DOMPR 06/10/2026 - Diario Oficial dos Municipios do Parana
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
Paraná , 06 de Outubro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Paraná • ANO XV | Nº 3631
• Reuniões da Comissão de Elaboração do Plano Decenal Municipal de Atendimento Socioeducativo , instituída para coordenar o processo de construção do documento, realizar estudos, sistematizar informações e definir estratégias e diretrizes para o planejamento da política municipal;
• Discussões com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) , assegurando o exercício do controle social e a participação do órgão responsável pela deliberação e acompanhamento das políticas públicas voltadas à infância e adolescência.
• Reuniões técnicas com a equipe do CREAS , responsável pela execução das medidas socioeducativas em meio aberto no município, possibilitando a análise da realidade local, dos fluxos de atendimento, dos desafios operacionais, das potencialidades da rede de atendimento e das estratégias necessárias para qualificar a execução das medidas socioeducativas.
Esse processo participativo possibilitou que os eixos, objetivos e ações previstos neste Plano fossem construídos a partir das necessidades identificadas no território, das contribuições dos profissionais da rede de proteção, do Sistema de Garantia de Direitos, do controle social e, especialmente, da escuta dos adolescentes atendidos. Dessa forma, o Plano reafirma o compromisso do Município de Cafelândia com a proteção integral, a responsabilização em perspectiva socioeducativa, a inclusão social, a intersetorialidade e a garantia de direitos, estabelecendo diretrizes para o fortalecimento da política municipal de atendimento socioeducativo no período de 2026 a 2036.
6.2 QUADRO OPERATIVO POR EIXO TEMÁTICO
O Quadro Operativo constitui o principal instrumento de planejamento, execução, monitoramento e avaliação do Plano Decenal Municipal de Atendimento Socioeducativo de Cafelândia – PR 2026 a 2036, traduzindo as diretrizes e objetivos estratégicos em ações concretas a serem implementadas ao longo de sua vigência. Sua estrutura foi organizada em consonância com o Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo, contemplando as cinco áreas temáticas que orientam a política socioeducativa brasileira e que representam os principais eixos de atuação para a garantia dos direitos de adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas.
Os eixos temáticos compreendem:
EIXO 1 – Defesa dos direitos de adolescentes, jovens e suas famílias
EIXO 2 – Promoção dos direitos de adolescentes, jovens e suas famílias
EIXO 3 – Controle social na efetivação dos direitos de adolescentes, jovens e suas famílias
EIXO 4 – Gestão, financiamento e intersetorialidade no sistema de atendimento socioeducativo
EIXO 5 – Participação e autonomia de adolescentes, jovens e suas famílias
Para cada um desses eixos foram definidos, objetivos, metas, ações estratégicas, responsáveis, prazos e indicadores de monitoramento, considerando as especificidades do Município de Cafelândia, a realidade das medidas socioeducativas em meio aberto e as demandas identificadas durante o processo de elaboração deste Plano. Dessa forma, o Quadro Operativo constitui um instrumento orientador da gestão municipal, fortalecendo a atuação intersetorial, o acompanhamento sistemático das ações e a avaliação contínua dos resultados, com vistas à qualificação do atendimento socioeducativo e à efetivação da proteção integral prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE).
| EIXO 1 - DEFESA DOS DIREITOS DE OBJETIVOS ESPECÍFICOS |
ADOLESCENTES, JOVENS E SUAS F METAS |
AMÍLIAS INDICADOR DE RESULTADO |
PRAZO | ORIGEM DE DE RECURSOS |
EXECUTOR RESPONSÁVEL |
|---|---|---|---|---|---|
| Fortalecer a articulação e corresponsabilidade entre o CREAS e o Sistema de Justiça para assegurar execução qualificada das medida socioeducativas. |
a a s Criar e manter fluxo permanente de comunicação entre CREAS e Sistema de Justiça por meio da instituição de fluxos permanentes de comunicação, reuniões periódicas, inspeções in loco, acompanhamento conjunto dos casos e participação nas instâncias de planejamento, monitoramento e avaliação das medidas socioeducativas em meio aberto. |
Fluxo implantado e ocorrendo de forma contínua. |
2026-2036 |
Recursos próprios e/o cofinanciamento estadual federal alocados no Fund Muncipal da Infância Adolescência (FIA) ou Fund Municipal de Assistênci Social (FMAS). |
u e o e o a CREAS em conjunto com Poder Judiciário e Ministério Público. |
| Qualificar a Rede de Proteção par garantir atendimento acessível humanizado e adequado às necessidade de adolescentes e famílias migrantes fid bi |
a , s , Promover capacitações continuadas (no mínimo uma cada dois anos) para os profissionais da Rede de Proteção sobre estratégias de acolhimento e comunicação com adolescentes e famílias que utilizam língua estrangeira, incluindo manejo intercultural, utilização de recursos de tradução, fluxos de atendimento e encaminhamento. |
Número de capacitações ao ano e ampliação da capacidade da rede para realizar atendimento a adolescentes e famílias com barreiras linguísticas. |
2027-2036 |
Recursos próprios e/o cofinanciamento estadual federal alocados no Fund Municipal da Infância Adolescência (FIA) o demais Fundos municipais. |
u e o e u Rede de Proteção através das Secretarias Municipais (Asistência Social, Educação e Cultura, saúde, Esporte, Agricultura Meio Ambiente, Indústra e Comércio) |
| reugaas ou que possuam arrera linguísticas. |
Promover oficinas permanentes na área da Cultura de língua portuguesa comunicação e trocas, para os imigrantes interagindo com diversas nacionalidades. |
Número de Oficinas realizadas. | 2027-2036 | Recursos próprios e/o cofinanciamento estadual federal alocados no Fund Municipal da Infância Adolescência (FIA) o demais Fundos Municpais. |
u e o e u Secretaria Municipal de Educação e Cultura. |
| Fortalecer a atuação intersetorial qualificar gestores, profissionais entidades da Rede de Proteção para o atendimento aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas assegurando o respeito aos direito humanos, à diversidade e à não discriminação. |
e e , s Realizar ações permanentes (no mínimo duas ao ano) de sensibilização e capacitação para gestores, profissionais e entidades da Rede de Proteção sobre o atendimento socioeducativo em meio aberto, intersetorialidade, direitos humanos, diversidade, equidade, enfrentamento ao preconceito e à discriminação, atendimento humanizado e corresponsabilidade da rede. |
Número de ações realizadas; Fortalecimento dos fluxos de atendimento e da atuação integrada no acompanhamento dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. |
2026-2036 |
Recursos próprios e/o cofinanciamento estadual federal alocados no Fund Municipal da Infância Adolescência (FIA) o demais Fundos Municipais. |
u e o e u CREAS, Secretaria de Assistência Social e Rede de Proteção. |
| Fortalecer o compromisso intersetorial do gestores municipais com a execução da medidas socioeducativas, garantindo qu Saúde, Educação, Assistência Social Cultura, Esporte, Lazer, Trabalho Profissionalização e demais área incorporem essa demanda em seu planejamentos e potencializem |
s s e , , s s a Promover encontros de sensibilização e mobilização, no mínimo dois encontros ao ano, com os gestores das políticas públicas municipais para a corresponsabilização e o fortalecimento das ações destinadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, promovendo a |
Encontros realizados; melhorias nos atendimentos e nas ações intersetoriais; ampliação da participação das políticas públicas no atendimento aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. |
2026–2036 |
Recursos próprios e/o cofinanciamento estadual federal alocados no Fund Municipal da Infância Adolescência (FIA) o demais Fundos Municipais. |
u e o e u Rede de Proteção e Administração Municipal. |
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