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Diário Oficial da União · 04/09/2026 · pág. 42

DOU 04/09/2026 - Diario Oficial da Uniao - Brasil

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Seção 1

Nº 168, sexta-feira, 4 de setembro de 2026

ISSN 1677-7042

6. DAS IMPORTAÇÕES E DO MERCADO BRASILEIRO
  1. Neste item serão analisadas as importações brasileiras e o mercado brasileiro de tubos de aço carbono, sem costura, de condução (line pipe), utilizados em oleodutos ou gasodutos, com diâmetro externo não superior a 5 (cinco) polegadas nominais (141,3 mm). O período de análise deve corresponder ao período considerado para fins de análise de probabilidade de continuação ou retomada de dano à indústria doméstica. 296. Assim, para efeito da análise, considerou-se, de acordo com o § 4º do art. 48 do Decreto nº 8.058, de 2013, o período de janeiro de 2019 a dezembro de 2023, dividido da seguinte forma:

P1 - janeiro de 2020 a dezembro de 2020;

P2 - janeiro de 2021 a dezembro de 2021;

P3 - janeiro de 2022 a dezembro de 2022;

P4 - janeiro de 2023 a dezembro de 2023; e

P5 - janeiro de 2024 a dezembro de 2024.

6.1. Das importações 297. Para fins de apuração dos valores e das quantidades de tubos de aço carbono sem costura importados pelo Brasil em cada período, foram utilizados os dados de importação referentes ao subitem tarifários 7304.19.00, da NCM, fornecidos pela RFB.

  1. O subitem 7304.19.00 da NCM, no qual o produto é normalmente classificado, engloba importações tanto de mercadorias enquadradas no escopo da presente revisão quanto de outros produtos. A partir da descrição do produto importado foram realizadas depurações com o objetivo de identificação e consequente exclusão dos volumes importados que não se referissem ao produto sujeito à medida. Foram excluídas operações de importação de tubos com diâmetro externo superior a 5 (cinco) polegadas nominais (141,3 mm), tubos de aço inoxidável incorretamente classificados nesse subitem da NCM, tubos soldados, tubos dos tipos não utilizados em oleodutos ou gasodutos e com aplicações distintas daquelas do produto objeto da revisão, dentre outros produtos cujas descrições permitiram concluir que não se tratava do produto objeto da revisão. 299. Cabe mencionar que, em decorrência da análise da petição para investigação de prática de dumping nas exportações para o Brasil de tubos de aço carbono, sem costura, originárias da Malásia, Índia e Tailândia, conforme tratado no item 1.3.4 do presente documento, realizou-se ajuste na depuração das importações do referido produto, sendo refletido neste documento. Importa notar que não houve alterações dos dados de importação de produtos originários da Ucrânia, tendo os ajustes impactado apenas as demais origens. 300. Cumpre destacar, ainda, que a atualização dos dados e das análises relacionadas não ensejou modificação da conclusão sobre os indícios de continuação ou retomada de dumping ou de dano para fins de abertura da presente revisão. 301. Visando tornar a análise do valor das importações mais uniforme, considerando que o frete e o seguro, dependendo da origem considerada, têm impacto relevante sobre o preço de concorrência entre os produtos ingressados no mercado brasileiro, a análise foi realizada em base CIF. [RESTRITO] . 302. As tabelas seguintes apresentam os volumes, valores e preços CIF das importações totais de tubos de aço carbono sem costura, no período de investigação de indícios de probabilidade de continuação ou retomada do dano à indústria doméstica.
Importações Totais (em t)
[ R ES T R I T O ]
P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5
Ucrânia 100,0 247,3 69,1 0,0 21,7 [ R ES T . ]
Total 100,0 247,3 69,1 0,0 21,7 [ R ES T . ]
(sob análise)
Tailândia 100,0 29,9 775,4 3335,5 4634,2 [ R ES T . ]
Índia 0,0 100,0 33,6 194,0 359,4 [ R ES T . ]
Malásia 100,0 78,3 167,9 588,8 233,7 [ R ES T . ]
Argentina 100,0 2632,2 8600,9 5992,4 944,0 [ R ES T . ]
China 100,0 9973,9 21113,8 13988,4 28436,0 [ R ES T . ]
Indonésia 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 [ R ES T . ]
Taipé Chinês 0,0 0,0 0,0 100,0 53,2 [ R ES T . ]
Itália 0,0 100,0 184,8 0,0 502,0 [ R ES T . ]
Romênia 100,0 183,0 1736,6 0,0 477,9 [ R ES T . ]
Rússia 100,0 313,5 236,9 21,7 0,0 [ R ES T . ]
Outras(*) 100,0 174,4 329,7 1073,3 90,4 [ R ES T . ]
Total 100,0 330,0 786,3 1532,0 1509,7 [ R ES T . ]
(exceto sob análise)
Total Geral 100,0 277,5 331,3 560,1 565,7 [ R ES T . ]

Elaboração: DECOM

Fonte: RFB

(*) Demais Países: África do Sul, Alemanha, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, França, México, Países Baixos (Holanda), Polônia, República Tcheca, Singapura.

  1. Observou-se que o indicador de volume das importações brasileiras da origem investigada aumentou 147,3% de P1 para P2, e reduziu 72,1% de P2 para P3. Em P4, não houve importações originárias da Ucrânia e, considerando o intervalo entre P3 e P5, houve redução de 68,6%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de volume das importações brasileiras de origem da origem investigada revelou variação negativa de 78,3% em P5, comparativamente a P1.

  2. Com relação à variação de volume das importações brasileiras do produto das demais origens ao longo do período em análise, houve aumentos consecutivos, de 230,0% entre P1 e P2, 138,3% de P2 para P3, e 94,8% de P3 para P4. Entre P4 e P5 o indicador sofreu redução de 1,5%. Ao se considerar toda a série analisada, o indicador de volume das importações brasileiras do produto das demais origens apresentou aumento de 1.409,7%, considerado P5 em relação ao início do período analisado (P1). 305. Avaliando a variação de importações brasileiras totais no período analisado, entre P1 e P2 verifica-se aumento de 177,5%. É possível verificar ainda uma elevação de 19,4% entre P2 e P3, e de 69,1% de P3 para P4. Entre P4 e P5, o indicador mostrou variação positiva de 1,0% e, analisando-se todo o período, as importações brasileiras totais apresentaram expansão da ordem de 465,7%, considerado P5 em relação a P1.

Valor das Importações Totais (em CIF USD x1.000)
[ R ES T R I T O ]
P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5
Ucrânia 100,0 260,5 106,6 0,0 31,0 [ R ES T . ]
Total
(sob análise)
100,0 260,5 106,6 0,0 31,0 [ R ES T . ]
Tailândia 100,0 28,4 1187,5 3541,7 5060,4 [ R ES T . ]
Índia 0,0 100,0 35,9 219,2 417,0 [ R ES T . ]
Malásia 100,0 110,4 247,9 643,1 260,0 [ R ES T . ]
Argentina 100,0 2550,6 9724,8 7579,1 952,8 [ R ES T . ]
China 100,0 15122,4 40766,2 23816,3 86458,9 [ R ES T . ]
Indonésia 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 [ R ES T . ]
Taipé Chinês 0,0 0,0 0,0 100,0 56,2 [ R ES T . ]
Itália 0,0 100,0 79,3 0,0 508,4 [ R ES T . ]
Romênia 100,0 415,8 1988,5 0,0 632,2 [ R ES T . ]
Rússia 100,0 321,7 376,9 48,5 0,0 [ R ES T . ]
Outras(*) 100,0 245,3 888,6 1194,3 580,8 [ R ES T . ]
Total (exceto sob análise) 100,0 368,3 1165,0 1866,7 1786,4 [ R ES T . ]
Total Geral 100,0 306,7 559,5 798,7 782,1 [ R ES T . ]
Preço das Importações Totais (em CIF USD/t)
[ R ES T R I T O ]
P1 P2 P3 P4 P5 P1 - P5
Ucrânia 100,0 105,3 154,4 0,0 143,3 [ R ES T . ]
Total (sob análise) 100,0 105,3 154,4 0,0 143,3 [ R ES T . ]
Tailândia 100,0 94,9 153,2 106,2 109,2 [ R ES T . ]
Índia 0,0 100,0 107,0 113,0 116,0 [ R ES T . ]
Malásia 100,0 140,9 147,7 109,2 111,2 [ R ES T . ]
Argentina 100,0 96,9 113,1 126,5 100,9 [ R ES T . ]
China 100,0 151,6 193,1 170,3 304,0 [ R ES T . ]
Indonésia 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 [ R ES T . ]
Taipé Chinês 0,0 0,0 0,0 100,0 105,6 [ R ES T . ]
Itália 0,0 100,0 42,9 0,0 101,3 [ R ES T . ]
Romênia 100,0 227,2 114,5 0,0 132,3 [ R ES T . ]
Rússia 100,0 102,6 159,1 224,0 0,0 [ R ES T . ]
Outras(*) 100,0 140,6 269,5 111,3 642,5 [ R ES T . ]
Total (exceto sob análise) 100,0 111,6 148,2 121,8 118,3 [ R ES T . ]
Total Geral 100,0 110,5 168,9 142,6 138,3 [ R ES T . ]

Elaboração: DECOM

Fonte: RFB

  1. Observou-se que o indicador de valor CIF (mil US$) das importações brasileiras da origem investigada aumentou 160,5% de P1 para P2 e registrou variação negativa de 59,1% de P2 para P3. Em P4 não houve importações e, analisando-se P5 comparativamente a P3, houve redução de 70,9%. Ao se considerar todo o período de análise, o indicador de valor CIF (mil US$) das importações brasileiras da origem investigada revelou variação negativa de 69,0% em P5, comparativamente a P1.

  2. Com relação à variação de valor CIF (mil US$) das importações brasileiras do produto das demais origens ao longo do período em análise, houve aumentos de 268,3% entre P1 e P2, 216,3% de P2 para P3, e 60,2% de P3 para P4. Entre P4 e P5, o indicador sofreu redução de 4,3% e, ao se considerar toda a série analisada, o valor CIF (mil US$) das importações brasileiras do produto das demais origens apresentou expansão de 1.686,4%, considerado P5 em relação ao início do período avaliado (P1).

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