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Diário Oficial da Cidade de São Paulo · 15/09/2026 · pág. 200

DOCSP 15/09/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 234

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

terça-feira, 15 de setembro de 2026

200 – São Paulo, 71 (234)────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────terça-feira, 15 de setembro de 2026

  1. A Prefeitura está disposta a utilizar sua participação financeira e institucional para defender a alternativa que considerar mais adequada ao interesse público, ainda que isso implique questionar a solução apresentada pelo Metrô?

  2. Quais estudos a Prefeitura possui sobre os impactos urbanísticos, ambientais, patrimoniais e sociais dos diferentes traçados, e quando o território poderá acessálos?

  3. Considerando a notícia publicada no site da Prefeitura sobre a destinação de R$ 120 milhões da Operação Urbana Faria Lima para a futura linha do metrô, mediante convênio entre SMUL, SMT e Metrô: quais são as condições que vinculam a aplicação desses recursos ao interesse da cidade e às demandas apresentadas pelas associações?

  4. Que poder de influência a Prefeitura está efetivamente exercendo em razão dessa participação financeira?

  5. Por que houve a mudança de traçado? Qual a origem da decisão que deslocou a linha da Faria Lima para o miolo dos bairros?

  6. O que a Prefeitura pode de fato se comprometer a fazer para abraçar o pleito do território?

  7. Respostas do Poder Público

7.1 Fernando Gasparini — Coordenador de Planejamento Urbano / Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL)

Sobre a lógica do Plano Diretor, uma das ideias centrais é orientar o crescimento da cidade para as áreas com maior oferta de transporte público e infraestrutura, na perspectiva da cidade compacta. A partir dessa diretriz, foram demarcadas as áreas de influência do transporte e, no zoneamento, os eixos (ZEU). Ponderou que essa ideia não foi concebida para se sobrepor às demais camadas presentes na cidade — patrimônio histórico, qualidade de vida, condições de mobilidade —, e que essas questões precisam ser conciliadas. Reconheceu que o desenvolvimento imobiliário experimentado nos últimos anos, sem precedente na história da cidade, produziu impactos maiores do que os previstos nas regiões no entorno dos eixos, e que a implementação prática ocorreu de forma menos conciliada do que o previsto nas diretrizes e objetivos gerais.

Sobre o traçado, informou que tomou conhecimento das alterações nas mesmas condições que os presentes.

Verificação feita pela área técnica:

Sobre a relação com o zoneamento, esclareceu que não há vinculação automática entre a alteração do traçado e a demarcação dos eixos:

Sobre capacidade de suporte: respondendo a questão levantada pelo Prof. Ivan Maglio em artigos recentes, registrou que a ideia de capacidade de suporte da infraestrutura — proporcionalidade entre ocupação do solo e capacidade da infraestrutura urbana, viária e de transporte público — está presente tanto no Plano Diretor de 2002 quanto no de 2014, mas aparece como diretriz, e não como métrica. Afirmou que a Secretaria não dispõe de metodologias consolidadas que permitam calcular essa relação de forma clara e estabelecer limites definidos por área. Ponderou que os eixos seguem regra geral para toda a cidade, embora cada bairro tenha características próprias — Pinheiros sendo uma das áreas que mais sofreram o processo de verticalização, enquanto outras, sob as mesmas regras, não registraram o mesmo grau de transformação. Sinalizou como agenda futura o avanço nessas métricas, especialmente diante da emergência climática, de modo a permitir calibração por região.

Sobre a interlocução institucional, registrou que, independentemente da questão dos recursos, é sempre importante a interlocução entre Metrô e planejamento urbano municipal, em visão interdisciplinar e territorial.

7.2 Pedro Martin Fernandes — Diretor Presidente da São Paulo Urbanismo

Observou que das manifestações feitas durante a reunião, praticamente todas trataram de uso do solo, e não do traçado em si — avaliando que a preocupação predominante do Conselho se concentra na legislação municipal mais do que no projeto do Metrô. A coordenação do CPM e os presentes ponderaram que se trata de causa e consequência, e que o questionamento é justamente à vinculação entre adensamento e metrô. Pedro acolheu a ponderação e reformulou: chegou à reunião supondo que se levariam mais demandas ao ente estadual, mas as falas se concentraram em questões municipais.

Respondendo à fala da coordenação do CPM, afirmou compromisso com a transparência, registrando que a SP Urbanismo comparecerá sempre que convocada e que esteve no Conselho antes mesmo da divulgação do edital do Largo da Batata.

Sobre a Operação Urbana Faria Lima, explicou que:

──────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────── Publicado em https://diariooficial.prefeitura.sp.gov.br com assinatura eletrônica qualificada Arquivo Publico Municipal | Rol registrado no processo 6013.2026/0007376-5 protocolo 165077913, CRC EC01E907