980 (14.559) 107.421 Notas 31/12/2023 Ajustes 31/12/2023 (Original) (Reapresentado) Passivo Circulante Obrigações sociais e fiscais (g) 7.495 (7.495) - Impostos e contribuições a recolher (g) - 5.895 5.895 Salários e obrigações sociais (g)(h) - 3.570 3.570 Provisão de férias (h) 1.970 (1.970) - Adiantamentos de clientes (i) 13 (13) - Outros passivos (i) 498 13 511 Demais passivos circulantes 29.562 - 29.562 39.538 - 39.538 Notas 2024 2023 Resultado do exercício 17.281 11.184 Ajustes para conciliação do lucro líquido Depreciação e amortização 19 5.931 4.829 Provisão para perdas de estoque 9 (15) - Provisões de contingências 16 (2.942) (270) Juros apropriados e variações monetárias 20 2.330 2.572 Provisões de perdas estimadas de créd. de liquidação duvidosa 8 (713) 935 (+/-) Variação cambial não realizada, líquida 20 816 - Variação nos ativos e passivos Contas a receber (5.063) (1.734) Estoques (928) 2.423 Tributos a recuperar 3.071 (962) Outros ativos e passivos 887 (6.220) Fornecedores 1.124 2.013 Impostos e contribuições a recolher 169 2.609 Salários e encargos sociais 544 302 Dividendos propostos 3.487 2.131 Imposto de renda e contribuição social pagos (3.702) - Caixa líquido utilizado nas atividades operacionais 22.277 19.812 Atividades de investimento Aquisição de imobilizado (7.438) (6.729) Aquisição de intangível - (40) Concessão empréstimo partes relacionadas (1.000) - Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento (8.438) (6.769) Atividades de financiamento Pagamentos de empréstimos 13 (27.978) (21.553) Aquisição de empréstimos 13 26.062 5.000 Dividendos pagos no período 17 (2.131) (2.267) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento (4.047) (18.820) Aumento de caixa e equivalentes de caixa, líquidos 9.792 (5.777) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 7 7.838 13.615 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 7 17.630 7.838 Aumento de caixa e equivalentes de caixa, líquidos 9.792 (5.777) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Demonstrações do valor adicionado - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2024 e 2023 (Em milhares de reais (R$), exceto quando mencionado de outra forma) Notas 2024 2023 (Não auditado) Venda de produtos 179.478 147.020 Outras receitas 2.120 14 Perdas estimadas de crédito de liquidação duvidosa (PECLD) 713 (935) Receitas 182.311 146.099 Custo dos produtos vendidos (24.793) (19.189) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (71.470) (52.955) Perdas/recuperação de valores de ativos 6.094 - Insumos adquiridos de terceiros (90.169) (72.144) Valor bruto adicionado 92.142 73.955 Retenções Depreciação e amortização 19 (5.931) (4.829) Valor adicionado líquido produzido 86.211 69.126 Receitas financeiras 3.973 773 Valor adicionado recebido em transferência 3.973 773 Valor adicionado a distribuir 90.184 69.899 Distribuição do Valor Adicionado 90.184 69.899 Pessoal 27.347 24.573 Remuneração direta 21.861 19.792 Benefícios 4.100 3.334 FGTS 1.386 1.447 Impostos, taxas e contribuições 36.633 29.494 Federais 21.647 16.149 Estaduais 14.911 13.306 Municipais 75 39 Remuneração de capitais de terceiros 8.923 4.648 Juros 7.782 3.658 Aluguéis 1.141 990 Remuneração de capitais próprios 17.281 11.184 Dividendos 17.6 3.488 2.131 Lucros retidos 13.793 9.053 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.