DOCSP 15/09/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 234
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
terça-feira, 15 de setembro de 2026
203 – São Paulo, 71 (234)────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────terça-feira, 15 de setembro de 2026
O arquiteto relatou trajetória de mais de sessenta anos de formado, com atuação desde a década de 1960, incluindo o período em que o Metrô era municipal, e convivência com Roberto Cerqueira César, primeiro presidente da EMURB, e com o primeiro plano diretor integrado, na gestão Figueiredo Ferraz. Mencionou participação no projeto da Avenida Paulista denominado "Nova Paulista", em 1967, e décadas de docência.
Sobre o projeto atual:
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Mantém escritório na Rua dos Pinheiros, a cerca de 50 metros da Estação Fradique Coutinho, e é morador da região há décadas;
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Elaborou, por circunstâncias próprias e a partir da convivência cotidiana com o território, um esboço sobre como a Faria Lima deveria ter sido tratada após a reforma decorrente do concurso nacional vencido pelo arquiteto Tito Lívio em 2001/2002;
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Esse esboço foi apresentado ao chamamento público aberto pela Prefeitura, em parceria com o Instituto Idea, e é o que hoje gera o estudo em elaboração;
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Sua fundamentação, que qualificou como universal, é a resposta ao problema das cidades cortadas pela indústria do automóvel;
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Ponderou que não é possível estudar uma solução sem produzir um protótipo: o desenho é submetido ao conceito teórico para verificação;
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Ressaltou que o desenho é barato em relação à obra: o custo do projeto é minúsculo diante do custo da execução, e um projeto bem discutido e bem feito produz economia e benefício urbano;
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Registrou que todos os desenhos serão apresentados e que nada é executado sem passar pela Prefeitura;
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Registrou ainda que a região acumula erros urbanísticos que conheceu de perto, desde o período do Departamento de Urbanismo de São Paulo, na Praça da República, em 1963-1964.
A coordenação interrompeu cordialmente a exposição em razão do horário, registrando o interesse do Conselho em ouvir o relato histórico em ocasião própria — o seminário sobre o Largo da Batata, compromisso assumido pela SP Urbanismo.
9.5 Adam Kurdahl — SPOL Architects - conceito do projeto
Diagnóstico. O Largo da Batata foi apresentado como:
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Mais de 50% da área ocupada por automóveis, com espaço público insuficiente;
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Um dos pontos mais quentes de São Paulo, por falta de árvores e de sombra;
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Área de alto risco de alagamento;
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Apenas 12% de área permeável;
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Conjunto de espaços desconectados entre si pelo sistema viário — a Faria Lima e as vias em frente à igreja;
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Servido, por outro lado, por rede de transporte público de grande qualidade, incluindo as estações de metrô e ônibus.
Premissas de projeto:
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Rebaixamento da Faria Lima em túnel, conectando os dois lados e criando uma grande praça pública contínua sem automóveis — apontada como uma das maiores áreas de espaço público da cidade;
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Terminal intermodal subterrâneo, sob o disco central, integrando ônibus, automóveis e metrô, com acesso direto;
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Manutenção e ampliação das ciclovias, contornando a praça para não cruzá-la em velocidade;
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Ruas compartilhadas no entorno, com mais espaço para árvores e pedestres e menos para automóveis;
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Enterramento da fiação em galerias, viabilizando a arborização;
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Espécies nativas e soluções baseadas na natureza, com sistemas de microdrenagem;
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Iluminação em várias escalas — acima e abaixo da copa das árvores —, corrigindo a situação atual de luz alta e brusca que deixa o pedestre na sombra, com tratamento diferenciado nas áreas de brincar;
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Mobiliário urbano durável;
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Valorização do patrimônio histórico e das origens do bairro, a partir da igreja;
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Previsão de banheiros e bebedouros, com infraestrutura subterrânea;
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Previsão de espaço de memória / museu sobre a história do bairro e do Largo de Pinheiros, com gestão a definir.
Números apresentados:
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Área permeável: passa de 12% para 66%- Arborização: 678 árvores existentes na praça; cerca de 90 a remanejar, concentradas na área do túnel, na faixa da Faria Lima existente; plantio de mais 322 árvores, chegando a aproximadamente 700 árvores ao final. As massas arbóreas maiores seriam preservadas. Ressalvou tratar-se de estudo preliminar, com cálculos em andamento;
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Oito bancas existentes na praça, mantidas e redistribuídas, com possibilidade de revisão arquitetônica e função de "lanternas" noturnas, sem que isso implique comercialização da praça.
──────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────── Publicado em https://diariooficial.prefeitura.sp.gov.br com assinatura eletrônica qualificada Arquivo Publico Municipal | Rol registrado no processo 6013.2026/0007376-5 protocolo 165077913, CRC EC01E907