Dia Oficial

Diário Oficial dos Municípios do Rio Grande do Sul · 21/09/2026 · pág. 53

DOMRS 21/09/2026 - Diario Oficial dos Municipios do Rio Grande do Sul

Baixar página em PDF · Criar alerta deste tema

O visualizador interativo precisa de JavaScript — baixe a página original em PDF.

TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Rio Grande do Sul , 21 de Setembro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul • ANO XVIII | Nº 4419

d) condenar os mocotós e lábios lesados e depositá-los em recipiente próprio de condenados, para sua remessa à graxaria.

Art. 80. Rotina oficial de inspeção na LINHA B: O Exame do conjunto cabeça língua é efetuado na mesa fixa, no carrinho, em mesa-rolante ou nória apropriada, nas condições estabelecidas.

e) incisar a língua, com um corte longitudinal profundo, após cumpridas as fases expressas nas alíneas a, b e c, na hipótese de a carcaça respectiva apresentar se com a chapinha Tipo 3 (febre aftosa); se livre de qualquer causa que determine o seu envio ao D.I.F. a língua incisada será destinada à Seção de Conservas ou de Salsicharia, para industrialização;

f) proceder como foi indicado na alínea

I - fase preparatória:

a) serrar os chifres, bem rente, esterilizando o instrumento usado nesta operação;

b) esfolar a cabeça, retirando os pavilhões auriculares e lábios, de modo a não ficar nenhum resto cutâneo sobre a peça esfolada; c) atar fortemente o esôfago, com barbante ou por outro processo, a fim de evitar os inconvenientes, usar o "saca-rolha" para separar o esôfago de seus liames naturais;

d) operar a desarticulação subtotal da cabeça, tomando o devido cuidado para evitar sua contaminação pelo conteúdo do rúmen;

e) numerar a cabeça, com lápis-cópia, no côndilo do occipital, com o mesmo número do carpo e tarso, para assegurar a sua correspondência com a carcaça durante todo o curso das operações;

f) secionar os músculos cervicais, para completar a decapitação, tendo a preocupação de preservar os nodos-linfáticos da língua e não deixar, de modo algum, que a cabeça tenha contato com o piso;

g) lavar convenientemente o conjunto cabeça-língua, na forma preconizada;

h) libertar a língua de suas ligações e secionar as hastes maiores do Istel Hióide, deixando a língua presa à cabeça pelo freio lingual; essa operação pode ser feita na própria nória, quando esta constituir o sistema em funcionamento;

i) apresentar o conjunto cabeça-língua ao Auxiliar de Inspeção, para o exame, com a face frontal da cabeça contra a superfície da mesa, ou, se for o caso, dependurada no gancho da nória pela região mentoniana (maxilar inferior).

II - exame da cabeça:

a) examinar visualmente todas as partes do órgão, cavidade bucal, orifícios, inclusive os deixados pela seção da cavilha óssea (seios frontais);

b) incisar sagitalmente os masseteres, praticando corte duplo, a fim de devassar tanto os masseteres externos, como os internos, dos dois lados; também serão cortados sagitalmente os pterigóides; as incisões serão sempre extensas e profundas, de modo a oferecerem o máximo de superfície à exploração da cisticercose;

c) incisar, no sentido longitudinal, os nodos-linfáticos parotidianos e as glândulas parótidas, acompanhando sempre com a vista, atenciosamente, a penetração progressiva do fio da faca na parte objeto de exame, para melhor encontrar e localizar as lesões, norma que deve ser sistematicamente seguida no exame de qualquer peça por incisões à faca, a exemplo principalmente do exame de cisticerco, abordado no item

b) acima;

d) observar a cor das mucosas;

e) procurar no "foramem magnum" a presença possível de lesões medulares;

f) marcar com a chapinha vermelha Tipo 2, no preciso local, a lesão que for verificada. Separar o conjunto cabeça-língua, em que tiver sido verificada a lesão e comunicar imediatamente às linhas de inspeção de vísceras o número da peça marcada e a natureza da lesão verificada, para que providenciem a marcação da respectiva carcaça e dos órgãos e vísceras que se fizerem necessários, de acordo com o caso (com as chapinhas identificadoras numeradas, Tipo 1); todo o conjunto de peças deve ser, a seguir encaminhado ao Departamento de Inspeção Final.

f) do "exame da cabeça", no caso de a língua apresentar lesão que determine sua remessa juntamente com a cabeça, ao D.I.F,

g) atentar o funcionário da I.M. em serviço nesta linha para que a quantidade de conjuntos cabeça-língua na " Seção de Espera", na

Nória ou na Mesa Rolante, Conforme o Sistema Instalado, Nunca Seja Inferior ao Número de Carcaças em Trânsito Desde o Ponto de Passagem Pela Mesa de Inspeção de Cabeças e Línguas Até a Última Linha de Inspeção de Vísceras.

Art. 81. Rotina oficial de inspeção na LINHA C - CRONOLOGIA DENTÁRIA: Este exame tem por objetivo determinar a idade aproximada dos animais abatidos, pela leitura da tábua dentária, visando a levantamentos para estudos zootécnico-econômicos ou sanitários. Caso a empresa não tenha interesse nesta produção, a linha C pode ser realizada juntamente com a linha B, com identificação em ábacos, ou outro procedimento, gerando o total de idades por lote. Caso a empresa não tenha interesse nesta produção, a linha C pode ser realizada juntamente com a linha B, com identificação em ábacos, ou outro procedimento, gerando o total de idades por lote.

I - exame:

a) examinar o grau de desenvolvimento dos incisivos (caducos e/ou permanentes) e, em sua função, calcular a idade aproximada do animal, conforme tabela fornecida pela S.I.M,

b) anotar a idade calculada na papeleta Modelo 3, que deve estar presa a uma tabuleta.

Art. 82. Rotina oficial de inspeção na LINHA D: é o EXAME DO TRATO GASTROINTESTINAL, BAÇO, PÂNCREAS, BEXIGA, ESÔFAGO e ÚTERO efetuado na "área de inspeção" da seção de vísceras abdominais da mesa fixa, ou na mesa-rolante.

I - fase preparatória:

a) praticar a incisão preparatória ao deslocamento do reto e atá-lo com amarrilho forte, próximo à sua extremidade caudal; praticar atadura semelhante, em torno da uretra, para a vedação da bexiga; b) abrir o abdômen, incisando-o pela "línea alba";

c) deslocar o reto da cavidade pélvica;

d) no caso de fêmeas; retirar o útero e ovários;

e) retirar o omento maior ("rendão");

f) iniciar a divisão da carcaça serrando o ráquis até mais ou menos a 2ª vértebra lombar (primeiro tempo da operação de serragem), para facilitar e apressar a evisceração; esta operação pode ser dispensada, nos estabelecimentos de abate reduzido ou naqueles que trabalham com pequena velocidade de matança;

g) retirar as vísceras abdominais (exceto fígado e rins) e a bexiga, numa única operação e sem provocar perfurações nem rupturas do trato gastrintestinal;

h) deixar os intestinos livres dos omentos, a fim de facilitar o exame; i) examinar todo o conjunto de conformidade com a técnica preconizada;

j) amarrar o duodeno, próximo ao piloro, com duas ataduras constritivas, afastadas entre si cerca de 0,05m, sendo a porção mediante previamente "escorrentada"; cortar o duodeno entre as duas ligaduras, separando assim os estômagos dos intestinos;

k) amarrar o esôfago próximo à cárdia, secionando-o em seguida.

II - exames:

III - exame da língua:

a) examinar visualmente a língua, massas musculares e tecidos adjacentes;

b) fazer o exame tátil do órgão (palpação);

c) cortar longitudinalmente, em fatias (não picar), os nodos-linfáticos R, Sl e, quando presente, o At; d) extirpar as tonsilas palatinas;

a) examinar visualmente e por palpação, fazendo cortes quando necessário, o conjunto constituído pelo esôfago, estômagos, intestinos, pâncreas, baço e bexiga;

b) cortar em fatias os nodos-linfáticos da cadeia mesentérica (no mínimo dez nodos);

www.diariomunicipal.com.br/famurs 53