DOCSP 15/09/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 234
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
199 – São Paulo, 71 (234)────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────terça-feira, 15 de setembro de 2026
"custo de revisão de projeto" deve ser relativizado: há espaço técnico e institucional para revisão;
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Apontou fragilidades no pré-projeto, citando como exemplo o terreno ao final da linha, na antiga fábrica de lã de vidro Saint-Gobain, área com registro de contaminação e coberta por TAC firmado com o MPSP e a CETESB, que exige a implementação de plano de gerenciamento de áreas contaminadas antes de qualquer mudança de uso.
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Solicitou formalmente ao CPM e à Prefeitura que se convide o Metrô para uma discussão democrática e com abertura de dados, registrando que o território não se opõe ao metrô — Pinheiros conviverá com três linhas;
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Os estudos geotécnicos das duas alternativas de traçado (a de referência pela Faria Lima e a selecionada). Hoje o estudo de solo estaria sendo feito apenas no novo trajeto, o que impede verificar se a alegada inviabilidade geotécnica da Faria Lima procede;
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O CAPEX comparado das duas alternativas. Questionou a alegação de economia de R$ 2 bilhões, observando que cada estação da Linha Laranja custou entre R$ 600 e R$ 700 milhões e que a redução decorre essencialmente de uma estação a menos e da redução de porte das estações;
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A capacidade e o tempo de transferência entre estações, particularmente na Fradique Coutinho e na Faria Lima;
- Levantou tema ainda não discutido no território: o porte das estações e o uso do solo sobre as estações, citando o caso da Linha Laranja, em que espaço nobre desapropriado teria sido perdido. Registrou que se fala em construir edifícios sobre as estações e solicitou os números que sustentam essa viabilização.
5.5 Laurita Salles — conselheira do CPM e representante do Pró Pinheiros
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Tratou da Estação Fradique Coutinho, de porte reduzido, diretamente atingida pela mudança: questionou como uma estação pequena se converteria em hub, sendo que o hub planejado era outra estação;
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Registrou que participou da primeira audiência pública [2024] e avaliou o processo de escuta da população conduzido pelo Metrô como irrisório, sem validação enquanto escuta pública efetiva;
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Manifestou, em caráter pessoal e não em nome do CPM, a percepção de que as ZEUs estariam determinando o interesse nos traçados: na Faria Lima o zoneamento já está consolidado e os edifícios construídos, enquanto na região da Vila Beatriz haveria ganhos financeiros a realizar com futuros empreendimentos imobiliários;
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Afirmou entender que a definição do traçado tem sido conduzida não pela área técnica de mobilidade, mas pela Secretaria de Promoção de Investimentos, invertendo a lógica do planejamento — questão que, a seu ver, deve ser levada inclusive ao Ministério Público.
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Registrou que luta pela Vila Madalena desde 2012 e que o território realizou oficina de bairro, aguardando o Plano de Bairro desde o Plano Diretor de 2014 — houve Plano Diretor, Lei de Zoneamento e Plano Regional, mas não Plano de Bairro. Parabenizou o CPM pelo encaminhamento atual;
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Detalhou que o traçado original da Linha 20-Rosa seguiria pelas Avenidas São Gualter/Sumaré, Pedroso de Moraes e Faria Lima, onde não há estação de metrô;
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Argumentou que a Vila Madalena já é servida por três estações — Vila Madalena, Fradique Coutinho e Largo da Batata —, o que torna injustificável nova estação ali, enquanto a Faria Lima, com grande concentração de trabalhadores, ficaria sem estação;
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Sustentou que não há impedimento técnico: o Metrô detém expertise, maquinário e engenharia para executar o traçado pela Faria Lima;
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Alertou que se trata de investimento bilionário e irreversível;
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Registrou que a Vila Madalena é patrimônio imaterial da cidade e primeiro destino turístico procurado em São Paulo, e que o zoneamento de 2014 desfigurou completamente o entorno de 400 m da estação, gerando saturação e problemas de infraestrutura, energia, água e ruas;
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Pedido à SMUL: que se faça a revisão e se desvincule o zoneamento das estações de metrô, por não caber, no centro expandido, que a proximidade de estações destrua a cidade.
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Registrou que o gabinete acompanha o tema desde o início, em diálogo com moradores e associações, e concorda com o pleito do território, questionando argumentos apresentados pelo Metrô;
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Ponderou, contudo, que o debate é complexo: o Metrô detém expertise técnica e notório saber juridicamente reconhecido; a contestação de relatório de cerca de 300 páginas talvez exija a via do Ministério Público;
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Observou que a mudança foi consolidada internamente no Metrô há mais de seis anos, ainda que só tenha vindo a público nos últimos três ou quatro, e que já há investimento significativo em estudos — o que exigirá pressão e debate qualificados, com apoio da SMUL;
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Sobre a vinculação ZEU-metrô: entende que deve haver vinculação de princípio, mas não indexação automática ao traçado, com raios menores e maior diversidade. Sinalizou que o debate deve ser reaberto em 2029, na revisão prevista;
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Informou que já foi aprovada, na Comissão de Transporte da Câmara Municipal, a realização de audiência pública, e propôs marcá-la ainda neste semestre, levando o Metrô ao debate.
A coordenação do CPM consolidou, ao longo do bloco, o seguinte conjunto de perguntas, entregue formalmente aos representantes do Poder Público para resposta:
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