DOEAP 19/10/2026 - Diario Oficial do Estado do Amapa - Tipo 1
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
• Nº 8.765
Segunda-Feira, 19 de Outubro de 2026
DIÁRIO OFICIAL2. dirigir perguntas e cumprimentos apenas a homens ou a pessoas brancas, ignorando quem de fato conduz a reunião;
3. pôr em dúvida, sem motivo, o julgamento técnico de alguém por seu gênero, raça ou idade;
4. usar o estado emocional da pessoa para desqualificar sua opinião, como em "você está nervosa";
5. fazer piadas com estereótipos de gênero, raça, idade, origem ou corpo.
Por isso, é importante agir já nos primeiros sinais, antes que a situação se agrave.
N A P R Á T I C A Formas sutis de discriminação contra mulheres1. Interromper sempre a fala de uma mulher em reuniões, sem deixá-la concluir (manterrupting).
2. Explicar de forma condescendente o que ela já sabe ou acabou de dizer (mansplaining).
3. Apropriar-se da ideia de uma colega e apresentá-la como sua (bropriating).
4. Distorcer fatos para que ela duvide da própria memória ou percepção (gaslighting).
4.3 Outras formas de discriminação1. Capacitismo: tratar a pessoa com deficiência como incapaz, negar adaptações razoáveis ou usar expressões que associam deficiência a defeito.
2. Xenofobia: preconceito contra pessoas de outro país ou de outra região do Brasil, como estereótipos sobre nortistas, nordestinos ou imigrantes.
3. Aporofobia: aversão a pessoas pobres, como associar pobreza a desonestidade, preguiça ou criminalidade.
4. Discriminação por crença ou convicção: ridicularizar ou excluir alguém por sua religião, inclusive as de matriz africana, ou por sua opinião política.
A T E N Ç Ã O Expressões que reforçam preconceitosAlgumas expressões do dia a dia carregam preconceito, mesmo quando ditas sem intenção de ofender. Evite, por exemplo:
1. racistas: "a coisa está preta", "denegrir", "cabelo ruim", "serviço de preto";
2. capacitistas: "dar uma de João sem braço", "fingir demência", "que mancada";
3. gordofóbicas: "você deveria emagrecer", "está bem para quem é gorda(o)";
4. LGBTfóbicas: "nem parece gay", "isso é coisa de mulherzinha";
5. xenofóbicas: "só podia ser coisa de nortista (ou nordestino)".
4.4 Por que alguns grupos são mais atingidosMulheres, pessoas negras, indígenas, pessoas com deficiência, pessoas LGBTQIA+, pessoas idosas e integrantes de minorias religiosas estão entre as principais vítimas de assédio e discriminação. Isso não acontece por acaso: essas pessoas enfrentam desigualdades históricas que se reproduzem no ambiente de trabalho, em estereótipos, piadas, dúvidas sobre sua competência e menos oportunidades de crescimento.
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Cartilha de Combate ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação
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