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Diário Oficial da Cidade de São Paulo · 06/11/2026 · pág. 178

DOCSP 06/11/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 285

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

sexta-feira, 06 de novembro de 2026

178 – São Paulo, 71 (285)

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secretarias como elas iam implementar. Essa era da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, e a gente tinha a seguinte redação: “combater o desperdício de alimentos e aumentar a segurança alimentar em todo o município”. E aí ficava muito complexo para a gente conseguir monitorar e acompanhar essa ação, para ter um indicador claro de como aquela ação estava sendo executada. Para isso, a gente fez essa revisão dessa ação, que agora — pode passar — se distribuiu em algumas metas, para tentar dar essa clareza maior. Uma delas foi a meta 70, que é ampliar o número de parceiros doadores de alimentos do Banco de Alimentos Municipal em 30% até 2028, 40% até 2032 e 50% até 2033.

mais técnica, o que acontece é que tinha algumas coisas que não estavam devidamente endereçadas, entende? Então, tinha uns pedaços do plano — eu vou dar um exemplo, um exemplo ficcional — assim: “seria bom plantar árvores”. Quem seria? Quanto seria? Onde vai ser? O pessoal mais velho deve lembrar: pendurar o sino no gato. Esse tipo de coisa. Quem é o responsável por isso?

metas. Então são mais ou menos 200 ações, 24 órgãos municipais e 20 objetivos estratégicos, também vinculados às metas. Pode passar.

E, só tentando explicar também um pouco como isso mudou — pode passar mais um —, vou começar desse para tentar explicar um pouco das principais mudanças metodológicas e estruturais do plano. Isso é uma fotografia, um print do plano de 2021. Como ele era formado: a gente tinha lá a ação, qual era a redação dela — instituição da zona de baixa emissão —, o prazo, as metas associadas, e era isso; a gente tinha um indicador. Então, o que a gente foi fazer foi qualificar um pouco mais isso, para tentar entender, junto com as secretarias, até a gente conseguir instituir essas zonas de baixa emissão, quais eram os caminhos necessários para isso acontecer, porque ainda tinha essa lacuna e esse entendimento não tão fácil de como eles iam atingir essa meta final. Nesse caso específico da ação 10, ela ainda estava muito bem formulada, muito bem qualificada, mas, no caso de muitas outras ações, as redações eram muito genéricas, e as secretarias não sabiam como iriam atingi-las.

Tanto que foi feito um questionamento em relação a essa nossa opção, que foi uma opção muito pragmática, de que talvez fosse bom que esse tipo de documento também ajudasse numa reflexão mais ampla e tal. Mas a gente recuou, justamente para a gente ter clareza de que a Lúcia tem que fazer tal coisa, o Carlos tem que fazer tal coisa, cada um, e a gente saber quando e quais são as metas. Então esse foi o primeiro assunto.

Indo um pouco na linha do que o Alê falou anteriormente, de ter essa classificação SMART, de ser algo mensurável, temporal e factível para as secretarias alcançarem. E a gente tem os prazos intermediários também — 30% até 2028, 40% até 2032 —, para ter esse acompanhamento mais contínuo, para não ficar uma meta só no prazo final, sem metas intermediárias nesse meio tempo, além das ações que foram definidas para atingir esse valor final. Pode passar.

O segundo assunto, que eu acho que é legal a gente falar, é o seguinte: nós entendemos que o nosso trabalho acabou de começar em relação ao Plano de Ação Climática. Não só do ponto de vista de a gente ter feito uma revisão legal, que é muito trabalhosa e foi muito bem feita pela equipe, com a Lud, mas também por uma questão que é a seguinte: a gente vai ter que passar a cobrar com maior intensidade e aproximar as secretarias. E, simultaneamente, tem um negócio que não dá para a gente esquecer: nós produzimos um documento de 274 páginas, com linguagem técnica, que está pendurado no site, que é parcialmente acessível.

Acho que vai ter outro exemplo na frente, mas tinha algumas ações como fortalecer o combate ao desperdício de alimentos. Então, isso não ficava claro para as secretarias, como é que ia ser atingido e quais eram as iniciativas que elas iam fazer para atingir isso. E, claro, não tirando todo o mérito do trabalho, porque foi um trabalho muito bem executado e que justamente abriu essa porta para a gente conseguir qualificar mais e ajustar mais, para as secretarias terem mais facilidade de implementar as metas. Então, foi esse o caminho: fazer um entendimento melhor de como elas podiam atingir cada um desses compromissos. Pode passar.

São outras metas que dialogam diretamente com aquela única ação que estava no plano anterior, de segurança alimentar. Então tem outras aqui que são relacionadas a Armazém Solidário, Programa Rede Cozinha Escola, cardápio sustentável nas escolas também, que é uma iniciativa que já existia e ainda não estava incorporada no plano. Então a gente fez essa tentativa de resgatar também iniciativas que dialogavam muito com o planejamento climático e que ainda não estavam sendo consideradas no próprio plano. Pode passar?

O que nós fizemos? Por falar em acessibilidade, vamos falar com o pessoal da SMPED, a Secretaria da Pessoa com Deficiência. Foi o primeiro plano municipal da cidade de São Paulo que foi se preparar para uma questão de acessibilidade. A gente precisa que os planos sejam acessíveis. A gente foi conversar com a Primeira Infância. A gente começou a ver como é que a gente pode traduzir isso, de alguma maneira, para uma criança de cinco anos de idade, para que ela comece a se acostumar com a questão do debate ambiental e climático, sem gerar uma ansiedade nela, sem entrar com esse discurso de “vamos todos morrer”, sabe? Nada disso. A gente tem que trabalhar com essas crianças. Por quê? Qual é o nosso objetivo? Pautar a variável climática em tudo. E fazer essa articulação.

PARTICIPANTE NÃO IDENTIFICADO(A): Pode. Pode passar também.

Aí, como isso se configura no plano de hoje: a gente tem o prazo determinado, qual é o indicador, a descrição, qual é a meta e as ações, que ali também têm prazos. As ações também têm prazos a serem executados, para conseguir entender como vão ser atingidas aquelas metas. Além dos prazos, também tem não só a secretaria que é diretamente responsável por cumprir aquilo, mas, durante todo o processo de implementação, quais são as secretarias de apoio que vão ter que estar envolvidas. A gente teve esse entendimento de que existe uma transversalidade muito grande para a implementação das metas e das ações, então não tinha como indicar só uma única secretaria, porque muitas vezes as secretarias chegavam para a gente falando: “eu não estou conseguindo implementar isso porque eu preciso da articulação com mais pelo menos dois, três órgãos”. E, como isso não estava determinado no plano, elas não tinham nenhuma força institucional de chamar essas secretarias para implementar as metas. Então ficava uma responsabilidade meio isolada. Pode passar.

LUDMILA MELLO DE AMORIM (SECLIMA): Essa também. Porque senão eu vou ficar lendo cada uma das metas aqui. Acho que, depois, se o pessoal tiver perguntas, a gente pode voltar. Não faz tanto sentido ficar lendo tudo aqui para vocês. Pode passar.

Acho que esse é um exemplo também interessante: fomentar estratégias de agricultura urbana orgânica. Eu acho que isso é um ponto importante também, justamente porque a gente tem essa gestão às vezes muito volátil de competências — algumas competências mudam ao longo dos anos entre as secretarias. Na época em que foi feito o Plano de Ação Climática, a SMSUB era diretamente responsável pela temática de agricultura, e hoje a gente sabe que a SMDET lidera e coordena essa pauta dentro do município. E isso foi uma das coisas também importantes a serem contempladas na revisão: ter essa adequação de competências, entender se os compromissos firmados estavam direcionados para os órgãos adequados. Pode passar.

A gente está conversando com um monte de gente para fazer uma versão resumida. A ideia é que a gente tenha uma versão de 30 páginas, em linguagem simplificada, para que a população possa ler; que a gente coloque isso em todas as escolas, uma versão impressa, e que todas as bibliotecas tenham uma versão de 20, 30 páginas que seja legível. E esse processo inclusive levou a um debate, que é o seguinte: eu mandei baixar todos os planos municipais da cidade de São Paulo, e a gente está fazendo um estudo de todos — são 60 planos —, para ver como a variável climática está aplicada dentro dos planos municipais das outras secretarias e dos outros projetos. A gente precisa saber se a gente está dialogando, se não está tendo sobreposição; se um cavalo da carroça está indo para o lado esquerdo e o outro está indo para o lado direito. A gente precisa saber esse cenário, do ponto de vista estratégico, para poder saber se realmente um assunto está sendo levado. E esse é um processo sistemático.

Aqui eu não vou apresentar todas, mas é só um modelo. A gente depois manda o link do plano; a gente tem um site do plano também. Vou mostrar só mais alguns exemplos de outras estratégias. Pode passar.

Pode passar também. E eu acho que era isso. A gente pode voltar para dúvidas nas metas, nas ações. A gente disponibiliza o link do plano e o link do site, para ficar mais claro. Só não queria ficar lendo essas últimas, porque ia ficar muito cansativo. Acho que era isso. Obrigada.

PARTICIPANTE NÃO IDENTIFICADO(A): Pode passar também. Essa também.

LUDMILA MELLO DE AMORIM (SECLIMA): Essa é importante falar, que é do orçamento climático, que inclusive já é uma meta que foi cumprida. Pode passar.

ALESSANDRO BENDER (SECLIMA): Rapidamente, gente, uma questão importante. São três itens, a partir da excelente fala da Lud. A primeira coisa é a seguinte: nós pegamos um plano que é um plano muito bem elaborado, mas, quando a gente foi colocar numa metodologia de gestão

Outra coisa que eu queria comentar com vocês é uma curiosidade. O nosso secretário, o Nalini, que vocês devem conhecer, é um cara incrível. Ele tem uma experiência jurídica absurda: foi presidente do TJ, desembargador, etc. e tal. E o termo que nós usamos, justiça climática, tecnicamente não é

E aqui, só para trazer um exemplo também de ações que precisavam um pouquinho mais desse refinamento, para ficar mais claro para as

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