DOE 05/05/2026 - Diario Oficial do Estado do Ceara - Caderno 2
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO | SÉRIE 3 | ANO XVIII Nº079 | FORTALEZA, 05 DE MAIO DE 2026
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ANEXO III INSTRUMENTO DESCRITIVO DO PLANO DE CONTRAPARTIDATabela 1 - Estimativa do Plano de contrapartida do recurso financeiro (obrigatório para IES privada)
| MODALIDADE DE PRÁTICA |
QUANTITATIVO ESTIMADO (N° DE VAGAS POR SEMESTRE) |
ESTIMATIVA DO VALOR FINANCEIRO (SUJEITO A ALTERAÇÃO A PARTIR DA DA VALIDAÇÃO DAS VAGAS PELOS CENTROS DE ESTUDOS DAS UNIDADES DE SAÚDE NO RPES) |
PRAZO E ENTREGA |
CRITÉRIOS E FORMAS DE COMPROVAÇÃO |
MECANISMOS DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO |
|---|---|---|---|---|---|
Tabela 2 - Estimativa do Plano de Contrapartida da Ofertas de serviços de saúde
| TIPO DE SERVIÇOS OFERTADOS (SEGUIR A TABELA SUS, |
QUANTITATIVO (N° DE | PRAZO E | CRITÉRIOS E FORMAS | MECANISMOS DE |
|---|---|---|---|---|
| SERÁ CONSIDERADO ATÉ 20% DO VALOR TOTAL DA | SERVIÇO OFERTADO | ENTREGA |
DE COMPROVAÇÃO |
ACOMPANHAMENTO E |
| CONTRAPARTIDA FINANCEIRA) | POR SEMESTRE) | AVALIAÇÃO |
Tabela 3 - Estimativa do Plano de Contrapartida da Oferta de Processos Educativos (obrigatório para IES privada e pública)
| MODALIDADE | QUANTITATIVO (N° DE CURSOS OU VAGAS POR SEMESTRE) |
PRAZO E ENTREGA |
CRITÉRIOS E FORMAS DE COMPROVAÇÃO |
MECANISMOS DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO |
|---|---|---|---|---|
Para a apresentação do plano de contrapartida, as Instituições de Ensino Superior (IES) privadas deverão observar que os valores estabelecidos para a contrapartida financeira, referentes às diferentes modalidades de práticas desenvolvidas nas unidades da rede estadual, foram definidos com base na estimativa dos custos diretos e indiretos decorrentes da inserção de estudantes nos serviços de saúde.
Para esse cálculo, foram considerados os impactos operacionais, administrativos e assistenciais relacionados ao acompanhamento, à supervisão e ao suporte necessários ao desenvolvimento das atividades formativas no âmbito das unidades de saúde.
Apresentam-se, como referência, duas tabelas de valores: uma destinada às unidades da administração direta da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará e outra referente às unidades da administração indireta geridas pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH).
A elaboração de duas tabelas distintas justifica-se pelo fato de o ISGH possuir sistema de custos, estruturado a partir das especificidades dos serviços e das características operacionais de cada unidade, bem como das particularidades regionais relacionadas à localização das unidades sob sua gestão. Tabela 1 - Descrição dos valores de referência para contrapartida financeira das unidades de administração direta da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará - SESA CE.
| VALOR DA CONTRAPARTIDA FINANCEIRA |
|---|
| MODALIDADE DE PRÁTICA REFERÊNCIA(VAGA/MÊS) |
| TÉCNICO/ TECNÓLOGO ( ESTÁGIO SUPERVISIONADO /PRÁTICA ASSISTIDA/EXTENSÃO) R$ 80,15 |
| GRADUAÇÃO (ESTÁGIO SUPERVISIONADO /PRÁTICA ASSISTIDA/EXTENSÃO - TODOS OS CURSOS) R$ 160,35 |
| PÓS-GRADUAÇÃO R$ 160,35 |
| MODALIDADE DE PRÁTICA REFERÊNCIA( ALUNO/MÊS) |
| INTERNATO DE MEDICINA R$ 1.658,00 |
| RESIDÊNCIA EM SAÚDE R$ 1.728,70 |
| Tabela 2 - Descrição dos valores de referência para contrapartida financeira da Rede de administração indireta, geridos pelo Instituto de Saúde e Gestão |
Hospitalar - ISGH. |
| VALOR DA CONTRAPARTIDA FINANCEIRA |
| MODALIDADE DE PRÁTICA REFERÊNCIA(VAGA/MÊS) |
| GRADUAÇÃO (ESTÁGIO SUPERVISIONADO/PRÁTICA ASSISTIDA/EXTENSÃO - TODOS OS CURSOS) R$ 160,35 |
PÓS-GRADUAÇÃO R$ 160,35 |
| RESIDÊNCIA EM SAÚDE R$1.728,70 |
| MODALIDADE DE PRÁTICA UNIDADE DE SAÚDE REFERÊNCIA( ALUNO/MÊS) |
| INTERNATO DE MEDICINA HOSPITAL GERAL WALDEMAR DE ALCÂNTARA - HGWA R$ 1.324,08 |
| INTERNATO DE MEDICINA HOSPITAL REGIONAL DO CARIRI - HRC R$ 1.521,02 |
INTERNATO DE MEDICINA HOSPITAL REGIONAL NORTE - HRN R$ 1.795,64 |
| INTERNATO DE MEDICINA HOSPITAL REGIONAL DO SERTÃO CENTRAL - HRSC R$ 1.795,64 |
| INTERNATO DE MEDICINA UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO - UPA´s ISGH R$ 1.447,48 |
| INTERNATO DE MEDICINA HOSPITAL ESTADUAL LEONARDO DA VINCI - HELV R$ 1.723,10 |
| INTERNATO DE MEDICINA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO CEARÁ - HUC R$1.723,10 |
A presente memória de cálculo foi estruturada com base na metodologia de apuração do custo por aluno inserido nos cenários de prática da Rede SESA, considerando a estimativa global dos recursos necessários à execução das atividades formativas nos serviços de saúde. Para definição do custo unitário, foram considerados os componentes relacionados à preceptoria, ao apoio administrativo e à utilização da infraestrutura das unidades, agregados em um valor médio por estudante/hora, conforme parâmetros estabelecidos.
O cálculo do custo por aluno foi realizado a partir da multiplicação entre o valor unitário por estudante/hora e a carga horária total das atividades formativas previstas para cada modalidade de prática, incluindo internato, estágio supervisionado e demais atividades de ensino na saúde.
O valor total da contrapartida foi obtido mediante a aplicação do custo por aluno ao quantitativo de estudantes alocados em cada cenário de prática, conforme distribuição apresentada.
Os valores consolidados refletem a estimativa dos custos necessários para garantir a adequada execução das práticas de ensino, considerando a capacidade instalada dos serviços e a sustentabilidade da integração ensino-serviço-comunidade.
As contrapartidas financeiras são definidas com base em estimativas técnicas de custos das unidades de saúde, considerando suas especificidades estruturais, assistenciais e operacionais, tais como: qualificação e expertise das equipes, capacidade instalada (área física), parque tecnológico disponível, grau de complexidade dos procedimentos realizados e características da macrorregião de inserção.
Nesse contexto, são incorporados os custos relacionados ao consumo de insumos assistenciais utilizados nas práticas, ao custeio da força de trabalho — incluindo a alocação de profissionais assistenciais em atividades de supervisão —, bem como todos os custos diretos e indiretos indispensáveis à manutenção da qualidade e da segurança das atividades assistenciais e de ensino.
Adicionalmente, destacam-se os custos administrativos decorrentes da gestão do ensino nas unidades de saúde, que envolvem a formalização e o controle de instrumentos legais (como Termos de Compromisso), gestão de convênios, elaboração de relatórios institucionais, monitoramento de frequência e avaliação sistemática das parcerias com instituições de ensino. Tais processos ampliam significativamente a carga operacional das áreas administrativas, exigindo estrutura organizacional específica e recursos dedicados. Soma-se a esse cenário o investimento contínuo em soluções tecnológicas e sistemas de informação voltados à gestão integrada das atividades de ensino, assegurando rastreabilidade, conformidade regulatória, segurança da informação e qualificação dos processos formativos, incluindo o fortalecimento das preceptorias e da infraestrutura educacional.
A inserção de estudantes no ambiente assistencial também repercute diretamente na gestão de biossegurança e de resíduos de serviços de saúde, com aumento proporcional na geração de resíduos infectantes e perfurocortantes. Esse incremento demanda ampliação dos processos de manejo, tratamento e destinação final, todos de alto custo e rigor regulatório, além de intensificar a necessidade de monitoramento e controle de riscos sanitários.
Ressalta-se, ainda, que, em razão do caráter formativo das atividades, estudantes tendem a apresentar maior consumo de insumos e utilização de recursos assistenciais, o que é inerente ao processo de aprendizagem supervisionada. Tal dinâmica impacta diretamente os custos operacionais das unidades, reforçando a necessidade de estabelecimento de mecanismos de ressarcimento que assegurem a sustentabilidade das atividades sem prejuízo à assistência prestada.