DOMPE 05/10/2026 - Diario Oficial dos Municipios de Pernambuco
Baixar página em PDF · Criar alerta deste tema
O visualizador interativo precisa de JavaScript — baixe a página original em PDF.
TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
Pernambuco , 05 de Outubro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Estado de Pernambuco • ANO XVII | Nº 4196
Além da estiagem, registram-se episódios de chuvas intensas concentradas, enxurradas localizadas, alagamentos em áreas urbanas, vendavais e incêndios em vegetação durante os períodos de seca severa.
A análise de risco demonstra que os impactos desses eventos afetam diretamente os serviços essenciais do Município, exigindo planejamento permanente, monitoramento contínuo e atuação integrada entre os órgãos públicos.
Principais ameaças identificadas
-
Estiagem prolongada;
-
Seca extrema;
-
Chuvas intensas de curta duração;
-
Enxurradas;
-
Alagamentos urbanos;
-
Incêndios em vegetação;
-
acionamento das Secretarias Municipais;
-
ampliação da Operação Carro-Pipa;
-
monitoramento diário das barragens;
-
distribuição emergencial de água;
-
apoio aos produtores rurais.
6.4 CENÁRIO IV – EMERGÊNCIA
Comprometimento severo do abastecimento humano, perdas econômicas expressivas e risco à saúde pública. Ações
-
decretação de Situação de Emergência;
-
solicitação de reconhecimento estadual e federal;
-
operação integrada com Estado e União;
-
distribuição de água e alimentos;
-
abertura de créditos extraordinários;
-
assistência integral às comunidades afetadas.
-
Colapso parcial do abastecimento de água;
-
Contaminação de fontes alternativas de abastecimento;
-
Danos estruturais em reservatórios;
-
Redução da produção agrícola e pecuária.
5.2 VULNERABILIDADES
São consideradas vulnerabilidades do Município:
7. MITIGAÇÃO
A mitigação é o conjunto de medidas estruturais e não estruturais para reduzir a intensidade, o impacto e a vulnerabilidade a desastres antes que eles ocorram. Ela integra o ciclo de gestão de riscos ao lado da prevenção, preparação, resposta e recuperação. 7.1 PILARES DA MITIGAÇÃO
-
Agir antes do desastre para diminuir danos.
-
elevada dependência da agricultura familiar;
-
escassez de recursos hídricos superficiais;
-
Reduzir o risco a níveis aceitáveis.
-
Proteger vidas e bens materiais.
-
comunidades rurais dispersas;
-
dependência parcial da Operação Carro-Pipa;
-
existência de poços com baixa vazão;
-
reservatórios sujeitos à redução volumétrica durante longos períodos secos;
-
degradação ambiental em áreas de recarga hídrica;
• aumento da demanda por assistência social durante estiagens prolongadas.
5.3 POPULAÇÃO MAIS VULNERÁVEL
Devem receber prioridade nas ações de proteção e defesa civil:
-
famílias inscritas no Cadastro Único;
-
idosos;
-
gestantes;
-
crianças;
-
pessoas com deficiência;
-
agricultores familiares;
-
pecuaristas de pequeno porte;
-
moradores das comunidades rurais com abastecimento precário;
-
pessoas com doenças crônicas que dependem de água tratada.
6. CENÁRIOS DE RISCO
6.1 CENÁRIO I – NORMALIDADE
Condições climáticas dentro da média histórica, abastecimento regular e reservatórios com capacidade operacional adequada. Ações
-
monitoramento meteorológico;
-
inspeção mensal dos reservatórios;
-
campanhas educativas;
Ações;
-
Mapear áreas de risco.
-
Construir obras de contenção de encostas.
-
Desassorear e limpar rios, canais e bueiros.
-
Realizar campanhas educativas comunitárias
8. SISTEMA MUNICIPAL DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL
A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil é responsável pelo planejamento, coordenação e execução das ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação dos desastres.
Estrutura mínima Coordenador Municipal
Responsável pela direção geral das ações. Secretaria Executiva
Responsável pela gestão administrativa e documental. Equipe de Monitoramento
Realiza acompanhamento meteorológico, hidrológico e estrutural das áreas de risco.
Equipe Operacional
Executa vistorias, atendimentos emergenciais e apoio logístico. Equipe de Comunicação
Responsável pela divulgação de alertas oficiais e orientações à população.
9. COMPETÊNCIAS INSTITUCIONAIS Gabinete do Prefeito
-
Coordenar as decisões estratégicas;
-
Decretar Situação de Emergência quando necessário;
-
Articular apoio estadual e federal.
-
atualização dos cadastros.
Defesa Civil
6.2 CENÁRIO II – ATENÇÃO
Redução das precipitações, diminuição do volume dos reservatórios e início de dificuldades no abastecimento. Ações
-
reuniões da COMPDEC;
-
intensificação do monitoramento;
-
Coordenar todas as operações;
-
Elaborar relatórios técnicos;
-
Alimentar o S2iD;
-
Realizar vistorias;
-
Coordenar simulados;
-
Monitorar riscos.
-
levantamento das comunidades vulneráveis;
-
atualização dos cadastros de carros-pipa;
-
comunicação preventiva à população.
Secretaria Municipal de Saúde e dos Direitos da Mulher
-
Monitorar doenças relacionadas à estiagem;
-
Fiscalizar a qualidade da água;
6.3 CENÁRIO III – ALERTA
Reservatórios com redução significativa da capacidade útil, comprometimento do abastecimento e perdas agrícolas relevantes. Ações
• instalação do Gabinete de Crise;
-
Intensificar vacinação;
-
Desenvolver ações educativas;
-
Organizar atendimento móvel nas comunidades rurais.
Secretaria de Assistência Social
www.diariomunicipal.com.br/amupe 89