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Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte · 10/09/2026 · pág. 26

DOERN 10/09/2026 - Diario Oficial do Estado do Rio Grande do Norte

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Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte

Natal, 10 de setembro de 2026

26 - Ano 93 • Nº 16.233

7.3 Potencialidades •Proximidade com o território e cotidiano das pessoas; •Vínculo, escuta qualificada e acolhimento; •Continuidade do cuidado; •Diversidade de estratégias individuais e coletivas, envolvendo grupos, famílias e redes sociais. 7.4 Principais desafios •Insegurança profissional na atenção em saúde mental; •Medicalização e uso prolongado de psicotrópicos; •Limitação de estratégias psicossociais de cuidado. 7.5 Diretrizes da Política Estadual •APS como ordenadora do cuidado na RAPS; •Acolhimento de todo sofrimento psíquico, sem restrição diagnóstica; •Cuidado compartilhado, abordagens psicossociais e redução da medicalização; •Fortalecimento do Projeto Terapêutico Singular (PTS), redução de danos, matriciamento e atenção a seguimentos e populações vulneráveis. 7.6 Estratégias de cuidado •Grupos terapêuticos, de convivência e inclusão social; •Trabalho com famílias, redes de apoio e participação ativa dos usuários; •Integração ensino–serviço–comunidade; •Incluindo a Política Pública de Saúde Bucal, garantindo cuidado integral, contínuo, equânime e universal às ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, com enfrentamento das barreiras de acesso.

10.2 Atenção em Saúde Mental à Crise de Sofrimento Psíquico O cuidado às situações de crise em saúde mental exige articulação integrada entre RAPS, Rede de Urgência e Emergência, atenção hospitalar, APS e demais políticas públicas, assegurando acolhimento, manejo adequado, continuidade do cuidado territorial e garantia de direitos.

10.2.1 O que é crise

•Situação de intenso sofrimento psíquico, frequentemente associada a rupturas sociais, familiares e vulnerabilidades;

•Pode envolver sintomas graves, recusa de cuidado e necessidade de proteção ampliada. 10.2.2 Princípios do cuidado

•Resposta rápida, cuidado contínuo e proteção de direitos; •Escuta qualificada, acolhimento, vínculo e Projeto Terapêutico Singular (PTS); •Cuidado territorial e em liberdade; •Internação como medida excepcional.

10.2.3 Onde cuidar •Definição de fluxos para acolhimento, estabilização, seguimento e pós-crise;

•Responsabilidade compartilhada entre todos os pontos da RAPS;

•CAPS, especialmente CAPS III, como referência estratégica;

•APS no acompanhamento longitudinal;

•RUE como retaguarda assistencial;

•Leitos em hospital geral apenas quando necessários, articulados com CAPS e APS na admissão e alta. 10.2.4 Como cuidar

•Protocolos regionais de manejo da crise;

8. Atenção Psicossocial Estratégica – Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Os CAPS constituem o principal
disositivo estratéico da RAPS exercendo funões assistenciais articuladoras oranizadoras e arantidoras dos
•Prioridade a abordagens territoriais, psicossociais, não invasivas e não exclusivamente biomédicas;
•Uso de diáloo vínculo reduão de danos e acionamento da rede conforme necessidade;
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princípios do SUS e da Reforma Psiquiátrica no território.
g, , ç
•Planejamento da continuidade do cuidado, acompanhamento longitudinal e identifcação precoce de agravamen-
8.1 Papel dos CAPS
•Serviço central da RAPS e coordenador do cuidado em saúde mental;
tos.
10.2.5 Internação
•Articulação dos pontos da rede, do território e das ações intersetoriais;
•Atuação territorial comunitária e para além do espaço institucional
•Indicada após esgotamento dos recursos territoriais;
•Preferencialmente em leitos de saúde mental em hospital eral;
, .
8.2 Direção do cuidado
g
•De curta duração, integrada à rede, com alta assistida e continuidade do cuidado sob corresponsabilidade do
•Base territorial e comunitária;
•Construção do Projeto Terapêutico Singular (PTS);
CAPS e da APS.
10.2.6 Ações estratégicas
•Cuidado compartilhado e matriciamento; •Fortalecimento dos CAPS como referência no manejo da crise;
•Superação do modelo ambulatorial, fragmentado e centrado exclusivamente na assistência.
83 Oiã d Rd
•Integração entre RAPS e RUE;
•Iltã d f tl ii
. rganzaço a ee
•Implantação de CAPS conforme porte populacional;
mpanaço e uxos e proocoos regonas;
•Qualifcação dos serviços e da ambiência do cuidado;

•Cobertura regional, incluindo CAPS III e AD III;

•Reduzir estigma;
•Pactuação regional de rede e intersetorial de fuxos e responsabilidades;
•Funcionamento em lógica de porta aberta.
•Expandir leitos de saúde mental em hospital geral (como retaguarda).
10.3 Prevenção da Automutilação e do Suicídio

8.4 Principais ações dos CAPS

10.3.1 Compreensão do problema
•Acolhimento, cuidado contínuo e redução de danos; •Fenômeno complexo e multifatorial (social, cultural, psicológico)
•Atividades coletivas, comunitárias e matriciamento;
•Articulação intersetorial e apoio a Serviço Residencial Terapêutico (SRT) e Unidades de Acolhimento, leitos de
•Não se reduz a transtornos mentais
•Impacta família e comunidade
saúde mental em hospital geral; 10.3.2 Princípios
•Promoção de emancipação, inclusão social, trabalho, renda e fortalecimento do controle social. •Prevenção é possível
A iil d d ii ídi
9. Desinstitucionalização •ção ntersetora (saúe, eucação, assstênca, ma etc.)
•Base em direitos, acolhimento e inclusão

9.1 Conceito
•Superação do modelo manicomial;
•Evitar medicalização e abordagens reducionistas
10.3.3 Direção da política
•Cuidado em liberdade, no território;
•Ilã il i d dii
•Fortalecer a RAPS (APS + CAPS)
•Alhi idi idd í
ncuso soca e garanta e retos.
comento meato e cuao contnuo
9.2 Direção •Casos de tentativa = prioridade na rede
•Substituir internação por cuidado comunitário;

•Romper com isolamento e medicalização excessiva;
10.3.4 Estratégias principais
•Combater o manicômio físico e cultural;
•Promover interaão em vivência comunitária
•Identifcar riscos e fatores de proteção;
•Reduzir acesso a meios letais
gç .
9.3 Dispositivos principais
•Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT);
;
•Fortalecer notifcações e monitoramento;
•Combater estigma;

•Programa de Volta para Casa (PVC);

•Produzir informação responsável (mídia);
•Reabilitação psicossocial.
94 Ações estratégicas
•Desenvolver ações locais por território e grupos vulneráveis.
1035 Direção da política
.
•Implantar e qualifcar SRT;
•Ampliar acesso ao Programa de Volta para Casa (PVC);
..
•Fortalecer a RAPS (APS + CAPS)
•Acolhimento imediato e cuidado contínuo

•Monitorar internações de longa permanência;
•Casos de tentativa = prioridade na rede
•Criar instância estadual de acompanhamento;
•Fechamento progressivo de dispositivos manicomiais.
10.3.6 Estratégias principais
•Identifcar riscos e fatores de proteção

10.3.7 Ações práticas
10. Linhas de Cuidado Prioritárias
101 Atenção Psicossocial Infanto-juvenil
•Capacitação de profssionais e professores
•Apoio às redes de saúde educação e assistência
.
10.1.1 Organização do cuidado
,
•Materiais informativos e educação em saúde
•CAPS infanto-juvenil como referência (e CAPS I/II onde não houver);
•Cidd d RAPS titói
•Campanha contínua: “Viver, de setembro a setembro”
104 Atã P Nidd dt d U d Sbtâi Piti
uao em ree () e no errro;
. enço a essoas com ecessaes ecorrenes o so e usncas scoavas
•Integração com outras políticas (educação, assistência, justiça etc.).
10.1.2 Princípios do cuidado
10.4.1 Compreensão do problema
•Uso de substâncias psicoativas (SPA) é fenômeno sociocultural histórico;

•Prioridade absoluta (ECA);

•Problema não está nos tipos das substâncias e nem nos seus usos, mas nas necessidades de saúde decorrentes e
•Cuidado integral e singular (PTS); nos seus riscos e danos. Envolve a interação entre a substância, a pessoa (aspectos subjetivos) e o contexto social
•Atuação com redução de danos;
•Combate ao uso excessivo de diagnósticos e medicamentos;
(fatores estruturais);
10.4.2 Limites das políticas tradicionais
•Enfrentamento da redução de questões sociais, escolares e familiares a “transtornos”; •Foco excessivo na repressão e ilegalidade;

•Pressão por respostas rápidas (especialmente na escola).

•Desconsidera que álcool e medicamentos causam maiores danos;
10.1.3 Pontos de atenção •Baixa efetividade e presença de visões estigmatizantes;
•APS CAPS CAPS AD hospitais e demais serviços da RAPS 10.4.3 Nova abordagem
, , ,
•Responsabilidade compartilhada entre municípios e rede
10.1.4 Estratégias

•Foco nas pessoas, não nas substâncias psicoativas;
•Consideração a interação entre sujeito, uso e contexto social;

•Fortalecer APS e matriciamento

•Despatologização da repetição do uso da SPA - entendida como mensagem psíquica durante o tratamento que

•Ampliar e qualifcar serviços
•Cuidado intersetorial e comunitário

é inerente às necessidades decorrentes do uso, devendo ser escutada e compreendida como parte do processo de
cuidado;
•Atenão a situaões de vulnerabilidade (abriamento socioeducativo uso de substâncias sicoativas) •Base em direitos cidadania e euidade
ç ç g, , p;
•Expandir com referência de serviço 24h baseado nos modelos de CAPS III
, q
•Política intersetorial e de longo prazo;
•Desinstitucionalização também na infância
•Decisões baseadas em evidências científcas.
10.1.5 TEA / autismo 10.4.4 Papel das políticas públicas
•Crescente demanda
•Cuidado articulado na rede
•Saúde: cuidado, prevenção, redução de danos e articulação;
•Assistência social: enfrentamento das vulnerabilidades

•Sem modelo único de tratamento → abordagem conforme cada caso
;
•Segurança pública: proteção da cidadania (não repressão ao usuário) combate ao crime organizado, tráfco de