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Diário Oficial da Cidade de São Paulo · 28/08/2026 · pág. 721

DOCSP 28/08/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 217

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

721 – São Paulo, 71 (217)

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desconhecimento, não ocupa esses espaços devidamente.

Agora, criança e boa parte dos adolescentes, sobretudo da primeira adolescência, não votam e não têm voz para nada. Muitas vezes, o adulto - com todo o respeito, eu tenho que dizer, ou porque trabalha demais ou porque se acomoda -, não vai buscar algo para essa criança.

Por exemplo, para aquele pai, aquela mãe, que saem um pouco mais tarde do trabalho. Aquele pai, aquela mãe que são enfermeiros, eventualmente fazem um plantão, vigias, porteiros. Não estou falando que tenhamos necessariamente de criar uma creche noturna. Mas existe esse equipamento de contraturno, e hoje, felizmente, estamos aumentando a disponibilidade de escola integral.

O que acontece é que os repasses são feitos independentemente do uso desses equipamentos. Então, o dinheiro público é transferido, seja para uma unidade da administração direta, seja para um equipamento público por excelência, seja para uma conveniada, que é uma instituição sem fins lucrativos, de natureza privada, que faz um contrato com a municipalidade. Então, se o dinheiro é transferido, se as pessoas são contratadas, nós precisamos ocupar esses espaços.

Então, eu estou aqui para, além de chamar a atenção, no bom sentido, da população para a existência desses equipamentos, os CCAs - Centros para Crianças e Adolescentes, também pedir a ajuda dos idosos. Da mesma maneira que o senhor e a senhora fiscalizam o equipamento voltado ao idoso, me ajudem a fiscalizar o equipamento voltado às crianças e aos adolescentes. Sejam os seus próprios netos, sejam os seus próprios sobrinhos, sejam os filhos das suas vizinhas. Nós precisamos aprender a trabalhar em rede.

Então, por que não pensar em estender esses CCAs, sobretudo naqueles bairros mais distantes em que as mulheres ainda estão levando muito tempo para ir e voltar dos seus trabalhos. Muito embora eu já tenha conseguido aprovar uma lei para prepararmos cuidadoras nos bairros mais periféricos. Queria falar sobre isso porque tenho certeza de que muita gente não conhece esses equipamentos.

Já aconteceu de eu receber pessoas no gabinete reclamando de que não há lazer ou atividades para as crianças. Há, sim. Se a pessoa fizer uma busca por endereço, vai encontrar próximo de sua casa um CCA ou um CEU, que oferece piscina e aula de natação.

Algumas culturas têm isso mais internalizado. O brasileiro tem muito essa relação com o Estado. O Estado faz. O Estado diz. Bom, o Estado já está pagando por meio dos nossos impostos. Agora, para cada um de nós há o dever de fiscalizar e ocupar.

E nos três minutos que me restam vou fazer duas observações. E depois vou escrever mais sobre os dois temas nas minhas redes.

Agora, tem que fiscalizar. Não digo somente nós, mas o povo, porque, se a pessoa sabe que tem um CEU ali, que tem um CCA, tentou inscrever a criança e não conseguiu, se uma a senhora tentou se matricular num alongamento, numa hidro e não conseguiu, mas o espaço está vazio, temos que verificar por que está vazio.

Vi o povo do PT reclamando do Governador Tarcísio de Freitas. O povo do PT tinha que agradecer, porque, se S.Exa. tivesse decidido sair a Presidente, o Presidente Lula teria bastante trabalho. Porque Lula está aí, nadando de braçada, como favorito em todas as pesquisas, porque não tem que encarar o Tarcísio; porque, se tivesse que encarar, a situação dele, e nossa, como país, seria diferente. Então os Colegas do PT têm que agradecer o fato de Tarcísio estar concorrendo em São Paulo. E pode ser que ganhe - não vou entrar em questões eleitorais -, com chance de ganhar inclusive no primeiro turno. E a situação do país seria diferente se S.Exa. tivesse ido para a corrida nacional. Este é um ponto.

Então, estamos fazendo essas visitas. É até bom eu falar, porque às vezes chegamos na visita, ou eu, ou um assessor, e o pessoal estranha. Acha que tem algum objetivo de fazer vídeo. Eu nunca fiz um vídeo na minha vida para jogar em rede, para expor quem quer que seja. Aliás, em regra, eu nem sequer anuncio que fui ou deixei de ir a algum lugar. Mas nós vamos.

Se o espaço existe, ele tem que ser usado. Se existe e tem gente ali entrando e saindo, tem funcionário, é porque tem atividade, e ele tem que ser ocupado.

Não é a primeira vez que trago esse assunto à tribuna. Já fiz isso com Centros de Referência de Dor Crônica e já fiz isso com outros equipamentos. Agora estou falando dos CCAs, porque as pessoas que têm um filho, uma filha, um neto, um sobrinho que precisa de uma atividade no contraturno e não tem condição de pagar uma atividade extra, não precisa pagar, porque todos nós já pagamos mediante os nossos impostos.

Então nós vamos com que objetivo? Conhecer melhor, verificar se está funcionando, divulgar o serviço. Visitamos recentemente vários conselhos tutelares aqui na capital. Em regra, estavam funcionando. Eu impliquei com o Conselho Tutelar da Sé porque tinha e tem uma placa dizendo: “Para ser atendido aqui, tem que ter o documento da criança e/ou do responsável”.

O outro ponto diz respeito a uma questão que apareceu hoje nas notícias, e me preocupou, obviamente, e entendo que tem que preocupar todo defensor das garantias e liberdades individuais. Primeiro, obviamente, um jornalista ter sido alvo de busca e apreensão há algum tempo; e, agora, a fonte do jornalista ter sido alvo de busca e apreensão.

Se o cidadão fizer uma busca no Google sobre o CCA mais próximo de sua casa ou entrar diretamente no site da Secretaria de Assistência Social, vai encontrar um equipamento para matricular sua criança. É importante que o cidadão também aprenda a buscar o que está à sua disposição.

Ora, o que mais tem é criança vítima de pai de rua, que toma os documentos. A primeira medida de um abusador de criança que está em situação de rua é sumir com os documentos. Então, um conselho tutelar não pode colocar uma barreira nesse atendimento. Mas encontrei em um universo de dezenas de visitas que nós fizemos essa restrição em um conselho. E nós oficiamos pedindo para tirar aquela placa.

As pessoas se iludem, porque pensam ou imaginam assim: “Ah, é um jornalista que tem outro espectro ideológico, que faz matéria contra político do meu espectro ideológico”. E aí as pessoas aplaudem. Mas, gente, em qualquer democracia, qualquer carta constitucional preserva e protege os jornalistas e suas fontes. Por quê? Porque, sem essa garantia, o jornalista não trabalha; e, sem essa garantia, ninguém confia no jornalista.

São diversos os shows gratuitos que são publicados no Diário Oficial da Cidade. Eu estou agora cobrando que seja publicado antes de acontecer, porque as pessoas dizem que não há lazer na cidade. Há, sim.

Agora, estou fazendo isso porque estou Vereadora. Mas quantas pessoas aposentadas que têm a sua formação, que podem fazer essas visitas e nos ajudar? Ligue para o meu gabinete, que me foi cedido pelo Vereador Eli Corrêa, e sou eternamente grata pela maneira como S.Exa. me recebeu nesta Casa.

É óbvio, se houver elementos de que o jornalista vendeu matéria, de que o jornalista fabricou matéria, é outra situação. Mas não é disso que se trata: um jornalista fez uma matéria denunciando uma pessoa poderosa. E, por força dessa matéria, ele foi alvo de uma busca e apreensão. E agora foram atrás da pessoa que teria passado as informações para ele.

Agora, tenho que fazer uma crítica construtiva ao Poder Executivo. Se se gasta tanto dinheiro com - publicidade, com promoção e com marketing inclusive eu até tenho até um projeto aqui para restringir isso -, por que é que não se divulga esse número? É enorme a quantidade de atividades que o dinheiro público paga. Paga para quem? Não é para fazer o pleno emprego. O objetivo desses repasses não é fazer o pleno emprego, por melhor que seja dar emprego para as pessoas. O objetivo é que o tomador do serviço conheça o serviço e faça uso dele.

Ligue para o Vereador Eli Corrêa, que está na rádio o tempo inteiro. Liga paro o Vereador que goste mais, não importa. Olha, eu vi que temos um equipamento pago com dinheiro público. Era para ter criança e não tem criança nenhuma. Nós iremos lá para entender onde é que estão as crianças.

Hoje, entende-se que o jornalista e a fonte alcançados têm o espectro de Centro-Direita. E estão aplaudindo. Mais essas situações se modificam, giram, e daqui a pouco vai ser alguém mais simpático. E nós precisamos defender as garantias e as liberdades por elas próprias. É muito grave haver jornalistas e fontes alcançados por matérias jornalistas.

Outro desafio que já apareceu nessas visitas aos CCAs. Nós estamos aumentando a disponibilidade de escolas integrais. Isso significa que nem tantas crianças necessitarão desses CCAs, porque eles servem para o contraturno. Então, talvez seja necessária uma reorganização central para avaliar. Por exemplo, se não teríamos que ter CCAs, hoje eles fecham às 17h, em regra, que eventualmente iniciassem mais tarde e fossem até um pouquinho mais tarde.

Tenho percebido, e venho dialogando sobre isso com a minha equipe, que, em regra, os equipamentos destinados às pessoas idosas funcionam melhor. E por que funcionam melhor? Porque os idosos são engajados. Os idosos correm atrás dos seus direitos, eles vêm aqui cobrar, eles fiscalizam. Se tentam fechar um serviço, eles denunciam.

Ninguém está acima da lei. Um jornalista, um médico ou um professor que pratique um roubo, um homicídio, um estupro, é óbvio que vai ser punido. Agora, por fazer uma matéria? Nós não

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