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Diário Oficial da Cidade de São Paulo · 06/11/2026 · pág. 180

DOCSP 06/11/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 285

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

sexta-feira, 06 de novembro de 2026

180 – São Paulo, 71 (285)

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facilidade de leitura. E, obviamente, nas outras atuações da secretaria, como o Plano Preventivo de Chuvas, a gente tem atuação direta de coordenação, e em outras frentes também. Eu poderia falar de outras coisas, mas acho que podem vir em outras perguntas.

Mas a ideia é que tenha pelo menos dois monitoramentos pelo sistema, pelo SMAE, e a gente ter esse acompanhamento mais próximo; e também ter uma reestruturação interna da própria SECLIMA, em como a gente atua com cada um dos servidores e atua mais diretamente em cada uma das pastas: dos técnicos existentes, como a gente se põe à frente e pode colocar à disposição cada um desses técnicos para ficar num diálogo maior com cada uma das secretarias participantes. Então, a ideia é principalmente essa: qualificar a estrutura da nossa equipe — que hoje é pequena, mas a gente está tentando fazer isso — e aprimorar o monitoramento, para ter pelo menos duas vezes por ano; e tentar entender melhor também o sistema de indicadores. Porque hoje a gente trabalha com um sistema em que, para os dados quantitativos, a gente tem uma ideia de progressão — se mudou o número, se não mudou —, mas, quando é um dado qualitativo, a pessoa pode falar só sim ou não. A ideia é que a gente mude isso também, que coloquem “não iniciado”, “em desenvolvimento”, “concluído”, para a gente ter esse entendimento melhor.

metas. Existe uma preocupação institucional em relação à questão das mudanças climáticas, existe; só que a gente não vai ter metas repetidas nos planos, entende? A gente precisa que os planos se complementem. Então a gente tomou uma decisão de não ter metas que, em outros planos, aparecem como meta. No Plano de Ação Climática, a gente pontua a questão, aponta a questão, mas todas as metas estão sendo desenvolvidas pelo comitê de gestão de resíduos da cidade de São Paulo, um grupo intersecretarial que está trabalhando em relação a isso.

LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): Agora é a Gabriela, na parte presencial, por favor.

GABRIELA PINHEIRO LIMA CHABBOUH: Aqui não está funcionando? [...] Oi, pessoal, bom dia, tudo bem? Eu queria parabenizar o esforço, o trabalho de atualização. A gente tem dezenas de planos na cidade de São Paulo. Tem um site — para quem não sabe — de planos municipais, que mostra a quantidade de planos e planejamentos que a cidade de São Paulo tem. E esses planos não fazem sentido se eles não estiverem atualizados, se eles não estiverem norteando a tomada de decisão. Então é sempre desafiador, porque dá muito trabalho, mas, ao mesmo tempo, é necessário, porque senão o plano não continua sendo útil para, de fato, avaliar a execução das políticas públicas.

LUDMILA MELLO DE AMORIM (SECLIMA): Só para complementar: a gente tem algumas metas que continuaram, que são do plano antigo, principalmente voltadas para aquelas principais ações de enfrentamento em relação à coleta seletiva e à compostagem. Então isso se mantém no plano. Mas, mais especificamente, detalhes relacionados a entulho e madeira são tratados mais diretamente no PGIRS. As diretrizes gerais estão no plano, mas não foi considerado esse escopo específico que você comentou, Celina.

LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): Celina, a sua dúvida, posso repassar já?

Eu queria só perguntar para vocês o que vocês estão pensando em termos de próximos passos. Vocês falaram alguma coisa sobre ter encontros mais periódicos, mais regulares? Porque, com certeza, a gente se debruçar uma vez por ano sobre o que foi feito ou o que não foi feito não dá o tempo necessário para tirar as coisas do papel. Se a gente olha uma vez só por ano — “qual era a meta mesmo? Ah, era aquela. O que eu fiz? Putz, não fiz” —, não é suficiente. Queria só escutar um pouco mais de vocês o que vocês estão pensando em termos de estratégia para essa articulação das 24 secretarias que estão envolvidas. E mais uma coisa: parabenizar, porque claramente a ação climática é uma ação intersecretarial, exige a atuação de todos os órgãos. Então, parabenizar o engajamento desse número bastante expressivo de pastas.

A gente também está atuando nesse aprimoramento. Isso para o lado do monitoramento do plano. A ideia é que a gente também se debruce mais no diagnóstico de riscos climáticos, para ter também um monitoramento maior dos riscos e de indicadores setoriais relacionados à área de emissão, que aí completa o combo da governança climática. Obrigada.

CELINA CAMBRAIA FERNANDES SARDÃO: Quando que vai ficar pronto esse plano de resíduos? É isso que ele falou, que fica no final do ano?

LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): É, agora, no final do ano, tá?

LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): Obrigada, Ludmila. Agora vamos para a parte online: Celina, por favor.

CELINA CAMBRAIA FERNANDES SARDÃO: Então tá bom. Obrigada.

CELINA CAMBRAIA FERNANDES SARDÃO:

LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): Agora, aqui na parte presencial, Carlos Borges, por favor, e depois, na parte online, Maria do Carmo, tá?

Bom dia. Então, o plano está bem amplo. Eu queria saber, com relação aos resíduos, sobre a parte de entulho, madeiras e outros materiais das caçambas, tá? E também com relação a podas, porque a maioria das subprefeituras não tem verba para o triturador nem para a equipe realizar, e está indo tudo para o aterro de Caieiras. Então, eu queria saber mais especificamente sobre esses pontos, para ser resumida — tem outras perguntas que eu queria fazer, mas vou focar mais nesses dois pontos.

LILIANE NEIVA ARRUDA LIMA (Presidente): É uma excelente pergunta, viu, Gabriela? Porque, na parte tanto dos CADES Regionais quanto do CADES Municipal, é pelo engajamento de todos, e também do munícipe. Às vezes nós somos cobrados pensando que o problema é só daqui da casa. Então a pergunta da Gabriela tem muita ênfase aqui para a gente hoje.

CARLOS ALBERTO DE MORAES BORGES:

Bom dia a todos. Eu acho que tem um diagnóstico muito bem feito e um esforço enorme de articulação. Mas, assim, na minha experiência empresarial, sempre que a gente tem muita meta, a gente não realiza nada. Então eu acho que a preocupação, na linha do que você está pensando, é a gestão, é o monitoramento. Uma coisa que talvez fizesse sentido é a gente fazer algo como um 80/ 20: a gente pegar, dessas 110 metas, quais são os 20% que realmente fazem diferença, e, para esses 20%, dar uma visibilidade maior. Inclusive a própria Comissão de Finanças Climáticas aqui fez sugestões muito pertinentes, mas, no fim, muitas delas já estão no plano, são muito parecidas com coisas que estão no plano.

LUDMILA MELLO DE AMORIM (SECLIMA): Obrigada, Celina. Eu vou passar aqui para o Alê, principalmente porque, enquanto a gente estava fazendo a revisão do plano, ao mesmo tempo estava acontecendo a revisão do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Então a gente teve algumas questões de como fazer isso em paralelo, sendo que isso também estava sendo discutido na gestão de resíduos sólidos. A gente conseguiu abarcar algumas coisas dentro do PlanClima, que foram validadas pelo comitê de resíduos sólidos, do qual o Alê faz parte, e o restante ficou a critério dos órgãos responsáveis incorporarem no Plano de Gestão de Resíduos Sólidos. Mas eu vou passar para ele falar mais diretamente sobre o que você perguntou, sobre madeira, entulho e outros itens.

LUDMILA MELLO DE AMORIM (SECLIMA): Primeiro, obrigada, Gabi. O microfone está funcionando? Tá. Obrigada pelos comentários, todos muito pertinentes. Acho que essa é uma das grandes preocupações nossas também, justamente o que a gente estava conversando esses dias. Óbvio, não vamos deixar de fazer esse relatório anual, por questão de transparência e tudo mais; é mais do que importante que isso tenha continuidade. Mas, pensando justamente que a gente está nessa época de qualificar e aprimorar um instrumento já existente, a gente também está trabalhando nisso. A gente faz hoje o acompanhamento do plano pelo Sistema de Monitoramento e Acompanhamento Estratégico, o SMAE, que é o mesmo do Programa de Metas, e a gente faz isso uma vez por ano. A ideia é que isso se torne mais periódico: que passe a ser pelo menos duas vezes por ano, pelo menos uma vez a cada semestre. Uma vez por ano vai ser público — gerar esse relatório público, que é para ter o consolidado do ano anterior —, porque também não tem como a gente fazer mais de duas vezes por ano e ter um ciclo fechado do ano anterior. Sempre que a gente publica um relatório, é relacionado ao ano anterior fechado, com todos os dados.

Então eu acho que a maior contribuição que a gente poderia dar é ter alertas mais focados, mais claros, que ajudem a gente na gestão, porque é muita coisa. Por mais que São Paulo seja gigante, seja um país, 110 metas, para qualquer plano, é muita coisa, e há uma dificuldade. Muitas metas são complexas, são transversais, são abrangentes — sem contar metas que não estão aqui e que já tinham sido colocadas em outras secretarias, com o cuidado de não ter superposição. Então, como sugestão, eu acho que, se a gente conseguir fazer uma coisa mais simples, mais focada, e dar visibilidade — é que nem planejamento de obra: a grande questão nossa é fazer com que, quando o problema está pequeno, a informação chegue para as pessoas que têm o poder de decisão, para tomar uma medida corretiva. Então, só como sugestão, dando parabéns ao trabalho: eu acho que ajudaria a gente, de alguma

ALESSANDRO BENDER (SECLIMA): Celina, tudo bom? Coisa rápida aqui também. A primeira questão, que eu acho importante, é que o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos da cidade de São Paulo está saindo agora. Ele está em audiência — a gente já teve audiência, a gente já está compilando os casos —, então em breve ele vai estar prontinho para as pessoas poderem acessar. Mas o que eu acho importante falar sobre a questão do planejamento é outra questão do ponto de vista metodológico, que a gente debateu bastante: as

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