DOMPR 20/10/2026 - Diario Oficial dos Municipios do Parana
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
Paraná , 20 de Outubro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Paraná • ANO XV | Nº 3640
Na área da saúde, a Nota Informativa nº 2/2025-COPID/DGCI/SAPS/MS orienta a aplicação anual do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20) a todas as pessoas idosas acompanhadas pelas equipes de Saúde da Família, com registro no Prontuário Eletrônico do Cidadão. A organização dos eixos segue o referencial das Cidades Amigas da Pessoa Idosa da Organização Mundial da Saúde, acrescido do eixo do Cuidado, adotado pelo PAPI.
Gestão e governança da política
A execução do Plano é compartilhada entre as secretarias municipais, cada qual responsável pelas ações de sua área, com a seguinte estrutura de coordenação e controle social:
| Instância | Papel na execução do Plano |
|---|---|
| Secretaria Municipal de Políticas Públicaspara Mulheres (SMPPM) | Órgãogestor dapolítica municipal dapessoa idosa, aoqual se vinculam o CMDI e o Fundo Municipal dos Direitos do Idoso. |
| Departamento dos Direitos da Pessoa Idosa (DDPI) | Referência técnica da política, articulação entre as secretarias e coordenação das ações próprias da política da pessoa idosa (Decreto nº 155/2026). |
| Comitê Municipal do PAPI | Coordenação intersetorial do Programa, acompanhamento da execução das ações, consolidação dos relatórios de monitoramento e proposição de ajustes ao Plano. |
| Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI) | Apreciação e aprovação do Plano, controle social, fiscalização da execução e deliberação sobre a aplicação dos recursos do Fundo. |
| Instância | Papel na execução do Plano |
| Fundo Municipal dos Direitos do Idoso (FMDI) | Instrumento de financiamento de ações do Plano, conformeplano de aplicação aprovadopelo CMDI. |
| Secretarias executoras | Assistência Social, Saúde, Esportes e Lazer, Habitação, Planejamento, Educação e demais órgãos responsáveis pelas ações de sua competência, com inclusão nas respectivaspeças orçamentárias. |
Prioridades identificadas no Diagnóstico
A matriz de ações responde às seguintes prioridades, extraídas dos capítulos 4 a 11 deste Diagnóstico:
ausência de estratificação da vulnerabilidade clínico-funcional: o IVCF-20 não é aplicado de forma sistemática às 4.450 pessoas idosas cadastradas na Atenção Primária, entre as quais 698 apresentam multimorbidade e 138 estão acamadas, domiciliadas ou com dificuldade motora;
inexistência de fluxo formalizado para situações de violência e violação de direitos, com 11 pessoas idosas acompanhadas pelo CREAS, 5 delas em situação de abandono, negligência ou violência, e 5 notificações de violência registradas pela Saúde em doze meses;
necessidade de adaptação das moradias, apontada por 76,7% dos participantes da escuta, sobretudo no banheiro (65,0%), e ausência de ações municipais de segurança domiciliar;
ausência de transporte público coletivo, em um contexto em que 59,2% dos participantes não dirigem veículo próprio; calçadas, banheiros públicos e locais de descanso avaliados como regulares ou ruins pela maioria dos participantes;
baixa cobertura dos serviços socioassistenciais: 6 pessoas idosas no SCFV, 10 no PAIF e 6 na Proteção Social Básica no Domicílio;
demandas relacionadas ao cuidado: custos com cuidadores, fraldas e medicamentos, falta de apoio nas atividades domésticas e procura por um espaço de permanência diurna;
dificuldade de acesso à informação: 75,7% não identificaram uma fonte central de informações sobre serviços e 53,4% avaliaram como regular ou ruim a facilidade de encontrar informações sobre saúde e cuidados;
oferta limitada de oportunidades de trabalho flexível, qualificação, educação e inclusão digital para pessoas com 60 anos ou mais;
concentração das atividades de convivência e escuta nos grupos já acompanhados, com necessidade de alcançar pessoas idosas que não participam dos projetos existentes.
Diretrizes
Envelhecimento ativo e saudável: promover autonomia, capacidade funcional e participação ao longo de todo o processo de envelhecimento. Prioridade ao cuidado: reconhecer e apoiar as pessoas idosas que necessitam de cuidados e as pessoas que cuidam, com prioridade à permanência no domicílio e na comunidade.
Intersetorialidade: executar as ações de forma articulada entre as políticas públicas, sob coordenação do Comitê Municipal do PAPI.
Equidade: alcançar as pessoas idosas com maior vulnerabilidade, as que vivem sozinhas, as de idade mais avançada, as que têm menor escolaridade e as que não participam das atividades existentes.
Participação e controle social: assegurar a escuta continuada das pessoas idosas e o acompanhamento do Plano pelo CMDI. Mensurabilidade: vincular cada ação a indicador e meta verificáveis, com linha de base extraída deste Diagnóstico.
Estrutura da matriz de ações
A matriz apresentada no item 13.7 organiza as ações nos nove eixos adotados pelo PAPI. Para cada ação são indicados o indicador de acompanhamento, a meta, o prazo, o órgão responsável pela coordenação da execução, o público-alvo e a fonte de recursos prevista. Os prazos referem-se ao período de 2026 a 2029, sendo classificadas como contínuas as ações de execução permanente. As metas quantitativas partem dos dados deste Diagnóstico e podem ser recalibradas pelo Comitê Municipal, com registro em ata e ciência ao CMDI.
Siglas utilizadas na matriz: ACS – Agente Comunitário de Saúde; APS – Atenção Primária à Saúde; CMDI – Conselho Municipal dos Direitos do Idoso; DDPI – Departamento dos Direitos da Pessoa Idosa; FMDI – Fundo Municipal dos Direitos do Idoso; NRE – Núcleo Regional de Educação; PAEFI – Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos; PAIF – Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família; PSB – Proteção Social Básica; SCFV – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos; SMAS – Secretaria Municipal de
Assistência Social; SME – Secretaria Municipal de Educação; SMEL – Secretaria Municipal de Esportes e Lazer; SMH – Secretaria Municipal de Habitação; SMPL – Secretaria Municipal de Planejamento; SMPPM – Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres; SMS – Secretaria Municipal de Saúde; VISA – Vigilância Sanitária.
Matriz de ações por eixo
Eixo 1 – Espaços Externos e Edifícios Públicos
Na escuta, 70,9% avaliaram as calçadas como regulares ou ruins, 64,1% atribuíram a mesma avaliação às ruas e cruzamentos, 66,0% consideraram ruins os banheiros públicos e 50,5% avaliaram mal a quantidade de bancos para descanso. Os edifícios públicos (70,9% bons ou muito bons) e as praças (56,3%) tiveram avaliação mais favorável. O Plano Diretor (LC nº 05/2024) estabelece a acessibilidade universal como diretriz.
| Ação | Indicador | Meta | Prazo | Responsável | Público-alvo | Recursos | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Mapear as rotas mais utilizadas pelas pessoas idosas (ligações entre bairros, UBS, CRAS, CREAS, locais do Projeto 60+, Associação Anos Dourados, praças e centro comercial) e elaborar plano de adequação de calçadas, rampas e travessias. |
Rotas mapeadas; elaborado |
plano | Mapeamento e plano concluídos |
Até dez/2027 | SMPL, com DDPI e órgão municipal de obras |
Pessoas idosas e pessoas com mobilidade reduzida |
Recursos próprios |
| 1.2 Executar as adequações de calçadas, rebaixamentos de guia e travessias nas rotas priorizadas, conforme a NBR 9050. |
Percentual de priorizados adequados |
trechos | 50% dos trechos adequados até 2029 |
2028–2029 |
Órgão municipal de obras; SMPL |
Pessoas idosas e pessoas com mobilidade reduzida |
Recursos próprios; emendas parlamentares; convênios |
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