DOU 25/08/2026 - Diario Oficial da Uniao - Brasil
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
Seção 1
Nº 160, terça-feira, 25 de agosto de 2026
ISSN 1677-7042
d) o CPV varia de acordo com as alterações de custo de produção em cada período. Não é possível realizar o ajuste diretamente no CPV, porque não existe a separação de montantes nessa rubrica entre custos fixo e variável. Assim, é utilizado o custo de produção, para o qual foi calculado o ajuste nos custos fixos, no cenário de variação na produção.
CPV Ajustado da Indústria Doméstica (R$ atualizados/t)
| [ CO N F I D E N C I A L ] | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| .Período | .Custo de produção unitário (A) | .Custo de produção unitário ajustado (B) | .CPV (C) |
CPV ajustado (D=C*B/A) |
|
| .P1 | .100,0 | .100,0 | .100,0 | 100,0 | |
| .P2 | .109,5 | .109,5 | .110,9 | 110,9 | |
| .P3 | .97,8 | .97,8 | .96,5 | 96,5 | |
| .P4 | .88,8 | .88,4 | .85,5 | 85,1 | |
| .P5 | .95,3 | .94,6 | .91,5 | 90,8 |
Fonte: Indústria doméstica.
Elaboração: DECOM.
e) as despesas unitárias com vendas não variariam com o aumento das vendas, mas haveria impacto nas despesas gerais e administrativas, no resultado financeiro e nas outras despesas ou receitas operacionais. Desse modo, as despesas ajustadas são o resultado das despesas incorridas multiplicadas pela razão entre as vendas internas do produto similar e suas vendas internas ajustadas.
Despesas Operacionais Ajustadas da Indústria Doméstica (R$ atualizados/t)
| [ CO N F I | D E N C I A L ] | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| . | .P1 | .P2 | .P3 | .P4 | P5 | |
| .Despesas Operacionais | .100,0 | .101,74 | .27,02 | .147,47 | 158,46 | |
| .Despesas gerais e administrativas | .100,0 | .147,83 | .-26,99 | .90,10 | 30,66 | |
| .Despesas com vendas | .100,0 | .103,53 | .139,41 | .78,66 | 80,07 | |
| .Resultado financeiro (RF) | .100,0 | .66,65 | .65,17 | .148,38 | 235,05 | |
| .Outras despesas (receitas) operacionais (OD) | .100,0 | .135,46 | .23,27 | .10,13 | 4,12 | |
| Fonte: Indústria doméstica. Elaboração: DECOM. 804. A partir dos pressupostos descritos acima, é Indicadores financeiros da Indústria |
possível analisar o impacto da Doméstica ajustados - Mercad [ CO N F I |
contração do merc o brasileiro de não D E N C I A L ] |
ado brasileiro de P3 tecidos se não hou |
a P5 nos resultado vesse contração de |
s da indústria do mercado |
méstica. |
| . | .P1 | .P2 | .P3 | .P4 | .P5 | P1 a P5 |
| .Resultado Bruto | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | -27,8% |
| .Variação | .- | .30,7% | .-45,4% | .-7,4% | .9,3% | |
| .Margem Bruta (%) | .100,0 | .110,0 | .79,7 | .74,9 | .75,7 | [ CO N F. ] |
| .Variação | . | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | |
| .Resultado Operacional | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | -96,5% |
| .Variação | .- | .47,1% | .-33,6% | .-97,5% | .43,5% | |
| .Margem Operacional (%) | .100,0 | .123,7 | .109,1 | .2,8 | .3,7 | [ CO N F. ] |
| .Variação | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | |
| .Resultado Operacional (Exceto RF) |
.[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | -28,3% |
| .Variação | .- | .27,3% | .-29,3% | .-49,9% | .59,2% | |
| .Margem Operacional (Exceto RF) (%) |
.100,0 | .107,1 | .100,4 | .51,1 | .75,3 | [ CO N F. ] |
| .Variação | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | |
| .Resultado Operacional (Exceto RF e OD) |
.[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | -16,6% |
.Variação |
.- | .25,4% | .-19,0% | .-49,9% | .64,0% | |
| .Margem Operacional (Exceto RF e OD**) (%) |
.100,0 | .105,5 | .113,4 | .57,7 | .87,6 | [ CO N F. ] |
.Variação |
.[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | .[ CO N F. ] | |
| Fonte: Indústria doméstica. Elaboração: DECOM. |
-
A partir da análise do exercício anterior, observou-se que a retração do mercado brasileiro de não tecidos contribuiu para o agravamento da deterioração dos indicadores econômico-financeiros da indústria doméstica, uma vez que sua eliminação hipotética resulta em melhora de praticamente todos os indicadores de rentabilidade. Todavia, essa melhora mostrou-se apenas parcial, permanecendo os resultados e as margens substancialmente inferiores aos níveis observados em P1 e ainda evidenciando variações negativas ao longo do período de análise, de P1 a P5.
-
Assim, concluiu-se que, embora a contração do mercado tenha contribuído para o agravamento do dano, esse fator não possui intensidade suficiente para explicar, isoladamente, a perda de rentabilidade da indústria doméstica, não afastando o dano decorrente das importações investigadas nem o nexo causal entre essas importações e o dano verificado ao longo do período de investigação.
-
Não houve, por fim, mudança nos padrões de consumo de não tecidos ao longo do período de análise de dano.
7.2.4 Progresso tecnológico
- Não foi identificada a adoção de evoluções tecnológicas que pudessem resultar na preferência do produto importado ao nacional.
7.2.5 Desempenho exportador
-
Conforme apresentado no item 6.1.1.1 deste documento, as vendas de não tecidos para o mercado externo efetuadas pela indústria doméstica apresentaram queda de 44,9% entre P1 e P5. A redução mais expressiva aconteceu de P3 para P4, quando o volume de exportações diminuiu 41,5%.
-
Em P1, as exportações da indústria doméstica representaram [RESTRITO]% do total de suas vendas, maior representatividade entre os períodos analisados, enquanto, em P5, passaram a representar [RESTRITO] %. Menciona-se, ainda, a existência de capacidade ociosa ao longo de todo o período analisado.
-
A redução das exportações quase que pela metade entre P1 e P5 pode, em tese, contribuir para a deterioração dos indicadores financeiros da indústria doméstica, na medida em que a diminuição do volume produzido tende a reduzir a diluição dos custos fixos sobre a produção. Observou-se, no entanto, que o custo fixo para a produção de não tecidos corresponde, em média, a [CONFIDENCIAL]% do custo de produção total.
-
Assim, concluiu-se que a diminuição das exportações da indústria doméstica pode ter contribuído, marginalmente, para o agravamento de seus indicadores financeiros, mas não possui magnitude suficiente para explicar a crescente pressão concorrencial observada no mercado doméstico, caracterizada pelo aumento das importações investigadas, pela ampliação de sua participação no mercado brasileiro e pela significativa subcotação de seus preços em relação aos da indústria doméstica notadamente em P4 e P5. Dessa forma, esse fator não afasta os efeitos das importações investigadas a preços de dumping sobre a situação da indústria doméstica.
7.2.6 Produtividade da indústria doméstica
-
A produtividade foi calculada como o quociente entre a quantidade produzida e o número de empregados envolvidos na produção da indústria doméstica. Observou-se que tal indicador aumentou 18,3% de P1 para P5. O aumento da produtividade decorreu da diminuição do número de empregados em 18,6% de forma mais acentuada que a redução do volume produzido (3,8%) no mesmo período.
-
Assim, verifica-se que a produtividade da indústria doméstica evoluiu favoravelmente ao longo do período de investigação, não havendo elementos que indiquem que esse indicador tenha contribuído para a deterioração de sua situação econômico-financeira. Dessa forma, concluiu-se que a produtividade não constitui fator alternativo capaz de explicar o dano observado nem afastar os efeitos das importações investigadas a preços de dumping.
7.2.7 Consumo cativo
- O consumo cativo sofreu reduções ao longo de todo o período: 12,8% de P1 para P2, 17,2% de P2 para P3, 24,7% de P3 para P4 e 19,9% de P4 para P5. Assim, considerando
os extremos da série, o consumo cativo da indústria doméstica decresceu 56,4%. O consumo cativo, em seu período de maior representatividade (P1), foi equivalente a [RESTRITO] % do volume de produção total da indústria doméstica, tendo chegado a representar [RESTRITO] % em P5.
-
A participação do consumo cativo da indústria doméstica no CNA apresentou decréscimos sucessivos ao longo do período: de [RESTRITO] p.p. de P1 para P2, de [RESTRITO] p.p. de P2 para P3, de [RESTRITO] p.p. de P3 para P4 e de [RESTRITO] p.p. de P4 para P5. Em P5, a participação do consumo cativo no CNA alcançou [RESTRITO] %, o que representou uma redução de [RESTRITO] p.p. em relação a P1.
-
Diante da reduzida representatividade do consumo cativo em relação à produção da indústria doméstica e de sua participação decrescente no CNA, concluiu-se que esse fator não possui magnitude suficiente para explicar a deterioração dos indicadores econômico-financeiros observada ao longo do período de investigação. Assim, o consumo cativo não constitui fator alternativo capaz de justificar o dano verificado, não afastando os efeitos das importações investigadas, a preços de dumping, sobre a situação da indústria doméstica. 7.2.8 Importações ou revenda do produto importado pela indústria doméstica
-
Ao longo do período analisado, houve importações e revendas de não tecidos importado pela indústria doméstica, conforme quadro abaixo:
| Importações e revendas da indústria doméstica-Em toneladas [CO | NFIDENCIAL] | |||
|---|---|---|---|---|
| . | .P1 .P2 |
.P3 | .P4 | P5 |
| .Importações | .100,0 .208,48 |
.46,27 | .38,39 | 202,60 |
| .Revendas | .100,0 .194,58 |
.47,19 | .38,69 | 206,62 |
| Fonte: RFB e peticionária | ||||
| Elaboração: DECOM |
-
Conforme informações apuradas por meio dos dados detalhados das importações brasileiras, fornecidas pela RFB, essas importações foram provenientes em sua maioria de origens não investigadas, como [CONFIDENCIAL], além de importações originárias [CONFIDENCIAL].
-
A respeito de suas importações, a Fitesa informou que importou [CONFIDENCIAL]. As importações teriam sido pontuais e não substantivas.
-
A Magnera, por sua vez, informou [CONFIDENCIAL].
-
Não obstante, observou-se que o volume de produtos importados pela indústria doméstica para revenda foi diminuto ao longo de todo o período de investigação. Sua maior representatividade ocorreu em P5, quando correspondeu a [CONFIDENCIAL]% do total produzido pela indústria doméstica. Nos demais períodos, essa participação variou entre [CONFIDENCIAL]% da referida produção.
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