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Diário Oficial dos Municípios do Ceará · 30/03/2026 · pág. 120

DOMCE 30/03/2026 - Diario Oficial dos Municipios do Ceara

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Ceará , 30 de Março de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Estado do Ceará • ANO XVI | Nº 3935

investimento na primeira infância pode ser de 7 a 10% ao ano, levando em conta o aumento do rendimento escolar e do desempenho profissional, além da redução dos custos com reforço escolar, saúde e sistema de justiça criminal, fica evidente, portanto, que o investimento na primeira infância é uma medida socioeconômica altamente eficaz e eficiente, cuja necessidade de priorização é incontestável.

3. DIAGNÓSTICO SÓCIO TERRITORIAL

De acordo com dados coletados por relatos escritos da Senhora Maria Irene Leite dos Santos – ao fundar o século dezoito, o francês Joseph Aleth Douillétte mandou levantar uma capela na então pequena povoação do Umari que demarcava nas proximidades da fronteira com a capitania da Paraíba.

Segundo relata o Doutor Barão de Studart, provecto historiador cearense, filho da França longínqua veio ter povoado, perseguido do terror implanta do Marquês de Pombal e, em ali chegando enamorouse de uma jovem, constituindo família adaptado ao meio, de logo um fato a impressionar: quando morria um doente, o defunto era conduzido estrada a fora para ser sepultado nas terras distantes dos Icós.

Joseph com clama, então o povo da localidade para a ereção de uma capela e de um cemitério. Dentro de pouco tempo Umari passa a ter uma capelinha, onde se celebravam missas nos grandes dias. Fatos de excepcional importância ligados à história do Ceará ocorreram no seu território muitas vezes transformado em palco de lutas memoráveis.

O próprio Frei Caneca figura de realce da malograda Revolução do Equador, conta o drama da famosa Expedição de Cazumbá e, nos idos de 1824 percorreu, a pé mais de duzentos quilômetros de sertão bravo acossado por forças fiéis ao governo. Nas cercanias de Umari, na fazenda Picada deu-se pavoroso desastre militar aos 17 de outubro de 1824.

Ali estavam acantonadas perto de duas centenas de soldados do exército de Filgueiras, comandadas pelo valente Capitão Max (Maximiano Rodrigues dos Santos) os quais estremunhadas, cansados de muitas infâmias praticados em caminho, embriagados na sua totalidade, acharam o momento propicio para um descanso que a longa travessia estavam reclamando.

Mal avisados, entretanto não olhando para o dia atrás, em que tantas ignomínias haviam levado a efeito, sem se aperceberem das inúmeras vítimas de suas torpezas, que haviam ficado na retaguarda, clamando socorro, abrigaram-se no alpendre da fazenda e ali mesmo adormeceram. Nesse estado de inércia foram surpreendidos por uma porção de gente armada – tropas reunidas de Joaquim Pinto Madeira, José Dantas Roteia e de um português de nome: Luis José da Cunha.

O capitão Maxi confiando na sua disposição e coragem para luta não havia municiadas suficientes a tropa, mas deixara entregue à bebedeira. Surpreso com o ataque inopinado, Maxi cercado por todos os lados, sem outra, alternativa, se não a luta, ofereceu se não resistência, empenhando-se bravamente num corpo a corpo desigual, em que a vitória não poderia advir, pois sua tropa desorientada e totalmente ébria mal podia suster-se. O resultado foi a completa dizimação dos adeptos da Confederação do Equador. Nessa batalha, travada no curral da fazenda, em que predominou a arma branca, da tropa de Maxi restaram apenas 5 pessoas. Outro contingente, também da Expedição Cazumbá, aliais o grosso deste exército revolucionário, veio até Umari comandado pelo Ex. Presidente do governo revolucionário da Paraíba, Antonio Felix Ferreira de Alburquerque, que procurava fazer contato com o restante dos soldados ao mando direto de Filqueiras.

Este batalhão se compunha de praças da Paraíba e Pernambuco e constituída, praticamente, foram derrotadas, visto que vencida a Confederação do Equador, só restavam alguns bravos que preferiram morrer a se entregarem ao terror implantado na região pelos imperialistas extremados.

Permanecendo vários dias no próspero povoado do Umari, Antonio Felix resolve levantar acampamento. Na caminhada, em busca do Cariri registravam-se escaramuças ligeiras. Distante, aproximadamente, cerca de quarenta quilômetros de Missão Velha, dá-se o combate final na fazenda Juiz, no qual se verificou a rendição total, absoluta, dos revolucionários. Foram presos, então, com

garantia de vida, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, Major Agostinho Bezerra Cavalcanti e Lázaro de Souza Forte, mais tarde supliciados sem piedade!

Distrito criado com a denominação de Umari, por ato provincial de 19-06-1860 e por lei provincial nº 1686, de 02-09-1875, subordinado ao município de Lavras, com orago de São Gonçalo do Amarante, que ainda hoje tem sua sede no tradicional templo, depois de haver passado por algumas reformas, outrora erguida pelo francês Joseph Aleth.

O povoado, por suas reconhecidas condições de progresso, em face da criação do município, foi elevado à categoria de vila, sede dessa unidade municipal com território desmembrado de Lavras (Lei nº 2046, de 12 de Novembro de 1883).

Em 1911, o município figurava na divisão territorial do Brasil com três distritos: Umari (distrito-sede), Olho – d’Água e Alagoinha. Pela lei estadual nº 1794, de 09-10-1920, a vila é extinta sendo seu território anexado ao município de Lavras. Pelo decreto lei nº 193, de 20-05-1931, o distrito de Umari deixa de pertencer ao município de Lavras, sendo anexado ao município de Baixio.

Em 1923, de acordo com o Decreto nº 650, de 30 de Junho, a sede foi transferida para Baixio. Daí por diante, Umari passou a figurar somente como simples distrito do município de Baixio, depois Ipaumirim (Lei de nº2161, de 12 de setembro de 1953). Recente Lei, de nº 3338, de 15 de setembro de 1956, restaurou-se o município de Umari, com território desmembrado de Ipaumirim. A vila de Umari, pelo mesmo diploma legal, foi elevado à categoria de cidade. Umari através da Lei nº 213, de 9 de junho de 1948, torna-se distrito judicial de Baixio. Com transferência da sede deste município para Ipaumirim (Lei nº 2161, de 12-IX-53), Umari é distrito judicial da comarca de Ipaumirim.

3.1 ASPECTOS SOBRE O MUNICÍPIO DE UMARI –CE LOCALIZAÇÃO E LIMITES TERRITORIAIS

O município de Umari acha-se localizado, fisiográficamente, na zona do Sertão do Salgado e Alto Jaguaribe, no Centro Sul do Ceará e na Região Nordeste do País, com uma população de aproximadamente 6.871 habitantes de acordo com último censo realizada pelo IBGE no ano de 2022. Sua área territorial é de 263,185 km². Limita – se com os municípios de Icó, Baixio, Lavras da Mangabeira, Santa Helena e Triunfo no Estado da Paraíba.

Figura 1. Localização de Umari – Ceará.

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definido pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. A microrregião de Icó, onde Umari está localizada, tem uma população total de 122.126(IBGE, 2010), sendo composta por cinco municípios: Icó, Lavras da Mangabeira, Umari, Baixio e Ipaumirim. Área: 263,92 População estimada: 7733 (IBGE 2019) Densidade Demográfica: 28,59 Altitude: 272 Clima: SEMIÁRIDO QUENTE Fuso Horário: UTC-3

CARACTERÍSTICAS POPULACIONAIS

De acordo com os últimos dados do censo do IBGE (2022), o município possui uma população de 6.871 habitantes. Com 47,6 % da população residente na área urbana e 52,4 % residente na área rural. Entre 2010 e 2022, a população de Umari apresentou uma queda de 8,93% em sua população.

Em 2010 viviam, no município, 7.545 pessoas. Entre 1991 e 2000, a população do Município cresceu a uma taxa média anual de -0,67%. Na UF, essa taxa foi de 1,73% enquanto o Brasil foi de 1,63%, no mesmo período. Na década, a taxa de urbanização do Município passou de 33,88% para 47,61%.

A taxa de envelhecimento em Umari, Ceará, é de 14,48% para pessoas com mais de 65 anos, de acordo com o Censo 2022. Isso significa que aproximadamente 14,48% da população de Umari tem 65 anos ou mais, Umari está entre os municípios do Ceará com maior proporção de idosos. O Índice de Desenvolvimento Humano

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