Dia Oficial

Diário Oficial da Cidade de São Paulo · 09/09/2026 · pág. 285

DOCSP 09/09/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 229

Baixar página em PDF · Criar alerta deste tema

O visualizador interativo precisa de JavaScript — baixe a página original em PDF.

TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

quarta-feira, 09 de setembro de 2026

285 – São Paulo, 71 (229)

───────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────

─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────

Dhiego Apelle relembrou que, em gestões anteriores, o atendimento no Real Parque foi apresentado à população como um projeto definido, e não como uma resolução, mencionando a existência de maquetes e materiais multimídia da época. Afirmou que a comunidade se sentiu ludibriada, pois aceitou ir para o auxílio-aluguel devido aos riscos, mas acabou dispersada por diferentes regiões da cidade. Criticou a falta de clareza no cenário atual, citando que a apresentação de novas alternativas, como o programa Pode Entrar, sem um projeto firmado dentro do perímetro do Panorama, gera insegurança e dificulta o diálogo entre os representantes e a comunidade.

nas reuniões, que carecem de um cronograma de discussões resolutivas. Enfatizou que a promessa genérica de que todos serão atendidos não traz segurança aos moradores e que, sem uma definição estratégica real, o impasse nas reuniões do conselho gestor continuará se repetindo.

ultrapassem esses obstáculos.

André Ramos (SP Urbanismo) formalizou o encaminhamento do workshop proposto pela Secretária na semana seguinte, com o envio do convite aos Representantes, encerrando os trabalhos do dia às 17h36.

Elisabete França (SMUL) propôs a realização de um workshop técnico, a ser agendado para a semana após a Páscoa, com o objetivo de explicar detalhadamente o funcionamento da gestão pública e os entraves jurídicos específicos do Jardim Panorama. A secretária rebateu as críticas sobre a demora nos projetos, ressaltando que a administração pública é submetida a rígidos controles legais e órgãos de fiscalização, como o Ministério Público, o que impede a contratação de obras ou projetos em áreas que não sejam patrimônio público. Enfatizou que não pretende "vender facilidades" ou enganar a população com promessas de execução imediata, dada a complexidade da usucapião e da regularização fundiária. O workshop, que contará com a participação de Daniel Quesada para explicar o "estado da arte" dos processos jurídicos, servirá para apresentar os mapas das áreas e alinhar as expectativas sobre o que pode legalmente ser feito em cada trecho do território. Elisabete concluiu reafirmando seu conhecimento sobre a precariedade da região, mas reiterou que as soluções precisam respeitar os trâmites da coisa pública para evitar paralisações judiciais futuras.

REPRESENTANTES GGOUCFL PRESENTES 1. São Paulo Urbanismo | SPURBANISMO | COORDENAÇÃO

Titular André Gonçalves dos Ramos

Suplente Ana Carolina André Machado Simão Jacob

Contestou o impedimento jurídico causado pela usucapião, citando como contraexemplo o conjunto habitacional Coliseu, na Vila Olímpia. Afirmou que a área do Coliseu também era objeto de usucapião e possuía carência de infraestrutura e saneamento, semelhante ao Panorama, mas foi 100% urbanizada e tornou-se um marco habitacional da Prefeitura de São Paulo. Por fim, reforçou que a falta de um projeto concreto e de notícias positivas para os moradores apenas agrava os questionamentos e o sentimento de incerteza no território.

2. Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento | SMUL

Titular Elisabete França

Suplente Julia Maia Jereissati

3. Secretaria Municipal de Planejamento e Eficiência | SEPLAN

Titular Murilo Cesar da Silva

Elisabete França (SMUL) ponderou que a realidade do Jardim Panorama se transformou radicalmente desde que a área foi integrada à Operação Urbana, saltando de um registro inicial de 274 moradores para cerca de mil moradias no levantamento atual. Essa expansão agravou os problemas de risco e alterou a escala das soluções necessárias. A secretária se comprometeu a apresentar um modelo de urbanização clássica na próxima reunião, mas fez a ressalva técnica de que esse tipo de intervenção exigiria o reassentamento de aproximadamente 40% das famílias para viabilizar a infraestrutura de ruas e saneamento.

4. Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente | SVMA

Titular Lucia Noemia Simoni

André Dal-Bó da Costa (FAUUSP) destacou que o debate atingiu um impasse entre duas visões técnicas distintas. De um lado, a gestão atual entende que a complexidade jurídica inviabiliza passos firmes na urbanização e regularização direta do Jardim Panorama, focando no programa Pode Entrar como a solução mais factível para oferecer unidades prontas dentro da Operação Urbana. Do outro, parte da comissão defende que é possível avançar com a urbanização e manutenção das famílias no território, baseando-se no aprendizado do planejamento urbano das últimas duas décadas e no Estatuto da Cidade; colocou-se à disposição para apresentar, de forma didática, exemplos recentes de regularização em áreas complexas, como a Vila Soma (Sumaré) e o complexo Isidoro (Belo Horizonte). Ressaltou que sua proposta de Assessoria Técnica visa justamente oferecer alternativas viáveis dentro da área, contrastando com a lógica do mercado que rege a oferta de unidades no Pode Entrar, onde a prefeitura depende da disponibilidade de terrenos ofertados pela iniciativa privada. Concluiu reafirmando que não se trata de falta de compreensão sobre a "coisa pública", mas de leituras acadêmicas e técnicas divergentes sobre como enfrentar o problema.

5. Secretaria Municipal de Habitação | SEHAB

Suplente Elaine Marque de Ornelas

6. Secretaria de Governo Municipal | SGM

Suplente Marcelo Pedro Mombelli

Embora tenha confirmado que há cerca de R$ 200 milhões garantidos para o atendimento habitacional dos moradores, ela ressaltou que a questão jurídica do usucapião é um entrave complexo que pode levar anos para ser resolvido, pois envolve a identificação e indenização de todos os envolvidos no processo judicial. Por fim, Elisabete França defendeu a necessidade de transparência sobre as dificuldades reais para evitar a criação de falsas expectativas, comparando a situação do Panorama aos desafios críticos que a gestão já enfrenta na Favela da Linha.

7. Movimento Defenda São Paulo | MDSP

Titular Renata Esteves de Almeida Andretto

8. Instituto dos Arquitetos do Brasil | IAB

Titular Cristina Wehba

9. Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas | APEOP

Titular Leonardo Noya Kubli

Cristina Wehba (IAB) reforçou a necessidade urgente de uma estratégia clara para o Jardim Panorama, argumentando que a insistência dos conselheiros e moradores persistirá enquanto não houver uma definição sobre o destino das famílias. Esclareceu que a solicitação não é por um projeto imediato de intervenção, mas por um plano de ação que detalhe como a Prefeitura pretende lidar com as remoções e a urbanização, mesmo diante das complexidades jurídicas da usucapião. Sugeriu uma articulação direta entre a SP Urbanismo e o Departamento de Projeto da SEHAB para traçar diretrizes estratégicas, pontuando que o corpo técnico tem repertório para propor soluções mesmo em contextos problemáticos. Criticou a postura da gestão de apresentar apenas justificativas para a não execução do projeto, destacando que medidas paliativas de infraestrutura, como drenagem e esgoto, deveriam ser discutidas para áreas onde a sentença de usucapião já foi proferida.

10. Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis de SP | SECOVI

Titular Eduardo Della Manna

Cristina Wehba (IAB) reforçou a disposição do Instituto para o diálogo, mas fez uma ressalva crítica sobre a falta de interlocução da gestão. Relembrou que, em setembro do ano anterior, o IAB organizou um workshop durante a Bienal Internacional de Arquitetura totalmente voltado para a situação do Jardim Panorama e da Operação Urbana, para o qual foram convidados a SP Urbanismo, a SEHAB e a SMUL, sem que houvesse qualquer resposta ou participação dos órgãos oficiais.

11. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo | FAUUSP

Titular André Dal-Bó da Costa

12. Associação dos Representantes dos Moradores de Favela do Perímetro da Operação Urbana Consorciada Faria Lima | ARMFP

Titular Welton de Oliveira Silva

Enfatizou que, embora reconheça a importância de aprender com a gestão, é fundamental que a Prefeitura também escute as contribuições do campo do planejamento urbano. Defendeu que o planejamento não deve se restringir a justificativas jurídicas para a paralisia de projetos, mas sim buscar aportes técnicos e estratégicos que

Suplente Caroline Viana

AUSENTES: Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT); Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SIURB); Secretaria

Por fim, ressaltou que o Panorama possui um conselho de ZEIS formalizado, mas que temas centrais como habitação e urbanização são evitados

──────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────── Publicado em https://diariooficial.prefeitura.sp.gov.br com assinatura eletrônica qualificada Arquivo Publico Municipal | Rol registrado no processo 6013.2026/0007291-2 protocolo 164684940, CRC 7348A7E2