DOMPA 24/09/2026 - Diario Oficial dos Municipios do Para
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
Pará , 24 de Setembro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Estado do Pará • ANO XVII | Nº 4097
| XI. Doenças do aparelho digestivo | 31 61 229 1.000 763 2.084 |
|---|---|
| II. Neoplasias (tumores) | 5 32 63 553 619 1.272 |
| XVI. Algumas afec originadas no período perinatal | 1.158 1 4 22 0 1.185 |
| XIV. Doenças do aparelho geniturinário | 9 29 70 427 429 964 |
| X. Doenças do aparelho respiratório | 127 235 133 129 200 824 |
| XXI. Contatos com serviços de saúde | 0 4 71 665 42 782 |
| IX. Doenças do aparelho circulatório | 6 9 12 136 521 684 |
| I. Algumas doenças infecciosas eparasitárias | 133 85 46 90 121 475 |
| XII. Doenças dapele e do tecido subcutâneo | 29 33 44 165 150 421 |
| XVIII.Sint sinais e achad anorm ex clín e laborat | 10 15 25 103 156 309 |
| XIII.Doenças sist osteomuscular e tec conjuntivo | 1 13 37 124 83 258 |
| VI. Doenças do sistema nervoso | 16 64 56 50 50 236 |
| XVII.Malf cong deformid e anomalias cromossômicas | 50 86 47 21 14 218 |
| IV. Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas | 2 8 1 41 164 216 |
| III. Doenças sangue órgãos hemat e transt imunitár | 4 14 7 26 23 74 |
| VII. Doenças do olho e anexos | 0 0 1 18 4 23 |
| XX. Causas externas de morbidade e mortalidade | 0 0 0 0 0 0 |
| Não preenchido | 0 0 0 0 0 0 |
| Total | 1.591 782 1.303 10.775 4.045 18.496 |
Ministério da Saúde. DATASUS. Tabwin - fevereiro de 2025
Quanto a faixa etária, percebe-se o alto número de casos de internações em pessoas entre 15 e 49 anos (n=10.775), sendo a principal causa a gravidez, parto e puerpério (n=5.693), o que é esperado, devido a idade fértil nessa fase da vida. Apesar de preocupante, a quantidade de adolescentes internadas por esse motivo no município (n=564), equivalente a 14,65% de todas as internações por gravidez, é uma taxa consistente com os demais quadrimestres de 2024 e a menor em comparação a taxas apresentadas entre 2020 e 2023 (17,01%, 16,36%, 15,58% e 15,07% respectivamente) demonstrando a redução dos casos através dos anos, o que reforça a necessidade de manutenção e ampliação dos serviços de saúde voltadas a essa população especifica, além de a intersetoriais, interinstitucionais, considerando a inteseccionalidade, para orientação, promoção da saúde e prevenção da gravidez na adolescência.
A segunda maior causa de internações no município estão neste grupo lesões, envenenamentos e algumas outras consequências de causas externas (n=2.706), destacando-se os traumatismos envolvendo múltiplas regiões do corpo (n=554), traumatismos do cotovelo e antebraço (n=430) e traumatismos do joelho e da perna (n=407), ocasionados, principalmente, por acidentes automobilísticos, enquanto que envenenamento foram 53 casos de efeito tóxico de contato com animais venenosos e 2 casos de efeitos tóxicos de outras substâncias, sendo necessárias atividades e ações especificas voltadas aos jovens adultos que são a principal faixa etária de internação.
As doenças do aparelho digestivo correspondem a terceira maior causa de internação do município, destacando-se as internações causadas por transtornos da vesícula biliar, das vias biliares e do pâncreas (n=725), hérnias (n=550) e doenças do apêndice (n=429), cujo tratamento é em sua maioria cirúrgico, sendo necessária a internação dos pacientes.
Mortalidade por grupos de causas. O sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde, especificamente, para coletar dados sobre a mortalidade no País, com variáveis que permitem construir indicadores e processar análises epidemiológicas complexas. É uma importante ferramenta de gestão capaz de subsidiar a tomada de decisões em diversas áreas da assistência à saúde. O documento básico e essencial à coleta de dados da mortalidade no Brasil são as Declaração de Óbito (DO) emitidas, que após digitadas, processadas, criticadas e consolidadas alimentam o SIM. Em seguida, os dados são transferidos à base de dados do nível estadual, que os agrega e os envia ao nível federal. Estas transferências são realizadas via WEB (internet) e ocorrem, simultaneamente, nos três níveis de gestão. A consolidação de dados, no entanto, ocorre apenas ao fim de cada quadrimestre, dificultando a verificação e análise de dados baseados na mortalidade (taxa de mortalidade geral, taxa de mortalidade infantil, taxa de mortalidade por DCNT, taxa de mortalidade materna), referentes ao quadrimestre anterior que ainda está em processo de consolidação.
Os dados apresentados no quadro 3.4. Mortalidade por grupos de causas de 2020 a 2023, quando a pandemia do COVID-19 elevava a letalidade por doenças do aparelho respiratório e doenças infecciosas e parasitárias, um cenário modificado no ano de 2024 e reforça a necessidade de atualização dos dados em questão, para uma avaliação precisa e realista da saúde no município. A fim de complementar as lacunas do sistema utilizou-se os dados do site de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis (https://svs.aids.gov.br/daent/centraisdeconteudos/paineisdemonitoramento/mortalidade/cid10/) onde consta o número de óbitos totais em Santarém até o mês de agosto de 2024, com 1.208 óbitos, dos quais 711 são masculinos e 497 femininos, com faixa etária de óbitos predominante de pessoas com 70 anos ou mais (130 casos por doenças do aparelho respiratório, 77 casos por doenças do sistema nervoso, 73 casos por doenças do aparelho circulatório e 46 casos por neoplasias).
Mesmo não se tratando da faixa etária prevalente, a quantidade de óbitos infantis e fetais, deve ser destacada visto que a maioria das causas podem ser evitadas e reduzidas com a adequada atenção à gestação e parto pode evitar diversas complicações (sífilis congênita, afecções maternas que afetam o feto ou recém-nascido, crescimento fetal retardado e desnutrição fetal, traumatismos de parto, hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer, aspiração neonatal, transtornos respiratórios e cardiovasculares específicos do período perinatal, hemorragia neonatal, etc) como observado na tabela a seguir:
| Infantil (0 a 365 dias) | |||
|---|---|---|---|
| Indicador | Neonatal (0-27 dias) | Pós-neonatal (28 a 364 dias) | |
| Neonatalprecoce (0-6 dias) | Neonatal tardia (7-27 dias) | ||
| (C00-D48) Neoplasias [tumores] | 0 | 0 | 1 |
| (I00-I99) Doenças do aparelho circulatório | 0 | 0 | 1 |
| (J00-J99) Doenças do aparelho respiratório | 0 | 0 | 0 |
| (P00-P04) Feto e recém-nascido afetadospor fatores maternos epor complicações dagravidez, do trabalho departo e doparto | 5 | 0 | 0 |
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