Dia Oficial

Diário Oficial da União · 14/11/2025 · pág. 80

DOU 14/11/2025 - Diário Oficial da União - Brasil

Baixar página em PDF · Criar alerta deste tema

O visualizador interativo precisa de JavaScript — baixe a página original em PDF.

TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152025111400080 80 Nº 218, sexta-feira, 14 de novembro de 2025 ISSN 1677-7042 Seção 1 207. No que diz respeito ao imposto de importação, foram consideradas as alíquotas aplicadas na Índia, conforme dados disponibilizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em sua Consolidated Tariff Schedules Database (CTS). Foram consideradas as tarifas médias (Average of AV Duties) aplicadas (Applied MFN), apresentadas nas tabelas para os respectivos códigos tarifários, como segue: Tarifa aplicada pela Índia para importação das matérias-primas .Matérias-primas .Sistema Harmonizado Alíquota do Imposto de Importação .Minério de Ferro (Fe) .2601.11 10,0% .Minério de Ferro (pellet feed) (Fe) .2601.11 10,0% .Coque petróleo .2713.11 10,0% .Carvão Vegetal .4402.90 5,0% .Sucata .7204.49 15,0% .Ferro Silício Manganês (FeSiMn) .7202.30 15,0% .Ferro Silício (FeSi) .7202.21 15,0% Fonte: Tariff Analysis Online (OMC). Elaboração: DECOM. 208. Por sua vez, para o cálculo das despesas de internação na Índia, a peticionária baseou-se em dados disponíveis na plataforma Doing Business, do World Bank Group. Foi considerado o valor, a título de despesas portuárias, das rubricas "Cost to import - Border compliance" e "Cost to import - Documentary compliance" aplicadas a um container de 15 toneladas, nos valores, respectivamente, de US$ 266,50 e US$ 100,00, resultando em US$ 24,00/t. Registre-se que, uma vez que o relatório disponibiliza dados para as cidades de Mumbai e Delhi, os custos mencionados referem-se a uma média simples entre os respectivos valores para cada cidade. 209. Com relação às despesas relativas ao frete interno, considerando a indisponibilidade de informações, a peticionária sugeriu que não fossem atribuídos valores a essas. Assim, tendo em vista a sugestão conservadora da peticionária, concluiu-se, para fins de início da investigação, que a não adição destas despesas não prejudicaria os exportadores ou importadores, uma vez que a sua ausência ensejaria a apuração de valor normal em patamar mais reduzido. 210. Os cálculos relativos aos preços internados das importações das matérias- primas estão resumidos no quadro a seguir: Preço CIF Internado na Índia das Matérias-Primas (US$/t) .Matérias-primas .Preço CIF .Imposto de Importação .Despesas de internação .Frete Interno Preço CIF internado .Minério de Ferro (Fe) .98,14 .9,81 .24,00 .- 132,35 .Minério de Ferro (pellet feed) (Fe) .98,14 .9,81 .24,00 .- 132,35 .Coque petróleo .126,00 .12,60 .24,00 .- 163,00 .Carvão Vegetal .1,22 .0,06 .24,00 .- 25,68 .Sucata .420,57 .63,09 .24,00 .- 508,05 .Ferro Silício Manganês ( Fe S i M n ) .871,18 .130,68 .24,00 .- 1.026,26 .Ferro Silício (FeSi) .1.381,84 .207,28 .24,00 .- 1.613,52 Fonte: Trade Map, Doing Business, Tariff Analysis Online (OMC). Elaboração: DECOM. 211. Em seguida, foram apresentados os índices de consumo da peticionária e as fontes das informações utilizadas, separadamente, para a fase de alto-forno e para a fase de aciaria. Vale notar que os consumos indicados se referem às quantidades necessárias para a produção de uma tonelada de tubo, conforme processo produtivo da indústria doméstica referente ao produto de código [CONFIDENCIAL]. 212. Na fase de alto forno, para a produção dos tubos objeto da investigação, utiliza-se, como fontes de ferro, em diferentes proporções, o minério de ferro e o minério de ferro pellet feed. A peticionária elencou que, muito embora nem todas as usinas do mundo tenham o mesmo desempenho e mix de fontes de ferro, considerou-se adequado, para fins de início da investigação, o mix de fontes de ferro utilizado na usina da peticionária. 213. Nesse contexto, para a fabricação do tipo de tubo de aço carbono utilizado como referência, conforme explicitado anteriormente, o consumo de ferrosos por tonelada foi o seguinte: Consumo de ferrosos pela peticionária [ CO N F I D E N C I A L ] .Item Kg/t .Minério de ferro [ CO N F. ] .Minério de ferro (pellet feed) [ CO N F. ] Fonte: Peticionária. Elaboração: DECOM. 214. Considerando o consumo de minério de ferro e de pellet feed da indústria doméstica e os preços internacionais de tais insumos, o custo construído das fontes de ferro foi o seguinte: Custo construído de ferrosos [ CO N F I D E N C I A L ] .Custo construído ferrosos .Consumo em Kg/t .Preço Importação Índia em US$/t Custo construído em US$/t .Minério de Ferro (a) .[ CO N F. ] .132,35 [ CO N F. ] .Minério de Ferro (pellet feed) (b) .[ CO N F. ] .132,35 [ CO N F. ] .Ferrosos, total (c)=(a)+(b) .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] Fonte: Peticionária e Trade Map. Elaboração: DECOM. 215. Por sua vez, na produção dos tubos de código [CONFIDENCIAL] em P5, os consumos de coque e carvão vegetal por tonelada de tubo produzido, utilizados como redutores sólidos, foram os seguintes: Consumo de coque pela peticionária [ CO N F I D E N C I A L ] . Kg/t .[ CO N F. ] [ CO N F. ] Fonte: Peticionária. Elaboração: DECOM. Consumo de carvão vegetal pela peticionária [ CO N F I D E N C I A L ] .Item Kg/t .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .Carvão vegetal total [ CO N F. ] Fonte: Peticionária. Elaboração: DECOM. 216. Os preços médios de importação de coque e de carvão vegetal na Índia foram então multiplicados pelos respectivos consumos, em quilogramas, destas matérias- primas por tonelada de tubo produzido, tendo o seguinte resultado: Custo construído de redutores sólidos [ CO N F I D E N C I A L ] . .Consumo em Kg/t .Preço importação Índia em US$ Custo construído em US$/t .Coque (a) .[ CO N F. ] .163,00 [ CO N F. ] .Carvão vegetal (b) .[ CO N F. ] .25,68 [ CO N F. ] .Redutores sólidos, total (c)=(a)+(b) [ CO N F. ] Fonte: Peticionária. Elaboração: DECOM. 217. Na produção do ferro gusa são utilizados, ainda, os seguintes fundentes: [CONFIDENCIAL] Tendo em vista a indisponibilidade de preços internacionais de tais insumos, bem como sua menor representatividade no custo de produção, o custo destes insumos na Índia foi calculado pela seguinte metodologia: primeiramente, verificou-se qual a relação entre os custos destes insumos e o somatório dos custos relativos a ferrosos e redutores da indústria doméstica relativamente ao tubo de código [CONFIDENCIAL]. A relação encontrada foi, então, aplicada sobre o somatório do custo construído de ferrosos e redutores, calculados conforme metodologia apresentada anteriormente. 218. O quadro a seguir apresenta o cálculo do custo construído destes outros insumos, fundentes, na Índia, de acordo com a metodologia descrita: Consumo e custo de outros insumos (fundentes) pela peticionária [ CO N F I D E N C I A L ] .Outros insumos (fundentes) .Consumo em Kg/t .Custo em R$ Custo unitário .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .Total Custo Outros Insumos (R$/t) (a) . . [ CO N F. ] .Custo ferrosos peticionária (R$/t) . . [ CO N F. ] .Custo redutores peticionária (R$/t) . . [ CO N F. ] .Custo ferrosos + redutores peticionária (R$/t) (b) . [ CO N F. ] .Part. % (c) =(a)/(b) . . [ CO N F. ] .Custo construído - ferrosos (US$/t) . . [ CO N F. ] .Custo construído - redutores (US$/t) . . [ CO N F. ] .Custo Construído ferrosos + redutores (d) (US$/t) . . [ CO N F. ] .Custo Construído de Outros Insumos (fundentes) (c)(d) . [ CO N F. ] Fonte: Peticionária. Elaboração: DECOM. 219. Na produção do ferro gusa, são gerados resíduos que representam crédito no custo de produção do tubo em questão, quais sejam [CONFIDENCIAL]. Assim como na tabela anterior, não há preços internacionais disponíveis de tais insumos, de modo que o custo construído foi obtido a partir da relação entre os valores destes créditos gerados e o somatório dos custos referentes a ferrosos e redutores da indústria doméstica relativamente ao tubo de código [CONFIDENCIAL]. A relação encontrada foi, então, aplicada sobre o somatório do custo construído de ferrosos e redutores, conforme metodologia apresentada anteriormente. Consumo e custo de sucata pela peticionária [ CO N F I D E N C I A L ] .Créditos Sucata/Resíduos .Consumo em kg/t ou DA 3 / t .Custo em R$ Custo unitário .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] .[ CO N F. ] [ CO N F. ] .Total Créditos Sucata/Resíduos (R$/t) (a) . . [ CO N F. ] .Custo total ferrosos + redutores - peticionária (R$/t) (b) . . [ CO N F. ] .Part. % (c=a/b) . . [ CO N F. ] .Custo total Construído ferrosos + redutores (d) (US$/t) . . [ CO N F. ] .Créditos Sucata/Resíduos Construído (cd) . . [ CO N F. ] Fonte: Peticionária. Elaboração: DECOM. 220. Assim, o custo construído de matérias-primas no alto forno é o seguinte: Custo construído de matérias-primas no alto forno, Índia [CONFIDENCIAL] .Item US$/t .Fe r r o s o s [ CO N F. ] .Fonte redutores [ CO N F. ] .Outros insumos [ CO N F. ] .Créditos/resíduos [ CO N F. ] .Custo matérias-primas alto forno [ CO N F. ] Fonte: Peticionária. Elaboração: DECOM. 221. Na fase de produção da aciaria, ao ferro gusa são adicionados sucata como fonte de minério, fundentes e ligas para a definição da composição do aço.