DOMGO 10/09/2026 - Diario Oficial dos Municipios de Goias
Baixar página em PDF · Criar alerta deste tema
O visualizador interativo precisa de JavaScript — baixe a página original em PDF.
TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
Goiás , 10 de Setembro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Estado de Goiás • ANO XVII | Nº 3907
O REVESTIMENTO é a camada, tanto quanto possível impermeável, coesa, o mais possível desempenado geometricamente, que recebe diretamente a ação de rolamento dos veículos e das intempéries (água, vento, temperatura, atrito, hidrocarbonetos, impactos mecânicos e outros) e destinada a resistir aos esforços tangenciais (cisalhamento, frenagem, aceleração, movimentos centrífugos, etc.).
O Pavimento Projetado será do tipo flexível, o qual utiliza o ligante betuminoso na construção do revestimento.
DIMENSIONAMENTO DO PAVIMENTO
Considerações
Um pavimento é um sistema de camadas de espessuras finitas, assentes sobre um semi-espaço infinito, que é o sub-leito.
O problema geral do dimensionamento consiste em considerar um ponto P qualquer do sistema, no sub-leito ou no pavimento e determinar, para este ponto, quando o sistema é solicitado por uma carga de roda Q, o estado de tensão, a deformação e se vai ou não, haver ruptura.
O sistema será considerado satisfatório, do ponto de vista do dimensionamento, quando não houver ruptura em nenhum ponto ou a deformação máxima satisfizer os limites previamente fixados, sendo as espessuras das camadas, as necessárias e suficientes.
Existem várias teorias ou modelos para o estudo do sistema de camadas múltiplas de pavimento: “Boussinesq, Busmister, Hogg, Westergaard, Peattie e Jones, Jeuffroy e Bachelez”, (Murillo Lopes, 1980, p. 317 a 353), porém é fácil concluir da dificuldade de aplicação dos métodos teóricos ao dimensionamento de pavimentos flexíveis.
Por este motivo, o dimensionamento de pavimentos flexíveis é feito através de métodos empíricos; onde são utilizados ensaios empíricos, definidores das características de resistência dos materiais, certos parâmetros de tráfego e uma equação ou ábaco, estabelecidos experimentalmente e ligando estas grandezas.
Este projeto basear-se-á no Método de Dimensionamento de Pavimento Flexível do DNER/DNIT-1966/79, que tem como base o trabalho “Design of Flexible Pavements Considering Mixed Loads and Traffic Volume”, da autoria de W. J. Turnbull, C. R. Foster e R.G. Ahlvin, do Corpo de Engenheiros do Exército dos E.E.U.U. e conclusões obtidas na Pista Experimental da AASHTO, com as considerações pertinentes às finalidades do Programa Asfalto Novo.
Estudo do Tráfego
Como preconiza o Programa Asfalto Novo, a pavimentação asfáltica urbana será executada em zonas residenciais com predominância de tráfego de veículos de passeio, quando houver.
Mesmo assim, para que se possa sistematizar um procedimento de dimensionamento de pavimento flexível e utilizar o Método do DNERDNIT/1966/79, considerar-se-á a incidência do menor número de solicitações do eixo padrão de 8,2t, devido ao tráfego, número N, que o ábaco de dimensionamento permite, ou seja, N = 10.
ÁBACO DE DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTO FLEXÍVEL MÉTODO DNER -1966/79
Capacidade de Suporte do Sub-leito (CBR)
Devido o Programa Asfalto Novo ser de caráter Estadual, com condições de atender a todos os Municípios do Estado, que por sua vez apresentam características geotécnicas diferenciadas; optou-se por adotar um valor mínimo de Índice de Suporte Califórnia – ISC/CBR do sub-leito, de tal forma a obter as espessuras mais delgadas de pavimento, buscando economicidade. O CBR mínimo do sub-leito adotado é de 8%.
Determinação do REVESTIMENTO e da BASE
Sejam as duas estruturas de pavimento:
Uma vez definidos os parâmetros: número N e CBR do sub-leito (n) pode-se dimensionar o pavimento com o auxílio do ábaco de dimensionamento e das inequações abaixo:
RK_R+B'K_B ≥ H_20 (1) RK_R+B'K_B+SB*K_SB ≥ H_n (2) Onde:
R = espessura do revestimento; B'= espessura de base; SB= espessura de sub-base; K_R = coeficiente estrutural do revestimento;
K_B = coeficiente estrutural do material de base;
K_SB = coeficiente estrutural do material de sub-base ; H_20 = espessura necessária acima da sub-base,
Hn = espessura necessária acima do sub-leito com CBR = n. Para o dimensionamento este projeto foi considerado: N = 10
Material da sub-leito com CBR = 8% Material da sub-base com CBR = 20%
Tratamento Superficial Duplo (TSD), devido às condições de tráfego leve e ocasional. Portanto a espessura do revestimento, R, será considerado 2,50 cm (1”) e o coeficiente estrutural do revestimento será K_R =1,20.
O coeficiente estrutural da base e da sub-base em solo granular será de 1,00 , portanto K_B=K_BS=1,00 Analisando o ÁBACO DE DIMENSIONAMENTO e considerando N = 10 e CBR = 20%, obtém-se H_20=3,5", transformando em centímetros temos que: H_20=3,5=3,52,5= 8,75 ≅9,00 cm (4) Substituindo R, K_R , K_B e H_20 em (1), temos: RK_R+B'K_B ≥ H_20 (1) 2,501,20+B*1,00 ≥ 9,00 B'≥6,00 cm
Portanto adotaremos o B'=6,00 cm.
www.diariomunicipal.com.br/fgm 52